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Scorpions: "não estamos presos nos anos 80"

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Por Victor Guilherme Chaves, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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David Priest, do OnTrackMagazine.com, conduziu recentemente uma entrevista com o vocalista dos SCORPIONS, Klaus Meine, que explicou um pouco da motivação da banda no novo álbum.

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OnTrackMagazine.com: Vocês gostaram de fazer um álbum conceitual ao invés de um disco de músicas que não fossem necessariamente relacionadas entre si?

Klaus: "Sabe, com um álbum normal você simplesmente vai trabalhando e depois coloca muitas músicas diferentes juntas. Às vezes também há músicas que não entraram no último disco e então há várias sobras e, por algum motivo, você as traz de volta dessa vez. Ou então há músicas que você pensa, 'Ahh, nós tínhamos que ter colocado essa aqui, então vamos experimentar e colocá-la aqui dessa vez (no novo álbum)'. Então, é uma coisa muito diferente. Mas quando você tem um tema, como 'Humanity', e você tem um Mestre de Cerimônias (risos) como Mr. Child (o produtor Desmond Child), você tem uma linha definida a seguir. Então, nesse CD, não foi muito do tipo 'Essa é minha música, essa é sua música', foi uma colaboração de vários grandes escritores, alguns dos melhores escritores do Rock. Não apenas o Desmond, mas também James Michael, Marti Fredriksen, e Eric Bazilian (The Hooters), nós tínhamos ótimas pessoas à nossa volta. Nós chegamos a trabalhar com algumas dessas pessoas antes, como no último álbum, 'Unbreakable', dois anos atrás. Então, foi uma preparação bem diferente e foi empolgante desde o início, e não foi algo como: 'No meio de todas essas músicas de Rock, vamos fazer a grande ‘power ballad’'; na realidade, foi algo tipo: 'Nós temos esse conceito e nós queremos fazer um álbum que esperamos que vá impressionar a todos'".

"Porque quando você o ouve do princípio ao fim, você percebe que todas as músicas são fortes. Foi uma filosofia diferente e, seguindo essa linha, fazendo esse tipo de projeto, foi uma experiência completamente nova; foi ótimo, nós gostamos bastante. E Los Angeles é, logicamente, um lugar inspirador. Você encontra tantos músicos, tantos artistas em quase todo dia, então é bem mais fácil ter alguém como Billy Corgan ou John 5 para colocar uma guitarra no álbum; Billy cantou em 'The Cross'. Você faz um álbum na Alemanha — é uma história bem diferente. Quero dizer, não foi o primeiro disco que gravamos em L.A.: 'Crazy World', com Keith Olsen como produtor, foi feito parcialmente em L.A., e também trabalhamos com o grande Bruce Fairbairn em Vancouver nos anos 90. Mas não estivemos na América para gravar por um bom tempo e foi muito inspirador novament, porque é a música que você ouve no rádio todo dia, é mais rock do que na Europa, com certeza".

OnTrackMagazine.com: O que você está tentando alcançar como um vocalista de Rock nesse último lançamento? Quero dizer, já que é tão diferente, qual exatamente o objetivo que você quer atingir?

Klaus: "Eu acho que o que nós estamos tentando alcançar, depois de todos esses anos, é o seguinte: você lança um novo álbum e você quer ser levado a sério como um artista e não virar uma paródia de si mesmo. Fazer sempre as mesmas velhas músicas e só letras no estilo 'garotos atrás de garotas'; nós já fizemos tudo isso. Foi divertido, ótimo, nós tivemos bons momentos, principalmente na América. Quero dizer, os anos 80 foram incríveis! Mas nós não estamos presos nessa década, nós queremos ser vistos como artistas que seguem em frente, e ao mesmo tempo, esperamos que tenhamos conseguido surgir com um poderoso e divertido álbum de Rock. Há uma mensagem e novidades".

"E eu acho que cabe aos artistas como nós e tantos outros também, espalhar a mensagem e espalhar uma atmosfera positiva, energia positiva através da música em um mundo que está basicamente desequilibrado, principalmente depois de 11 de setembro, e adicionar algo para, eu espero, um mundo mais pacífico. Nós sabemos que a música, ou esse disco ou uma música, não pode mudar o mundo, mas nós não queremos desistir de acreditar que nós ainda podemos fazer mudanças, que nós podemos fazer uma pequena diferença com a música. Música é uma ferramenta muito poderosa nas mãos de artistas que mandam uma atmosfera positiva. Nós podemos ver isso quando nós tocamos, por exemplo, no Oriente Médio, nós tocamos em Tel Aviv em Israel e nós tocamos nas Pirâmides de Cairo no Egito, e as pessoas do mundo da música, no mundo da emoção, são muito mais unidas do que o que vemos no noticiário de cada noite. E então a música deles faz uma diferença e a música está unindo as pessoas e isso é o que nós estamos tentando fazer: unir pessoas".

Leia a entrevista inteira (em inglês) neste link.

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Sobre Victor Guilherme Chaves

Victor Guilherme é carioca e viciado em filmes, desenhos, mitologia, livros variados e, principalmente, muito rock n’ roll. Cresceu numa casa onde sempre ouviu Beatles, Black Sabbath, Ramones e Rick Wakeman, mas sua verdadeira paixão pelo estilo começou quando ganhou de aniversário o álbum Bark At the Moon, do Ozzy Osbourne. A partir de então, se tornou adicto por Rock clássico, Heavy Metal e, principalmente, Hard Rock. Entre suas bandas preferidas estão: Alice Cooper, Ozzy Osbourne, Twisted Sister, W.A.S.P., Whitesnake, Iron Maiden, Van Halen, Angel Witch, ZZ Top, Creedence, entre várias outras. Hoje em dia, Victor divide seu tempo entre dar atenção à sua namorada, a quem ele tanto ama; ser um estudante de Direito do IBMEC-RJ; tocar guitarra e, quando tem tempo, colaborar com o Whiplash ou postar na comunidade de sua “irmã e ovelha negra da família", a Falseplash, onde o Metal em geral é discutido por um prisma nada ortodoxo.

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