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Don Dokken: groupies, vida em família e turnê com o Poison

Traduzido por Ligia Fonseca | Fonte: Knac.com |

Charlie Steffens, do site KNAC.COM, fez recentemente uma entrevista com Don Dokken, que falou, dentre outras coisas, sobre a atual turnê com o POISON.

KNAC.COM: Vocês tinham mulheres lindas à sua disposição todas as noites nos anos oitenta, não é mesmo?

Dokken: "É verdade, tínhamos. E eu tinha muitas mulheres porque era o vocalista meio andrógino com cara de bebê e as garotas diziam 'Nossa, trepo com você agora'. Eu pensava: 'Você nem sabe quem sou, só conhece o cara do videoclipe. Você não sabe como sou, quem sou, que tipo de pessoa sou'. Não importava. Em algum momento você pensa que elas só são vadias e pu**s, acorda um dia e diz 'Não, eu sou a vadia, eu sou a p**a'. Você acorda e percebe que a vida é mais do que isso. Virou um tédio. Antes era uma brincadeira para o ego. Meus filhos nasceram depois da turnê 'Monsters of Rock'. Tenho um menino e uma menina, e tudo mudou. Todo o mundo parecia diferente. Eles são inocentes e você enxerga através dos olhos deles. É a história comum: você quer ir ao 'The Rainbow' sexta-feira à noite quando eles têm sete anos ou à reunião de escoteiros? Parece brega, clichê e doméstico, mas essa é a vida real. Meu filho chega na próxima semana para passar um tempo comigo na estrada e estou totalmente empolgado com isso. Estou empolgado em conhecer mulheres fáceis no backstage? Não. Estou empolgado em ter meu filho comigo por uma semana. Ele acabou de fazer 20 anos e tirou brevê ontem. Então, vamos comemorar. Depois que ele voltar pra casa, minha filha vem por uma semana. Assim é a vida".

KNAC.COM: Foi devastador, para você, para dizer o mínimo, ver sua banda se despedaçar. Como você lidou com isso?

Dokken: "Fiquei com raiva quando o DOKKEN se desfez. É a história da minha vida e fui fazer terapia. Eu dizia: 'Minha vida está f***da agora'. O Nirvana surgiu e pensei 'Bem, foi uma boa trajetória. 10 anos. Acabou'. Descansei por três anos, coloquei minha cabeça no lugar e disse: 'Bom, vou seguir em frente, vou continuar lutando e gravando álbuns. É o que faço. Não vou viver com raiva, pois isso te deixa velho, pálido, cansado e amargo. Nada bom resulta disso".

KNAC.COM: Como é o público típico na sua turnê atual com o POISON?

Dokken: "Estou rindo, porque notei que há muitas pessoas no show que parecem não conhecer as músicas do POISON. Eles não são super fãs do gênero. Muitos deles vêm porque querem ver o [vocalista do POISON] Bret Michaels do Reality Show 'Rock of Love'. Todas essas mães gostosas, quarentonas, gritando 'Bret Michaels, Bret Michaels!' E usando um chapéu de cowboy. Você não consegue ver se elas estão se divertindo, gostando do show e do DOKKEN. Tem havido um público muito estranho e interessante de mulheres. Estou acostumado a subir ao palco e ouvir o rugido, e agora subo e escuto esse grito agudo. É impressionante. É como estar em turnê com David Cassidy. Deus abençoe o Bret, estou contente que ele tenha encontrado todo esse sucesso. Realmente estou feliz por ele, mas você tem que rir neste ponto de nossa carreira e dizer 'Garotas, vocês não entendem, não é?' Elas só querem ver o David Cassidy lá em cima. Bret se reinventou como estrela de Reality Show e está compensando para ele e para o POISON. É uma curiosidade... não sei o que é. Esse programa fez uma geração de pessoas que nunca tinham ouvido falar do POISON prestarem atenção na banda".

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Sobre Ligia Fonseca

Tradutora, formada em Jornalismo pela PUC-SP, resolveu mudar de carreira quando percebeu que gostava mais de traduzir do que de escrever textos. Descobriu o rock aos 5 anos, ao assistir o clipe de “I Love it Loud” do Kiss.

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