Em 27/03/2008 | Edu Falaschi: "A música sempre tem de falar mais alto"

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Edu Falaschi: "A música sempre tem de falar mais alto"


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Depois do reconhecimento na cena underground com o Symbols, Edu Falaschi ganhou sua grande missão em 2001. Após a debandada de três integrantes, inclusive Andre Matos, ícone da banda, seria o frontman do Angra. Oito anos e três discos depois, Edu já provou seu valor e inclusive já se dá ao luxo de dividir seu tempo e montar o Almah, projeto solo que teve seu primeiro álbum em 2006. Em 2008, com o Angra parado por problemas legais e, como ele diz, “emocionais”, é hora de esperar a poeira abaixar e aproveitar para alçar vôo ainda mais alto com o Almah. Com o companheiro Felipe Andreoli no baixo, além de novos talentos - Marcelo Barbosa e Paulo Schroeber (guitarras) e Marcelo Moreira (bateria) – ele promete para o novo trabalho. Neste papo, além de comentar com empolgação a empreitada, o vocalista explicou a situação do Angra e os problemas com Aquiles Priester, que soltou o verbo em entrevista recente à revista Roadie Crew.

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Há cerca de um ano e meio você lançou o primeiro disco do Almah. A repercussão que teve te surpreendeu, baseado na sua intenção com o disco?

Edu Falaschi: O Almah eu fiz quando ainda estava no trabalho do Aurora Consurgens, com o Angra. Já era o terceiro disco com eles, além dos trabalhos com o Symbols e o Mitrium. Então, vim acumulando uma quantidade de músicas que não tinha como lançar com nenhuma das bandas. Por isso eu lancei o Almah como um projeto solo. Foi um período que eu estava muito cansado após tantas turnês e precisava dar uma relaxada. Sempre rola uma tensão com o Angra, pois é muito profissional, envolve gravadoras, a equipe técnica dos shows, então é uma tensão geral. Estava cansado fisicamente, então pensei em fazer um disco única e exclusivamente para me divertir. Eu convidei alguns amigos, tanto que gravei com músicos internacionais, Emppu Vuorinen (guitarra - Nightwish), Lauri Porra (baixo – Stratovarius) e Casey Grillo (bateria – Kamelot). Foi um disco basicamente para mim, não tinha a intenção de fazer algo comercial, alcançando o grande mercado, mas deu uma repercussão que me surpreendeu. Mas na época eu ainda estava com a prioridade no Angra. Hoje, como o Angra está parado, minha prioridade fica mais com o Almah.

Mas logo depois vocês tiveram a oportunidade da turnê. Como foi?

Edu Falaschi: Quando o Angra deu uma parada em julho de 2007, eu comecei a ter tempo de fazer alguma coisa a mais. Convidei a galera que estava comigo na época para fazermos alguns shows, até para relaxar depois da turnê do Angra, e fizemos cerca de 15. Foi legal para ver a receptividade junto aos fãs, ver como as músicas funcionam ao vivo.

E por que houve só shows no Brasil?

Edu Falaschi: Nós íamos fazer um giro na América Latina com o Vision Divine, mas aconteceram vários problemas locais com a produção e não teria como irmos. O Vision Divine aceitou na sede de tocar na América do Sul, queriam fazer de qualquer jeito, mas acabaram se ferrando. Eles chegaram a ficar abandonados no aeroporto do Paraguai. Quando eu vi que a organização podia me causar um grande problema, como ficar preso em um aeroporto (risos), percebi que era melhor cancelar.

Você teve a oportunidade de tocar em espaços menores do que com o Angra...

Edu Falaschi: Teve um show grande, que já esperávamos que fosse maior, pois ocorreu no Anime Friends, em São Paulo. Nesse tipo de evento há os fãs do Angra e os meus, até pelo lance dos Cavaleiros do Zodíaco. Mas nós ficamos surpresos, ninguém acreditava que o primeiro show do Almah teria cinco mil pessoas. A maioria dos shows foi em casas nas quais o Angra tocou em sua turnê. Em Salvador foi diferente. Tocamos num lugar que não era de Rock, era de samba e axé. O dono do local ficou meio assustado, mas abriu para fazermos o show lá. Foi uma grande surpresa, pois foram quase mil pessoas. O engraçado é que depois do show ele veio dizer que queria que tocássemos todo fim de semana (risos).

