WHIPLASH.NET - Rock e Heavy Metal!

Paradise Lost: mixagem foi o segredo do "In Requiem"

Traduzido por Daniel Faria | Fonte: Blabbermouth |

Justin Donnelly, do The Metal Forge da Austrália, conduziu uma entrevista com o frontman do PARADISE LOST Nick Holmes, que falou não somente sobre o último álbum da banda, mas teceu um paralelo com os trabalhos anteriores.

"Sobre o novo álbum da banda, 'In Requiem'":

"Muitas das decisões importantes em relação a esse álbum foram de nos certificar que mantemos o som do PARADISE LOST da forma como o temos agora, o que temos desenvolvido nos últimos dez ano, mas se certificando que o 'In Requiem' tivesse uma produção que soasse muito mais Metal. Queríamos que as guitarras e a bateria soassem muito alto na mixagem, e eu acho que conseguimos fazer isso desta vez como 'In Requiem'. O mix no novo disco é muito diferente do mix dos últimos álbuns, e eu acho que isso é o que dá ao 'In Requiem' uma certa vantagem em comparação aos anteriores".

"Eu não acho que muita gente sabe que o processo de composição na banda continuou o mesmo como tem sido nos últimos dez anos. Assim que isso for entendido, fica bem óbvio que não é muito o jeito de tocarmos as músicas no 'In Requiem' que fez a diferença, mas mais a forma com a qual o álbum foi produzido e mixado que realmente fez ele soar assim."

Sobre trabalhar com o produtor Rhys Fulber:

"Já fizemos três álbuns com Fulber. A primeira vez que trabalhamos com ele foi no 'Symbol of Life' em 2002, seguido pelo nosso álbum auto-intitulado em 2005. Então, contando com o 'In Requiem', nós agora estamos trabalhando com ele pela terceira vez, e parece que está funcionando. O que gostamos de Fulber é que ele traz esse montre de entusiasmo novo na banda a cada vez. Eu acho que nós somente começamos mesmo a acreditar muito mais no que estávamos fazendo quando começamos a trabalhar com Fulber. No 'In Requiem', ele realmente nos trouxe um ângulo novo e diferente das coisas, e eu acho que ele trabalhou da melhor forma possível. Ele realmente gosta do que faz. Ele está muito entusiasmado sobre o processo de gravação, e se envolveu em todos os aspectos do trabalho de produção. Ele não apenas aparece, aperta um botão e vai embora. Tem um monte de produtores que fazem isso. Ele não está lá só para receber o pagamento e nada mais. Ele está envolvido na coisa toda de verdade. Eu acho que isso é refrescante demais para a banda".

Sobre estar perdido em termos de direção e motivação no final dos anos 90:

"Inicialmente, 'Host' recebeu críticas realmente boas. A EMI trabalhou muito naquele álbum, mas realmente eles não sabiam como promovê-lo, e para quem exatamente eles deveriam tê-lo promovido. Foi um disco complicado para fazer, porque não era um álbum exatamente Metal. Era realmente um pino quadrado para enfiar em um buraco redondo, tanto para a gravadora como para nós. E então teve o 'Believe in Nothing'. Nós nunca estivemos realmente contentes com a produção daquele álbum. Eu acho que as músicas no álbum eram boas, mas eu definitivamente não consideraria o disco entre os cinco melhores. Nós todos estávamos muito confusos por um monte de coisas acontecendo por perto na época, daí a capa! (risos)"

"Eu acho que eram tempos bem difíceis, e tenho comigo que isso ficou refletido no tom triste das músicas. Praticamente todos estávamos tomando medicamentos na época! (risos) Eu estava tomando anti-depressivos tão fortes na época que eu não sabia realmente o que estava acontecendo. O trabalho artístico da capa é um exemplo clássico de onde nossos cérebros estavam na época. Tinha abelhas na minha cabeça! (risos) Eu não tenho idéia nenhuma sobre o que era para a capa representar".

"No nível pessoal, 'Believe in Nothing' representou uma era bem escura da minha vida. Eu não acho que nada positivo sai de algo pra baixo e deprimido como aquilo. Minha vida pessoal estava indo ruim naquela época e eu acho que aquele álbum é um resultado direto daquilo. Eu sei que muita gente adora mesmo aquele trabalho, e eu acho isso legal. Mas para mim, eu acho que o elemento mais decepcionante é a produção, que acho que poderia ter sido mais porrada, e os sentimentos que o álbum conjura. Do 'Host' até o 'Believe in Nothing', nós não sabíamos direito aonde estávamos indo, nós estavamos mesmo em um dilema. Mas eu acho que o 'Symbol of Life' é um álbum muito mais forte do que os que o precederam, e eu acho que é por causa do envolvimento de Fulber nele. Eu acho que ele realmente trouxe idéias novas para a mesa naquele disco, algo que ele continuou a fazer com cada álbum desde então".

A entrevista completa (em inglês) está no Metal Forge.

Todas as matérias da seção Entrevistas
Todas as matérias sobre Paradise Lost

Os comentários são postados usando scripts do FACEBOOK e logins do FACEBOOK, HOTMAIL, AOL ou YAHOO, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que fizeram uso deste sistema (citados na assinatura de cada comentário). Caso você considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato. Os responsáveis pelo site podem excluir comentários que julguem inadequados e fornecer informações sobre os comentários a reclamantes se solicitados.

Pense antes de escrever. Ao comentar sobre alguém, lembre-se que este alguém é uma pessoa e merece respeito. Tenha cuidado especial ao comentar sobre colaboradores do Whiplash.Net; eles trabalham de graça para gerar o conteúdo que você está lendo. Mais chato do que uma matéria com erro, ou uma opinião com que você não concorda, são os chatos que apenas reclamam. Se acha que pode fazer melhor, clique no link ENVIAR MATERIAL no topo do site. Se achar um erro de digitação ou similar, envie pelo link de ENVIO DE CORREÇÕES; lembre-se que é falta de educação corrigir outras pessoas em público. E lembre-se de também elogiar quando encontrar bom conteúdo; isso é um bom incentivo aos colaboradores. :-)

Chatos, trolls e usuários que faltam com respeito a outras pessoas poderão ser banidos sem aviso prévio.

Sobre Daniel Faria

Nascido em 1977, cresceu em um lar onde rock progressivo dominava as ondas do ar. Aos 12 anos, com a compra de "Paranoid" (Black Sabbath) tudo mudou e o metal gradualmente passou a ser o som predominante em casa. Estudou Computer Science / Applied Science pela Concordia University (Montreal, Québec, Canada) e hoje vive em um vilarejo rural em Simcoe County, centro-sul de Ontario, Canada.

Mais matérias de Daniel Faria no Whiplash.Net.

Link que não funciona para email (ignore)

QUEM SOMOS | RSS | FACEBOOK | TWITTER | APPS | ANUNCIAR | ENVIAR MATERIAL | FALE CONOSCO

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria. Os textos não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será retirado do site.

Em abril de 2012 Whiplash.Net teve 1.211.297 visitantes, 3.149.841 visitas e 10.113.719 pageviews. Ver stats.

Use o botão abaixo para seguir o webmaster e receber as principais novidades em sua timeline.


Metal Hammer: dez capas que provocam ânsia de vômitoMetal Hammer
Dez capas que provocam ânsia de vômito
Aerosmith: Steven Tyler e três mulheres nuas no chuveiroAerosmith
Steven Tyler e três mulheres nuas no chuveiro
Álbuns: e se os rockstars mortos sumissem das capas?Capas de álbuns
E se os rockstars mortos sumissem das capas?