Michael Sweet e Oz Foz, vocalista e guitarrista do STRYPER, respectivamente, conversaram recentemente com Marko Syrjälä, do site Metal-Rules.com, a respeito do vindouro novo álbum de estúdio do grupo. Sweet disse que o sucessor de “Reborn” terá uma veia mais melódica. A dupla ainda dá uma geral na carreira, falando sobre shows, reunião e até uma igreja pornô que patrocinou um show do grupo.
Metal-Rules.com — Você poderia nos oferecer mais detalhes sobre o novo álbum de estúdio? Quando ele será lançado?
Michael Sweet — "Ainda não sabemos quando será o lançamento, talvez próximo do verão. Talvez um pouco antes, entre maio e junho. Enquanto isso, estamos gravados os vocais, e quando eu voltar para casa, poderei finalizá-los. Faremos uma sessão de fotos agora em janeiro e, provavelmente, sairemos em turnê por volta de setembro".
Metal-Rules.com — Qual será a direção musical deste novo trabalho? O último álbum, “Reborn”, havia sido o mais pesado até então, vocês continuarão com esta sonoridade no novo CD também?
Sweet — "Não, o novo álbum irá numa direção bem mais melódica. Haverá muito mais melodias, solos de guitarra, um monte de melodias vocais e diversos gritos, um material que tem mais a ver com o que fazíamos no passado. Tenho certeza que os novos fãs ficarão satisfeitos quando o ouvirem".
Metal-Rules.com — Ainda falando sobre “Reborn”, ele vendeu bem?
Sweet — "Foi muito bem, sim. Não tão bem quanto esperávamos e acho até que ele poderia ter sido melhor aceito do que foi, pois acho que ele não foi promovido ou recebeu uma campanha de marketing adequada. Acho que é um bom álbum e quem o ouviu parece que gostou bastante, mas não foram tantas pessoas como gostaríamos que tivesse sido".
Metal-Rules.com — Por volta de 2003 vocês resolveram voltar com a formação original. O que os fez decidir voltar após todos esses anos?
Sweet — "Foi apenas a hora certa. Eu estava fazendo umas coisas, os outros caras estavam fazendo as coisas deles, e eu sentia que era algo que precisava ser feito. Quando nos reunimos oficialmente com o STRYPER, e começamos a sair em turnê novamente foi o momento certo. Foi como se a mão de Deus tivesse nos tocado e sentimos que era o que Deus queria que fizéssemos. Todos concordamos com tudo, mas não sentimos isso na década de 90, não era a hora certa".
Metal-Rules.com — A coletânea “The Best of Stryper” saiu em 2003 e foi quando vocês sentiram que era a hora certa de voltar. Naquele álbum, havia duas faixas não-lançadas anteriormente, “Something” e “For You”. Essas faixas foram compostas naquela época ou são sobras de estúdio de outros álbuns?
Sweet — "São faixas inéditas que compus quando gravamos como STRYPER. O que rolou foi que a gravadora nos chamou e perguntou se poderíamos fazer uma coletânea e eu sugeri a inclusão de algumas faixas inéditas. Eles estavam hesitantes no início, mas eu lhes disse que as faixas já estavam prontas e então eles disseram que tudo bem".
Metal-Rules.com — Assim que o álbum foi lançado, vocês fizeram a primeira turnê de vocês em dez anos. Olhando para trás agora, qual diferença daquela turnê e das mais antigas que vocês fizeram?
Oz Fox (guitarrista) — "Obviamente foi diferente, mas ficamos apenas tocando nossas músicas. Fomos agendados para tocar em 36 datas através dos Estados Unidos, e ficamos focados apenas na música e em ficarmos juntos. Eu fiquei meio que testando o terreno para ver como tudo sairia. Fizemos esses shows e cada um de nós se sentiu diferente do outro, não sabíamos se continuaríamos e ficamos numa situação que ninguém sabia o que iria acontecer. Mas certamente foi algo como nos anos 80, quando tocávamos para 8, 10 mil pessoas. Agora vamos tocando em casas de show bem menores, como o House of Blues, com umas 1200 pessoas. Ficamos mais focados em voltar com a banda, ficarmos juntos e celebrar a banda. Era diferente dos anos 80. Estávamos mais velhos e não vestíamos mais aquelas calças, nada era o mesmo exceto por sermos as mesmas pessoas. E sentíamos que precisávamos falar sobre Cristo em nossa música, algo que era muito importante para nós".
Metal-Rules.com — Até que ponto estava claro que vocês continuariam a suas carreiras e gravariam um novo álbum?
Sweet — "Não no fim de 2003. Não tínhamos certeza se nos reuniríamos de forma permanente. Pensávamos que seria apenas uma turnê. Era como uma celebração e pensamos que depois seguiríamos nossos caminhos. Mas então as coisas começaram a florescer e sentimos que ainda havia muito a ser feito por esta banda".
Metal-Rules.com — Um dos shows mais estranhos que vocês fizeram aconteceu em abril do ano passado, em Atlanta. Falo sobre aquele evento organizado pela XXXchurch.com [N. do T.: o primeiro site pornô cristão da internet] e a World Impact Wrestling. Eles até tiveram Ron Jeremy [ator pornô]. Vocês poderiam me falar mais a respeito?
Sweet — "Foi diferente, bem diferente. Havia um ringue na nossa frente, podíamos até tocar as cordas do ringue. Não havíamos feito nada como aquilo antes e a igreja que teve essa idéia foi maravilhosa. Não sei como o pornô é aceito aqui, mas acredito que seja tão mal aceito quanto é nos Estados Unidos. O pornô está em todos os lugares: você liga a sua tevê no hotel e está lá e está por toda a internet, é tudo bem acessível. É uma coisa terrível porque as crianças podem ver, é depreciável".
Oz Fox — A Bíblia diz que o sexo é permitido entre duas pessoas casadas. Uma vez que está exposto a esse tipo de coisa fica virtualmente longe dos planos de Deus para o sexo. Quando uma criança vê esse tipo de coisa, mesmo por acidente, ela absorverá o conteúdo e você jamais conseguirá tirar isso dela. É algo realmente terrível e a igreja está tentando alcançar essas pessoas".
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Formado em Jornalismo, 23 anos, fanático por Bruce Dickinson e seus comparsas no Maiden. O heavy metal surgiu na minha vida quando ouvi o vocalista da Donzela de Ferro em "Tears of the Dragon", em meados de 1994. Mas também aprecio a voz de pato bêbado do controverso Dave Mustaine, a simplicidade do Ramones, as melodias intrincadas do Helloween, a belíssima voz de Dio ou os gritos escabrosos de Rob Halford. A Whiplash apareceu em minha vida sem querer, acho que seus criadores são uns loucos amantes de rock e acredito que este seja o melhor site de rock do país, sem qualquer demagogia!
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