Qual a principal diferença dos shows com o Angra?

Edu Falaschi: É um clima legal por estarmos mais perto do fã. O show do Angra é caloroso, mas tem uma certa aura de ser algo maior por causa da estrutura, por chegarmos quase que na hora, é bem diferente. É mais corrido e pesado. Os do Almah foram tranqüilos, foi muito bacana de fazer por causa desta paz.

O Almah te abriu novas portas?

Edu Falaschi: Eu pude mostrar uma outra face do meu estilo de cantar, ele propiciou às pessoas ouvirem qual é a minha verdadeira voz, porque no Angra eu tive que me adaptar. Eu sempre cantei agudo, mas no Angra a característica é ter mais desses vocais. Minha voz é diferente da do Andre Matos, mas eu não podia fazer uma mudança muito agressiva quando cheguei, então peguei esta característica que já tinha no Symbols e fiz o Rebirth quase todo nesta linha. Mas, de fato, não é a região mais confortável para eu cantar, tanto que no Symbols eu fazia às vezes. No Almah eu pude voltar a cantar como antigamente, com um estilo mais agressivo, que é mais a minha onda. Foi bom porque eu agreguei um novo público, uma galera que curte um vocal mais rasgado, e acabei surpreendendo quem não conhecia esse lado.

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Você teve problemas por ter de cantar diferentemente do que estava acostumado?

Edu Falaschi: No começo do “Temple of Shadows”, tive um problema que praticamente me impossibilitou de cantar. Como estávamos lançando o disco, começando a gravar, eu não podia parar, até porque não sabia se ia piorar, o que aconteceria depois. Mas foi muito ruim porque fiz quase toda a turnê doente e cantando muito mal, desafinando. Mas isso, na verdade, acontece com muitos cantores. Eu deveria, de repente, ter pensado só em mim, na minha saúde, e ter parado um pouco, mas pensei na história da banda, no que estávamos fazendo e acabei me prejudicando, porque isso afeta a sua imagem. As pessoas te conhecem de um jeito e de repente você aparece não cantando tão bem...

Mas hoje você está bem?

Edu Falaschi: Quando acabou a turnê fui me tratar. Eu descansei um bom tempo e fiz tratamento. Grande parte do problema era má alimentação, que gerou um refluxo muito grande. É um mal de muitos vocalistas. Eu não tive um retorno muito bom da turnê do “Temple of Shadows”, mas com o último disco foi bem bacana e com o Almah melhor ainda.

Como você se sentiu tendo feito o Almah?

Edu Falaschi: O primeiro disco me realizou 100%. Ele fez o seu papel e até mais do que eu tinha pensado. Ele quebrou várias barreiras, ganhou boas notas, então cumpriu seu papel e me propiciou dar este próximo passo, que será o segundo disco.

Como está a produção do novo álbum?

Edu Falaschi: Eu sempre tive uma proposta coletiva para o Almah, nunca fui individualista de querer fazer o projeto tendo controle total, até porque quando você tem um grupo satisfeito e contribuindo, rende mais. O primeiro eu fiz quase tudo e tinha mais esta proposta do prazer. Como ele abriu várias portas para lançar o segundo, pensei que seria legal ter uma cara mais de banda, para dar força em uma turnê. No primeiro, eu senti falta de as mesmas pessoas que gravaram o disco não estarem nas apresentações. Desta vez decidi trabalhar só com brasileiros.

E como foi a escolha dos integrantes?

Edu Falaschi: Eu não quis buscar gente com nome, fui atrás de pessoas que estivessem interessadas no som e que se apaixonaram pelo Almah. E que fossem muito bons, tanto que já contribuíram muito nas composições e nos arranjos. O Paulo Schroeber foi uma surpresa, porque eu não o conhecia. Ele tem uma banda de Pantera Cover e é gente fina e um músico excepcional. Ele é amigo do Marcelo Moreira, que também é fantástico. A galera vai poder conferir mais um talento na bateria, porque temos muitos e ele vai surpreender. O Marcelo Barbosa já é mais conhecido da galera, é um guitarrista superconceituado de Brasília. E o Felipe eu nem preciso falar, na minha opinião, ele é o melhor baixista de Metal do mundo. Eu presenciei em camarim baixista de outra banda vir perguntar coisas para o Felipe ensinar. Mas fica meio chato falar quem é (risos).

