
O ex-vocalista do MR. BIG, Eric Martin, esteve em Curitiba na última sexta-feira, 20 de junho, para se apresentar no Hangar Bar.
Antes de subir ao palco ele participou de uma sessão de autógrafos no Instituto de Música Airton Mann e concedeu entrevista. Na ocasião, o cantor mencionou as dificuldades de largar a sombra do MR. BIG. Ele diz que é muito difícil investir em outro estilo e satisfazer os antigos fãs. “Não tenho mais 25 anos. Não é que esteja nem subindo ou descendo a escada. Eu estou na escada. Eu tento manter minha carreira. Demoro bastante tempo para gravar discos. Especialmente na minha carreira, eu devo fazer bons trabalhos. Fiquei muito satisfeito com os meus discos solos. Meus três últimos álbuns foram extremamente experimentais”, diz.
Nos shows que fez na Argentina, Paraguai e Brasil, Eric Martin afirma que o público espera um repertório baseado na carreira do MR. BIG. Ele diz que os fãs preferem um trabalho mais agressivo. “As pessoas na América do Sul exigem que o meu som seja mais pesado. Eles cresceram ouvindo MR. BIG. Os fãs desejam este estilo, mas eu não. Queria ficar o mais longe possível do estilo do MR. BIG. Pode parecer clichê, mas não quero dizer para você escutar o que eu quero escutar. Acho estranho fazer sempre a mesma coisa”.
O cantor ainda diz que ao atingir a maturidade, o estilo das composições muda. Segundo ele, é difícil adaptar os fãs a uma carreira com elementos musicais diferentes. “Você tem filhos? Não é fácil se organizar para se afastar do estilo MR. BIG e investir na carreira solo. Com filhos é mais difícil. Passei de Mr. Big para Mr. Mom”, ironizou.
Contratempos na turnê sul-americana
Ao ser questionado sobre os shows que realizou na América do Sul, Eric Martin disse que ficou muito satisfeito. Ele diz que o público compensou os contratempos que surgiram por causa do atraso do visto para sair do Paraguai e entrar no Brasil. O cantor chegou a ter que adiar algumas datas brasileiras para ficar mais uma semana no Paraguai até que o problema fosse resolvido. “Foi um grande pesadelo. Leis foram mudadas na turnê. Agora é necessário visto para entrar no Paraguai. Não era assim, uma semana antes de vir para cá. Tivemos que ficar alguns dias no Paraguai antes de vir para o Brasil. Sofri uma censura burocrática, mas os shows foram ótimos. Eu sinto orgulho de poder me apresentar em Curitiba”, disse.
Martin afirma que em certo momento achou que os shows de Curitiba e Florianópolis não poderiam ser realizados. “Na semana passada eu achei que teria que ir embora antes de cantar em Curitiba. Não podia fazer isso. Conheço pessoas que viajaram durante quatro horas para assistir o show. Todo mundo estava me culpando e acho que não posso apontar nenhum culpado. Não é uma atitude educada. Tive muito azar”, disse.
No Brasil, ele cumpriu quatro datas. O cantor se apresentou em Pomerode (14/06), São Paulo (15/06), Florianópolis (19/06) e Curitiba (20/06). Os shows das duas últimas cidades tiveram que ser adiados. Inicialmente as apresentações de Florianópolis e Curitiba seriam realizadas nos dias 12 e 13 de junho, respectivamente.
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André Molina é jornalista, economista e começou a ouvir heavy metal ainda quando era criança. Tem 30 anos de idade e Rock 'n' Roll é sua religião.
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