O site SonicCathedral.com recentemente conversou com a vocalista Angela Gossow do ARCH ENEMY, que falou sobre como se sente nos dias de hoje, em que é considerada um ícone para os vocais femininos extremos.
“Rise Of The Tyrant” é o quarto trabalho que você fez com o ARCH ENEMY. Eu percebi nesse álbum que você mudou um pouco o estilo do seu vocal com a retirada de alguns harmônicos utilizados em “Doomsday Machine”. Qual foi a linha de pensamento adotada nas gravações?
Angela: “Bom, nossa idéia para a gravação era fazer o produto final parecer mais com nosso som ao vivo. Foi utilizada somente uma gravação de vocal porque você realmente não pode cantar em diferentes freqüências ao mesmo tempo ao vivo (risos). Então foi assim que encaramos toda a gravação. Nossos lançamentos anteriores foram trabalhos muito polidos e sentimos que estávamos nos tornando complacentes e precisávamos de algumas mudanças. Gostamos da oportunidade de nos desafiarmos novamente, então simplesmente retrocedemos para uma gravação mais orgânica, de volta às origens. Foi assim que eu lidei com meus vocais também. Uma música muito honesta e direta era o que nós queríamos com nosso produto final e nós achamos que cumprimos nossa meta.”
Quando você começou no ARCH ENEMY, você esperava se tornar um ícone para os vocais femininos extremos?
Angela: “Quando eu comecei em minha primeira banda de Metal estávamos em 1991, eu não achava nem que existia a possibilidade de ser exposta para tantas pessoas. Os que acompanhavam nosso som eram mais de um movimento underground do Metal. Não havia internet para ajudar as bandas a se expor como hoje, nem Myspace ou nada de web como um todo. Algo que não poderia nos limitar no mercado de hoje. Esse tipo de promoção só ocorreu recentemente nos últimos 5 ou 10 anos. Então havia pouca ou nenhuma exposição para nós e portanto éramos muito mais underground. Éramos conhecidos apenas na cena musical local, mas continuamos a evoluir como músicos e simplesmente continuamos a compor e tocar a música que gostávamos. Só queríamos ter nosso material lançado. Eu não planejava o sucesso que temos hoje nem o trabalho duro ou dedicação que foram necessários para chegar aqui".
"Tenho o pé no chão, sou alemã, uma pessoa do norte da Europa que tinha uma vida normal, um próspero emprego. Quando me juntei com o ARCH ENEMY nós não sabíamos como as coisas seriam porque não havia outra história de sucesso com uma vocalista extrema, estávamos na verdade quebrando o molde de como os vocais femininos devem ser. Existiam algumas outras bandas undergrounds por aí mas elas nunca se tornaram grandes. Então não pensávamos que tínhamos muitas chances. Apenas esperávamos que os fãs já existentes do ARCH ENEMY me aceitassem ocupando a posição tradicionalmente masculina nos vocais da banda. Não pensávamos que as coisas aumentariam devido a banda me escolher como vocalista. Então o estilo decolou e foi o chute inicial de todo um novo gênero e estilo no Metal Extremo".
"Eu acho que de certo modo nós meio que ajudamos a derrubar uma barreira para muitas mulheres que estavam esperando nas sombras. Muitas das bandas que pensavam ‘Eu conheço essa garota, ela realmente canta bem, mas você não pode fazer isso, esse é um mundo dos caras.’ Eu acho que foi o momento em que todo o conceito de vocalista brutal se tornou uma realidade. Todo mundo ficou tipo ‘foda-se, isso detona’ e ‘é uma garota cantando, caramba...’ As pessoas finalmente aceitaram. A hora era a certa para uma mudança e eu só pude fazer minha parte e viver meu sonho. Então eu acho que sim, era o momento certo e a banda certa para mim e eu me considero com muita, muita sorte e me orgulho do que alcancei.”
O artigo completo (em inglês) está no SonicCathedral.com.
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Estudante de computação conformado com o futuro dos dedos em um teclado e longe dos fretes de uma guitarra, pois após muito tentar teve que admitir que, com sua sofrível técnica, nem se quisesse tocar no Calypso teria chance. Amante de Rock e Heavy Metal desde ouvir os primeiro acordes de "Iron Man" do Black Sabbath, não se prende a rótulos musicais, ouvindo tudo que lhe agrada. No geral sons pesados, melódicos e com muita guitarra, apesar de detestar exibições de virtuosismo desnecessárias nas músicas. Acompanha o Whiplash! desde os tempos de internet discada, tomando a feliz iniciativa de contribuir após desistir de virar notícia no site e encontrar o link de colaboração.
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