Bumblefoot conta como é ser parte do Guns N' Roses

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Bumblefoot conta como é ser parte do Guns N' Roses


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Mikkel Elbech, da revista dinamarquesa Gaffa, entrevistou recentemente o guitarrista do GUNS N' ROSES, Ron "Bumblefoot" Thal.

Gaffa: Você pode descrever como foi a transição de ser um artista solo para de repente se tornar um membro do GN'R, tocando em casas de shows para milhares e milhares de pessoas?

Thal: "Oh cara… como isso é diferente?... estranhamente, isso não se mostrou muito diferente. Você sabe, já me perguntaram muito isso — como você se sente tocando para 100 mil pessoas depois de ter tocado para, talvez, mil? E o engraçado é que toda a idéia de tocar música — tudo o que você faz quando toca, vem de dentro, e isso não muda. Então, neste caso, é como se eu estivesse dirigindo o mesmo carro em uma estrada maior. Se tem alguma coisa diferente, é que você dirige mais rápido! (risos) Mas sim, eu sinto a mesma coisa. Nunca me pareceu anormal tocar com esses caras, especialmente porque eles são pessoas muito legais, e é isso que faz diferença na banda com a qual você está tocando, seja você tocando com uma banda local ou com o GUNS N' ROSES. Se você realmente curte estar no palco com aquelas pessoas, tudo está certo".

Gaffa: Então você já conhecia alguns dos membros pessoalmente antes de entrar para a banda?

Thal: "Eu não conhecia ninguém pessoalmente. Surpreendentemente, pois muitos de nós temos bagagens que envolvem os mesmos amigos. Eu falo com amigos do Frank [Ferrer, baterista] sobre pessoas com as quais eu convivia há 20 anos atrás e ainda convivo, e eles ainda se falam entre si. Frank estava por perto antigamente no mesmo círculo de amigos, e é engraçado, pois nunca nos conhecemos antes de tocarmos juntos no GUNS. É estranho o rumo que isso tomou".

Gaffa: Você tem alguma história de como você se tornou membro da banda?

Thal: "Na verdade, eu recebi um e-mail de Joe Satriani dizendo, 'ouça, eu acabei de te recomendar para o GUNS. Eles estão procurando por um guitarrista — então se eles entrarem em contato, só pra você ficar sabendo, não é ninguém te passando um trote ou coisa parecida'. Eu fiquei tipo, 'legal, beleza'. E Chris Pitman [tecladista] me enviou um e-mail engraçado, eu liguei pra ele, conversamos por um tempo, e ele era um cara muito legal. Comecei a conversar com o empresário, e tudo parecia estar dentro dos planos. E então alguns rumores na internet meio que atrasaram o processo (risos)".

Gaffa: Quais seus melhores momentos na estrada neste período com o Guns n' Roses?

Thal: "Coisas que se firmaram… A primeira coisa que me veio à cabeça quando você me perguntou isso foi quando tocamos na Polônia. Era um pequeno restaurante mexicano do outro lado da rua do hotel, e eu, Frank e outros fomos até lá. Nos acomodamos na mesa e trouxeram ao Frank uma bela tigela de feijões pretos, e geralmente feijão preto nada mais é do que feijão no seu próprio caldo. Mas neste caso era uma espécie de purê, e foram os feijões mais gostosos que eu já comi! E ele estava falando sobre como sua mãe costumava prepará-los. Essa foi a primeira coisa que me veio em mente — o purê de feijão preto que comemos num restaurante mexicano na Polônia. A segunda coisa que me veio em mente foi o backstage de quando tocamos em Oslo, Noruega. Eles tinham uma salada que continha caju e uma pimenta bem forte. Era uma salada de caju meio apimentada. Era muito gostoso. Essa foi a segunda coisa que me veio em mente. Caso você esteja se perguntando, sim — eu estou com um pouco de fome!"

Gaffa: Então, como você se sentiu tocando com Izzy, que é uma espécie de ponte entre as duas eras do GUNS N' ROSES?

Thal: "Izzy é um cara muito legal, eu realmente curti passar um tempo com ele. Ele é um cara divertido com quem você pode passar um tempo. Nós sempre nos divertimos tocando no palco. Foi engraçado — um dos últimos shows que fizemos juntos, nós estávamos no backstage trabalhando numa canção — 'The Devil Went Down To Georgia'. É uma música sulista do fim dos anos 70, que tinha um lance bem rápido de violinos, e nós estávamos trabalhando nisso. Eu estava fazendo a parte do violino, e ele estava dedilhando as cordas. Foi legal, mas não chegamos a tocá-la no palco. Ele é um cara realmente legal e eu gostei de ter sua companhia".

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Sobre Rafael Tavares

Nascido em 1987, descobri o rock and roll já cedo, aos 6 anos de idade, quando ouvi "I Don't Care About You" com o Guns N' Roses em algum momento de 1993. De lá pra cá minha paixão pela música pesada e, especialmente pelo Guns N' Roses (que estará para sempre marcado em minha pele, alma e coração) cresceu exponencialmente. Sebastian Bach me fez querer virar cantor e o resto é história. Produtor fonográfico, formado em Letras e professor. Tão diversificado quanto o Rock and Roll, essa é minha vida, esse é meu clube. =D

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