Ele é a pessoa mais próxima que você teve no Angra?

Edu Falaschi: Eu sempre fui muito amigo de todos. O fato de ele estar comigo no Almah não é só pela amizade, é pela técnica, que é fantástica. Estivemos sempre juntos nestes oito anos de Angra e ele foi quem mais chegou e encorajou a fazer o projeto, quis participar. Para mim é uma honra trabalhar de novo como o Felipe.

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Como está sendo a pré-produção deste trabalho?

Edu Falaschi:A pré-produção nós dividimos em semanas. O legal é que está bem no espírito de banda, temos viajado juntos, porque eu sou de São Paulo, o Felipe de Jundiaí, o Marcelo de Brasília e os outros dois do Sul. Então tinha que achar um rodízio de cada hora ir para um lugar. Essa parceria foi muito legal de viajar e compor junto, todo mundo mergulhado de cabeça no projeto.

Musicalmente, o que o disco terá de novo?

Edu Falaschi: O disco está praticamente pronto, na fase final da pré-produção, com tudo arranjado. Ele vai ter uma cara bem mais definida, será mais coeso, com as músicas se ligando mais dentro de um estilo. Será também muito mais técnico; como agora estou com bons músicos, caras virtuosos, ele saíra mais técnico, sem exageros, mas muito mais bem feito no trabalho de guitarras. Fora isso, o CD está mais rápido em comparação com o “Almah”, terá apenas duas baladas e o resto é bem para frente, caindo para o Metal Melódico mesmo.

Qual a previsão de lançamento?

Edu Falaschi: Setembro, no máximo. Junto com o disco, eu quero chegar com um material diferente. A idéia é lançar o CD com alguns adendos. Eu ainda não posso revelar o que é, mas não será só o lançamento do disco, terá mais coisas. A galera que curte RPG, fantasia e o pessoal do Anime vão gostar bastante, porque será um lançamento inusitado.

Pelo que você disse, será um disco conceitual então?

Edu Falaschi: Sim, ele será conceitual, tendo ligação direta com estes outros elementos. Isso pode mudar apenas se não houver tempo hábil para viabilizar o projeto completo, como estamos planejando. Se não der tempo – e eu não posso atrasar o disco por conta disso – aí será um disco com um tema mais livre, sem ter este conceito definido, já que as letras ainda não estão prontas.

Bem, não há como não lhe perguntar sobre a atual situação do Angra, que está parado. Como estão as coisas hoje?

Edu Falaschi: Isso tudo começou há mais ou menos um ano e meio, quando percebemos que o Angra tinha crescido bastante, principalmente após o “Temple of Shadows”. No Japão, a banda se tornou realmente grande, estando entre os cinco mais vendidos de Heavy Metal. No Brasil e na Europa também cresceu e isso pesou, porque a estrutura com que o Angra vinha trabalhando não suportava o quanto se precisava. Isso gerou uma certa tensão, muitas brigas e um descontentamento geral. Foi uma desilusão, porque nós podíamos fazer muitas coisas que não conseguíamos por causa desta administração. Foi o momento em que resolvemos parar tudo. Tínhamos que resolver muitos problemas internos, a parte emocional, entre os músicos, já que ficou bem abalada por conta também dos problemas administrativos. Decidimos parar porque tínhamos uma meta em comum, fazer sempre um negócio com qualidade, nunca diminuir o que tem sido mostrado para o público mundial durante esses 16 anos.

Como está a mudança para deixar o empresário Antonio Pirani?

Edu Falaschi: Estamos conversando, tentando acertar as coisas de uma forma bem amigável para tentar voltar a trabalhar o mais rápido possível. O Angra é muito grande, então cai nas discussões judiciais. Mas está tudo na boa, o que posso garantir é que não há mil processos e tal. Existem ações rolando, o que acontece em qualquer tipo de empresa que tem um problema assim. Mas a parte administrativa é o menor dos problemas. Apesar de ser o que gerou muitos problemas, acho que a parte interna é o que mais interessa resolver, porque não sou advogado, empresário, eu sou músico. Então para mim o que interessa é fazer boa música e para isso tenho que estar com o espírito bom, estar tranqüilo e feliz com as pessoas que estão ao meu redor. Isso é o mais importante.

