Ville Krannila, do site Steel Mill, que pertence a K.K. Downing, guitarrista do JUDAS PRIEST, entrevistou recentemente Andy La Rocque, guitarrista/produtor da banda de KING DIAMOND, que falou, dentre outras coisas, sobre seu trabalho com KING DIAMOND e a experiência de atuar com Chuck Schuldiner na gravação do "Individual Through Patterns".
Steel Mill: Como é o seu relacionamento criativo com King? Quando compõe um novo álbum, ele chega primeiro com o conceito e depois você compõe a música baseada nesse conceito ou é o contrário?
La Rocque: “O processo normalmente começa com a música, mesmo que King possa ter uma vaga idéia de uma história. E, quando ele tem uma versão mais detalhada da história, ele coloca as músicas em seqüência para conseguir se expressar da melhor forma, fazendo a música ser a base da história, e depois coloca as letras para realçar os modos da música”.
Steel Mill: Quando o MERCYFUL FATE se reuniu no começo dos anos 90, você chegou a pensar que poderia ser o fim da banda KING DIAMOND ou estava claro desde o início que ambas as bandas continuariam a coexistir?
La Rocque: “O estranho é que eu não soube disso pelo próprio King num primeiro momento; eu apenas tinha ouvido rumores sobre a reunião do MF, mas cheguei mesmo a pensar que a era KING DIAMOND poderia chegar ao fim. Naquele momento ainda estávamos tentando conseguir um contrato com uma gravadora, as coisas estavam muito devagar e demorou quase quatro anos desde o lançamento do 'The Eye' até começarmos a gravar o 'The Spider's Lullaby', o que me deu tempo para trabalhar com o DEATH, além de escrever algumas músicas para a banda ILLWILL, da qual faziam parte Sharlee D'Angelo [Arch Enemy, Merciful Fate] e Snowy Shaw [Merciful Fate, Memento Mori]— mesmo que o álbum só tenha saído em 1998. Mas os fãs do KD clamavam por mais álbuns e shows da banda, então, depois desse período, voltamos à ativa. 'The Graveyard', 'Voodoo', 'House Of God', 'Abigail 2', etc., foram lançados sem um grande intervalo entre eles”.
Steel Mill: Você trabalhou com o DEATH no clássico "Individual Through Patterns". Como foi aquela experiência e o que você se lembra do grande Chuck Schuldiner?
La Rocque: “Bem, as pessoas sempre me fazem essa pergunta sobre Chuck. Eu penso que ele foi uma ótima pessoa para se trabalhar, porque era muito amigo, te respeitava muito e era bem legal! Acho que nos demos muito bem durante a gravação do álbum, que foi uma experiência muito interessante para mim; além disso, todos eram bastante amigáveis no estúdio Morrisound! A música era diferente daquela que eu estava acostumado a tocar mas, quando Monte [Conner], da Roadrunner Records, me ligou e perguntou se eu queria ir até a Flórida para gravar com o DEATH, eu disse pra mim mesmo 'É claro! Por que não?’ Vai ser uma ótima experiência! Então passei grandes momentos tocando com os caras e também achei que o álbum saiu ótimo! Depois daquela sessão Chuck me ligava toda véspera de Ano Novo pra bater um papo. A última vez em que o encontrei foi em um show do KING DIAMOND na Flórida em 98, logo depois de uma cirurgia, e não dava nem pra dizer que ele estava tão doente, ele estavam em boa forma, foi muito legal poder vê-lo”.
Leia a entrevista completa (em inglês) no www.kkdowning.net.
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Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".
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