Darren Cowan, do site Blistering.com, entrevistou recentemente o baterista do DEICIDE, Steve Asheim, que traçou um panorama geral da situação da banda no momento.
Blistering.com: Como você se sente em relação ao próximo álbum do DEICIDE, "Till Death Do Us Part"?
Steve Asheim: “Estou muito empolgado. Havia uma expectativa muito grande em relação a ele por causa do ‘Stench of Redemption’. Esse álbum teve uma recepção muito boa em comparação aos outros álbuns do DEICIDE. Tentar superar isso foi um pouco preocupante mas, quando começamos a gravar o ‘Till Death Do Us Part’, eu já não estava mais pensando no ‘Stench of Redemption’. ‘Till Death Do Us Part’ praticamente se compôs sozinho. A música foi composta em umas três semanas e então eu pensei: ‘Isso vai ficar muito bom’. Demorou um pouco para gravar os vocais e os riffs mas, quando conseguimos… Este álbum está claramente no mesmo nível do ‘Stench of Redemption’ em relação à qualidade, composições e coisas do tipo. ‘Stench of Redemption’ ficou talvez um pouco melódico demais para a maioria dos fãs do DEICIDE. ‘Till Death Do Us Part’ mudou um pouco isso, fazendo com que soasse mais agressivo, menos melódico e com certeza mais sinistro”.
Blistering.com: Ralph Santolla (ex-ICED EARTH, OBITUARY) tocou nos dois últimos álbuns. Neste álbum ele aparece como músico de estúdio. Por que ele é apenas um músico de estúdio e não um membro efetivo da banda? Ele fará turnês com a banda?
Steve Asheim: “Ele é um músico de estúdio porque ele oficialmente deixou a banda para se juntar ao OBITUARY, o que aconteceu há mais de um ano. Ele gravou um álbum e já está em turnê com eles há mais ou menos um ano, e ainda deverá fazer turnês pelo resto do ano. O DEICIDE não tem nenhum show programado. É por isso que ele participou como músico de estúdio, já que ele não está mais na banda, embora ele quisesse gravar o disco. Na verdade, ele teve que fazer isso nas pausas das turnês do OBITUARY. Eles foram pra estrada, encerraram uma parte da turnê, aí ele veio pro estúdio numa semana em que não tinha turnê, gravou alguns riffs e voltou pra estrada. Ele fez isso duas vezes. Ele tocou em outra turnê, que durou umas cinco semanas, voltou e ficou trabalhando mais dois dias no estúdio. Por essa razão, eu digo que ele é um convidado, um músico de estúdio para nós. Se formos pra estrada e o Ralph não estiver ocupado com o OBITUARY ou algum outro projeto, esperamos que ele possa tocar conosco. Isso é algo que ainda precisa ser discutido. A questão é só de agenda e coisas do tipo”.
Blistering.com: Eu falei com Dave (Suzuki, bateria/guitarra) do VITAL REMAINS em um show deles no ano passado, e conversamos sobre o fato de Glen não estar tocando na turnê com eles. Ele também disse que Glen não participou da turnê do DEICIDE na Europa. Isso tem a ver com o divórcio dele? É por isso que vocês não estão fazendo turnê no momento?
Steve Asheim: “É exatamente por isso que não estamos fazendo turnê. Isso é muito ruim. É realmente uma situação muito chata pra todos, pro VITAL REMAINS, pro DEICIDE, pro Glen e, especialmente, para os fãs. Nossa gravadora e todos os envolvidos com o DEICIDE ficaram bem chocados com isso, mas não há muita coisa a ser feita. A vida de cada um é uma coisa e negócios são outra. A banda é com certeza parte da nossa vida, mas os problemas familiares sempre vêm depois dos negócios. Às vezes você precisa primeiro cuidar de seus problemas familiares, então é isso o que ele teve que fazer. Ele ficou um bom tempo fora – mais de um ano e meio. Ele ainda está dando um tempo. Estamos simplesmente fazendo o que podemos pra ficarmos ocupados. No caso do VITAL REMAINS, a vida tem que continuar. É a mesma coisa com o DEICIDE e comigo. Estou trabalhando em alguns projetos [Nota: a Earache vai fazer um anúncio sobre seu próximo projeto nos próximos meses]. Estou simplesmente tentando ficar ocupado. Eu quero voltar pra estrada de alguma forma. Mesmo que ele não possa fazer turnê, ainda tenho a minha própria vida. Não quero ficar parado por um ano e meio por algum problema que não é meu. Quero voltar pra lá”.
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Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".
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