Em entrevista à revista dinamarquesa Rock Tribune durante a passagem do METALLICA pelo país, Kirk Hammett comentou, entre outros assuntos, sobre a participação de Rick Rubin no novo álbum da banda, o documentário "Some Kind of Monster" e seu atual gosto musical.
Quão grande foi o impacto de Rick Rubin no Metallica?
Kirk: "Bem, ele tem algumas grandes idéias sobre música, pode ter certeza. Ele diz sua opinião honestamente, e isto é algo que realmente gostamos. A grande diferença de Bob [Rock] é que Rick não é um músico, ele se expressa apenas em termos de ser ou não ser interessante. Quando Bob não gostava de alguma coisa, ele sempre vinha com algo teórico que poderíamos aplicar para tornar uma música 'não interessante' melhor, como por exemplo tocá-la uma nota um tom acima para alguma coisa. Rick sempre mantém simples, ele só diz 'faça melhor'. Depois de tudo, deveríamos ter parado de trabalhar com Bob há muito tempo. Bem, nada contra o Bob, ele significou muito para gente e ele sempre deu o melhor que tinha para nós, mas precisávamos de uma nova visão, e isto que Rick possui".
É fato conhecido de que Rick não gosta de músicas longas, ainda assim, vocês tocaram uma música ["The New Song"] de mais de nove minutos na última turnê. Então agora o Rick entra e corta a música pela metade?
Kirk: [Risos] "Bem, eu posso dizer que existirão algumas músicas longas neste novo álbum, algumas partes com um toque oriental. Eu acho que nossa música mais longa no momento tem mais de nove minutos, e acredite, Rick a considera muito interessante. Eu posso garantir a todos os nossos críticos que desta vez existirão solos, até o James fará alguns solos neste próximo álbum".
O Metallica sempre tentou ser aberto com seus fãs. Sempre há um encontro com os fãs antes de um show. Teve também o "Some Kind of Monster" que abriu muito mais a banda a seus fãs do que eu poderia imaginar. O que você pessoalmente pensa sobre isso tudo?
Kirk: "Eu realmente me arrependo do fato de termos gravado este filme. Eu era totalmente contra essa coisa toda, mas o Metallica é uma democracia. Eu era minoria, então tive que aceitar isso. Eu não acho que o resto do mundo deva saber de nossas discussões internas. Haviam alguns momentos realmente íntimos que eu acho que não eram de nenhuma relevância para este filme. Enfim, depois de tudo, isto com certeza teve algo positivo, mas não é algo que nós faríamos de novo, pode ter certeza".
Que tipo de música você gosta atualmente, da nova geração?
Kirk: "Bem, os caras do Trivium são uns dos meus favoritos. Eu também gosto de Mnemic, eles abriram para nós na Dinamarca. Mas não é só na cena do metal que tem coisas que eu gosto. Eu amo Muse e The Mars Volta. Eles tem um jeito diferente das bandas de Metal de fazer música, que eu meio que gosto. Interpol é outra banda que eu acho legal".
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Carlos Tourinho 'tenta' ser economista, além de tradutor nas horas vagas. Fã desde criança de Rock and Roll, por influência do pai músico, desde cedo teve contato com a cena rocker da Bahia, como Marcelo Nova e Raul Seixas, que frequentavam sua casa. Hoje morando no Ceará, curte de tudo um pouco, desde Bob Dylan, passando por Faith No More a Mastodon. Mas seu coração (e cabeça) bate mais forte pelo Thrash Metal de bandas como Metallica, Anthrax e Slayer, e pelo Stoner Rock de Kyuss, Monster Magnet e Fu Manchu. Fanático por Cultura Pop, geralmente é fonte de consulta de seus amigos acerca dos mais variados assuntos sobre cinema, música e literatura. Acredita que Deus é uma mistura de Mike Patton, Martin Scorsese e Bill Waterson.
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