Ainda nesta parte legal, vocês não podem fazer nada atualmente?

Edu Falaschi: Temos que esperar, não dá para trabalhar sem resolver isso, mas o mais importante e mais significativo é a vontade de voltar. Tendo isso, as outras coisas vão rolando paralelamente. Se a gente não tivesse vontade, ia cada um para o seu lado, mas o importante é salientar que estamos a fim de fazer. Estamos esperando apenas resolver a parte estrutural para recomeçar o trabalho.

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Outro ponto importante é sobre a entrevista do Aquiles Priester na Roadie Crew. Nela, ele diz que chegou a ser agredido pelo Rafael Bittencourt, entre outras críticas. Gostaria de saber a sua versão do acontecido.

Edu Falaschi: As coisas têm de ser muito claras, não existe um lado só e as pessoas têm de ter consciência disso. O que eu gostaria de comentar é que acredito existirem alguns erros na parte do Aquiles. Um deles é tornar público problemas pessoais que não interessam para os fãs. Outra coisa que eu acho muito errada é ficar falando mal de colegas de trabalho, criticando um trabalho que ele já fez, as pessoas com quem trabalhou, como se fossem os outros todos culpados e ele não tivesse culpa de nada. Principalmente porque eu acho que o público quer é a música e não vejo porque ele quer expor isso e tentar queimar o Rafael, tentar queimar o nome e a história do Angra numa entrevista como esta. A não ser tentar se beneficiar disso, tornando o Angra algo que perca sua força e acarretando algo de positivo para a banda dele (Hangar). Eu acho que a pessoa tem que se garantir com o trabalho que ela faz, não tentar denegrir a imagem do outro para se beneficiar, tem de se garantir com o seu próprio som. A galera não quer saber se teve briga, se não teve, se um bateu no outro, nada disso interessa. No fim das contas o fã vai comprar o CD e ouvir em casa e é isso que vai gerar a ligação dele com a banda. Obviamente tivemos muitos problemas internos no Angra, são cinco pessoas vivendo quase que diariamente durante oito anos, não tem como não ter atrito. Tem atrito. E são cinco homens, o homem já tem o ímpeto do lado mais agressivo e uma hora você pode perder a razão e partir para um lado que não é o ideal. Uma coisa bem básica é que não existe um lado e não existe santo nesta história. Realmente existiram problemas chegando quase que às vias de fato, mas não foi de graça, as pessoas não podem ser tão ingênuas e falar “nossa, o Rafael é tão violento”, só porque o Aquiles mudou uma parte no show. Pelo amor de Deus, o Rafael é um pai de família, o cara já está na estrada há muitos anos, sabe como conduzir uma banda. Então, se aconteceram problemas neste sentido, não foi de graça. Não vou falar coisas que aconteceram por parte do Aquiles, porque eu iria contra o que disse anteriormente. Se ele não está contente, não suporta mais, tem de conversar com a gente, assim como fizeram os outros três integrantes: não estavam mais a fim, foram íntegros, montaram a outra banda, que foi o Shaman, e foi cada um para o seu lado.

Você disse que ainda se precisa trabalhar a parte emocional. Esse é o problema então?

Edu Falaschi: Basicamente é com o Aquiles, isso que está sendo exposto por ele mesmo. E eu acho que deveria vir da parte dele dizer que não está satisfeito, vamos desejar boa sorte para ele. Ele comentou na entrevista que ainda tem um contrato com o Angra. É fácil resolver isso, só falar que não quer mais fazer, rescinde-se o contrato e pronto. Agora se o problema é a parte financeira, aí a conversa dele é com o empresário. Mas eu acho que a música sempre tem de falar mais alto, porque só fazemos isso.

Mas ele ainda está no Angra?

Edu Falaschi: Como ele mesmo disse, ele está no Angra, mas precisa resolver esta pendência emocional com a gente. Criou-se um mal-estar muito grande por causa destes problemas, como ele mesmo expôs. Nós quatro – eu, o Kiko, o Rafael e o Felipe - estamos tranqüilos, não vou falar que nunca tivemos problemas e que sempre foi tudo 100%. Só que sempre sentamos, conversamos e discutimos que o maior valor é a música. Eu fiquei contente com as nossas conversas, foi muito legal ver o Kiko e o Rafael dizendo que estão supercontentes de estarmos juntos e que eles querem que a gente se una para fazer a banda crescer ainda mais. Então foi muito bom perceber que eles estão pensando no futuro.

