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Arch Enemy: "o Kiss era uma coisa meio divina"

Traduzido por Felipe Ferraz | Fonte: Venia |

A revista croata Venia publicou uma nova entrevista com o baixista do ARCH ENEMY, Sharlee D’Angelo, que falou, dentre outras coisas, sobre suas influências musicais

Venia: Como você gostaria de apresentar o ARCH ENEMY para o público croata?

Sharlee D’Angelo: “A banda mais durona e mais covarde do mundo ao mesmo tempo!”

Venia: Qual é a história por trás do nome da banda?

Sharlee D’Angelo: Todos os nomes bons já haviam sido tomados. Essa é uma antiga expressão clássica que funciona bem e soa metal. Não existe um pensamento mais profundo por trás dele, mas você poderia dizer que nós somos os arquiinimigos de tudo o que é chato, pensamento midiático ruim e simplesmente chato.

Venia: Quais bandas tiveram a maior influencia no trabalho criativo e estilo do grupo no início da carreira e atualmente?

Sharlee D’Angelo: "São incrivelmente muitas, como no início em que queríamos fazer metal clássico. Coisas que nos influenciaram foi tudo do início dos anos 80 e até o Thrash. Também há influências de coisas antigas dos anos 70 em tudo, desde PURPLE, RAINBOW até THIN LIZZY e JUDAS PRIEST. Você poderia dizer que nós juntamos tudo isso e assamos em um mesmo biscoito. Atualmente o tipo de coisa que você ouve depende um pouco do momento e nós ouvimos músicas muito, muito diferentes. Como a Angela, por exemplo, ela é pessoa na banda que ouve as músicas mais extremas, ela ainda se mantém fortemente ligada na onda sonora da Flórida, enquanto o resto de nós ouve coisas mais melódicas".

Venia: O que te guia e te faz continuar a trabalhar com música?

Sharlee D’Angelo: "Simples, é porque eu sou tão incrivelmente estúpido para fazer qualquer outra coisa. Bom, o lance é que nós estamos fazendo isso por tanto tempo, que você sabe, é difícil de imaginar qualquer outra coisa. Eu quero dizer, isso é o que eu sempre quis fazer, mas às vezes a sensação é muito difícil".

Venia: O que você me diz sobre o mais recente álbum, “Rise Of The Tyrant”?

Sharlee D’Angelo: "É apenas excelentemente bom! (risos) Bom, eu estou muito contente com ele, pelo menos do ponto de vista puramente musical, a produção não acabou do modo que eu tinha imaginado, mas as pessoas parecem gostar dele de toda forma, então essa é uma daquelas pequenas coisas sobre as quais só você reflete. Mas musicalmente e pelas letras eu estou realmente contente com ele! Para mim é um pouco como se tudo fosse em ondas. Nós estivemos fazendo muitas turnês após o lançamento do 'Wages Of Sin' e logo antes do 'Anthemes Of Rebellion'. Tínhamos começado a fazer uma turnê muito, muito pesada e então nós meio que começamos a gostar de tocar as músicas mais simples, e sendo assim todas as músicas naquele álbum se tornaram muito simples. Algumas coisas que nós fizemos com isso tornaram o 'Doomsday Machine', não de um modo negativo, mas de certo modo monótono e então nós ficamos enjoados após fazer turnê dele por dois anos. Então agora nós queríamos fazer as coisas difíceis de novo e começamos a encaixar mais solos de guitarra, mudanças de ritmo e detalhes que nós não fazíamos por quase 10 anos. Daí o álbum soar renovado novamente, e para próximo trabalho eu não tenho idéia".

Vania: Quão cedo você percebeu que você queria trabalhar com música? Era óbvio que você tocaria guitarra, oh perdão, quero dizer, baixo?

Sharlee D’Angelo: Na verdade eu comecei tocando guitarra. Acho que eu tinha isso na minha cabeça de certa forma. Eu simplesmente pensei que esse era o caminho que aconteceria e não havia nada de realista nele, era simplesmente algo que eu queria fazer. Isso começou quando eu tinha tipo 7-8 anos de idade, quando eu ouvi KISS pela primeira vez, porque eles eram algo a mais do que simplesmente uma banda que tocava boa música, eles era tão irreais, eles eram uma coisa meio que divina e então eu pensei que isso era algo que eu gostaria de fazer. Eu ainda tenho essa mentalidade porque mesmo se você faz a menor apresentação em um clube para 150 pessoas, então você a trata como se fosse na maior arena do mundo. Eu quero dizer, esse é o modo que eu fui criado, você pensa ou não pensa em nada, simplesmente vem naturalmente durante aquelas uma hora e meia, então você é uma super estrela, mas então, assim que você sai do palco, você é uma pessoa normal novamente e agradece a Deus por aquilo!"

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Sobre Felipe Ferraz

Estudante de computação conformado com o futuro dos dedos em um teclado e longe dos fretes de uma guitarra, pois após muito tentar teve que admitir que, com sua sofrível técnica, nem se quisesse tocar no Calypso teria chance. Amante de Rock e Heavy Metal desde ouvir os primeiro acordes de "Iron Man" do Black Sabbath, não se prende a rótulos musicais, ouvindo tudo que lhe agrada. No geral sons pesados, melódicos e com muita guitarra, apesar de detestar exibições de virtuosismo desnecessárias nas músicas. Acompanha o Whiplash! desde os tempos de internet discada, tomando a feliz iniciativa de contribuir após desistir de virar notícia no site e encontrar o link de colaboração.

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