Dark Winter, do site CryptMagazine.com, encontrou-se recentemente com KING DIAMOND; no bate-papo, dentre outros assuntos, foi comentada a perseverança da banda, mesmo nos tempos mais difíceis.
Dark Winter: Eu estava me lembrando de quando a cena de Seattle decolou. Muitas bandas estavam perdendo vocalistas, se separando ou simplesmente jogando a toalha. Você seguiu em frente. Você sempre esteve lá.
King Diamond: “Sempre tem sido assim. Nunca pensamos que ‘Ah, agora não podemos fazer shows’ ou ‘Ninguém vem nos ver’. Nós simplesmente continuamos. Isso tem muito a ver com o fato de que este estilo é clássico, já que nós decidimos nosso próprio caminho. Não dependemos do que é popular ou não. Isso também significa que, por outro lado, nunca ganharemos disco de platina. Com certeza isso não vai acontecer. Mas isso não é algo que importa muito para mim. Não foi só por acaso que eu tive esta incrível experiência de vida, mas também por todos aqueles que têm nos apoiado. Nós trabalhamos com algo que deveria ser apenas mais um hobby. Ou que parece ser um hobby. Às vezes o trabalho é duro, com certeza. Mas é o que adoramos fazer. Não dá pra descrever como isso é legal. Mas eu prefiro estar aqui fazendo isso do que ter feito um álbum de sucesso nos anos 80 e talvez só mais uns dois álbuns”.
DW: Você foi uma grande influência para muitas bandas. Mas muitas delas conseguiram muito mais popularidade. Você acha que as rádios são em grande parte responsáveis por isso?
KD: “Sim, acho que isso varia de área para área e de estado para estado. Em algumas áreas, as FMs tocam nossa música. Outras são estações de universidades que também dão bastante espaço para nós. Não é que elas não queiram tocar, mas acho que há muitas restrições. E aí você começa a entender como as estações de rádio são administradas. Quanto cada um recebe para tocar alguma coisa. (risos) E há outras coisas nessa política toda sobre as quais você não tem controle”.
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Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".
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