Você acha que há clima para o Aquiles voltar?

Edu Falaschi: Eu acho que não, até mesmo por parte dele. Para o cara chegar neste ponto de declarar na mídia o que ele disse, não tem condição nenhuma. Estamos fazendo música, se o cara não está feliz, não tem como tocar com ele. Pessoalmente, o Aquiles nem vai tocar mais no Almah, nem ele nem o Fábio Laguna, que está com ele no Hangar. Decidi não o ter mais como parte integrante da banda, porque eu precisava de gente com espírito de banda e o Aquiles é muito ligado às coisas dele. O Hangar é dele, ele é o chefe, o dono. Então, provavelmente só vai poder fazer parte de uma banda em que seja o dono. Tornou-se impossível ele continuar no Almah e acho difícil a continuação no Angra.

É difícil trabalhar com Kiko e Rafael?

Edu Falaschi: Não, você tem que saber lidar. O Kiko e o Rafael são duas pessoas ultra-experientes neste meio, ensinaram muito para mim, porque quando eu cheguei eles já tinham oito anos de banda, com um nome internacional. E fui aprendendo a lidar com eles, mas também com o Felipe, o Aquiles, porque cada um tem um jeito. Mas trabalhar com eles é tranqüilo, precisa saber trabalhar, entender que cada um é cada um e respeitar as opiniões diferentes. Nunca teve imposição de não poder fazer alguma coisa, como as letras. O fato de o Rafael fazer a maioria das letras, que é algo que o Aquiles comentou, é que quando chegamos o Rafael já tinha o conceito de reconstrução para o “Rebirth” e, no “Temple of Shadows”, ele apresentou outro projeto muito legal. A minha contribuição foi na parte musical, instrumental. Foi o caso de “Nova Era”, “Heroes of Sand”, “The Course of Nature”, que escrevi a letra, “Bleeding Heart” e “Spread Your Fire”. Então sempre houve liberdade, tanto que todas as primeiras faixas dos álbuns são minhas. Se o Kiko e o Rafael fossem egoístas, a primeira música, que é o “carro-chefe”, não seria minha. Existe uma posição deles de ter um poder maior de decisão, mas eles estão na banda há 16 anos, é natural.

Você acredita que teremos algo do Angra ainda em 2008?

Edu Falaschi: Estamos tentando fazer alguma coisa acontecer. Devemos ter uma resolução judicial este ano e temos fé que poderemos recomeçar a trabalhar em 2008. Ainda não posso garantir em que mês, mas espero que seja em breve. Depois que eu gravar o disco com o Almah, teremos tempo de voltar a trabalhar juntos, que é o que queremos fazer. Mas agora, obviamente, eu vou fazer um trabalho maior com o Almah, então terei mais tempo com a banda e, se rolar alguma coisa do Angra, penso que serão coisas mais especiais e não uma turnê realmente. Devemos voltar mesmo, com trabalho novo e excursionando mundialmente, a partir de 2009.

No início da entrevista você disse que o Almah é sua prioridade. Se o Angra voltar à situação normal, isso se inverte?

Edu Falaschi: Prioridade de tempo, agora, é o Almah, porque o Angra não tem como fazer nada. Mas na hora que se acertar e recomeçarmos a trabalhar, a prioridade, é claro, é o Angra. É até bom deixar claro.

Edu, obrigado pela entrevista. Fica aberto o espaço para você.

Edu Falaschi: Primeiramente, gostaria de agradecer aos leitores do Whiplash. Para o segundo semestre virá um grande disco do Almah, estamos contentes com os resultados e a galera pode esperar um disco no mínimo empolgante. Espero ver todo mundo nos shows. Falando mais especificamente aos fãs do Angra, muito obrigado pelo apoio, é muito importante neste período ter um apoio destes. É aí que vemos quem são os verdadeiros fãs, o quanto eles são importantes para a gente e o quanto somos para eles. Então, espero que as coisas se resolvam em breve. Um grande abraço pra galera do Metal e que continuem apoiando as bandas do Brasil, porque ainda temos que crescer muito!

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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