Em 04/09/2007 | Glen Drover fala de United Abominations

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Glen Drover fala de United Abominations


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Formado atualmente por Dave Mustaine (guitarra e vocal), Glen Drover (guitarra, Eidolon, ex-King Diamond), James Lomenzo (baixo, ex-White Lion, David Lee Roth, Black Label Society) e Shawn Drover (bateria, Eidolon) o Megadeth é uma banda que já percorreu os mais tortuosos caminhos. O grupo, um dos fundadores do Thrash Metal, atingiu um status altíssimo na cena e, como conseqüência, viu o surgimento de confusões, brigas, processos, controvérsias internas e externas, e tudo mais que a mistura de fama, drogas, ego e exaustão pode causar. Dezessete anos após o lançamento de seu debute (“Killing Is My Business… And Business Is Good”) Dave Mustaine, único remanescente original, continua criando ótimas músicas e letras politicamente ácidas, assim reafirmando seu talento e garra. O mais novo álbum intitulado “United Abominations” traz todos os elementos característicos deste lendário conjunto aliados a um amadurecimento constante e uma coesão clarividente. Quem nos conta mais sobre este atual momento do Megadeth e os passos que levaram ao estupendo novo CD marcando um estrondoso e real reinício é o guitarrista Glen Drover.

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Whiplash!: Faz três meses que “United Abominations” foi lançado. Como vocês estão encarando isso?

Glen Drover: Muito contentes! Gostamos do trabalho, e trabalhamos duro para que ele acontecesse. Estamos muito felizes com os resultados.

Whiplash!: E com relação aos fãs, você esperava essa grande aceitação por parte do público?

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Glen Drover: É como em qualquer álbum que você faz. Você apenas tem esperanças. Enquanto você o está fazendo existe aquele sentimento, e quando estávamos em estúdio sentimos que ele seguia na direção certa. Ele se definiu bem e estamos muito empolgados com as músicas. Pressentíamos que aconteceria essa aceitação por parte do público, mas nunca se sabe. O que se pode fazer é esperar pelo melhor e estamos muito felizes com os resultados e a resposta dos fãs. Estamos felizes com isso e o que mais poderíamos querer?

Whiplash!: Quando você se juntou ao Megadeth em 2004, estava lá para primeiramente fazer a turnê do álbum “The System Has Failed”. Na época, Dave Mustaine alegava que aquele poderia ser o último álbum do Megadeth, porém ele resolveu anunciar um novo trabalho. Você esperava que Mustaine tomasse tal decisão e como foi saber que você iria gravar um álbum inédito com o Megadeth?

Glen Drover: Foi algo excitante, porque quando a banda foi reformulada a intenção era fazer uma boa turnê, dar apoio para o então novo álbum que também estava recebendo boas críticas e talvez fazer algum trabalho solo. Mas a banda se deu tão bem, trabalhou tão bem junta, e recebeu uma tão boa resposta dos fãs... acho que ele (Mustaine) não esperava tamanha recepção positiva, claro que ele queria que isso acontecesse, mas a coisa estava indo tão bem, e ele deve ter pensando que não era a hora de parar com o Megadeth. Era uma ótima combinação de músicos com uma química rolando e deveríamos continuar. É basicamente um reflexo da imagem positiva que estava acontecendo com a banda.

Whiplash!: Tocar ao vivo é bem diferente de gravar em estúdio. Qual foi a sensação de entrar para gravar a primeira linha de guitarra?

Glen Drover: Foi grandioso! Como mencionei anteriormente, sabíamos que havia algo especial, tínhamos um material forte, Dave tem um inventário de material com muitos riffs que basicamente transformamos em músicas, foi assim que construímos o álbum. Várias idéias foram colocadas juntas e o álbum reflete a atmosfera e a influência que temos do próprio Megadeth. Crescemos ouvindo-os e com isso podemos trazer uma melhor compreensão para a música. Trabalhamos bem e naturalmente juntos; acho que você pode dizer isso quando ouve o álbum.

Whiplash!: Você teve que focar diferentes técnicas ou se adaptar a outros modos de tocar para gravar com o Megadeth? Pergunto isso porque sei de sua própria banda, Eidolon, e ela tem o Thrash Metal como influência, mas mesmo assim Mustaine tem a sua própria maneira de tocar e compor...

Glen Drover: Claro, entendo o que você quer dizer. Eu tive que me adaptar a algumas coisas. Dave (Mustaine) tem uma maneira diferente de tocar, o jeito que ele constrói os ritmos, uma maneira única de escrever música. Eu tive que aprender e me adaptar ao estilo de alguma forma. Isso foi bom porque me deu a chance de entender bem como tudo funciona, a maneira com soa, os pequenos truques, frases, técnicas. Definitivamente um período de aprendizado, mas isso tudo foi divertido para mim; aprender isso, me aproximar do estilo e fazer as coisas ficarem mais coesas.

Whiplash!: Fiz a pergunta anterior porque o Megadeth contou com grandes nomes na guitarra e você estava ali para substituir importantes guitarristas. Houve alguma pressão ou dificuldade para se adaptar?

Glen Drover: Sim, existe uma pressão, mas faz parte do desafio, e sem isso a coisa fica chata. Tocar ao vivo os solos de álbuns anteriores e de guitarristas bem distintos é definitivamente um desafio, mas é algo que estou sempre em cima e nunca desisto. Você tem que estar sempre em forma. Por eles serem tão diferentes, você tem que interpretar diferentes intenções sem perder a própria essência. Em minha opinião você tem que tocar esses solos bem próximos, senão iguais, à versão original porque a maioria dos fãs quer ouvir isso e não um jazz improvisado. Lógico que eu amo jazz, mas isso é um estilo diferente.

Whiplash!: Quais as influências que você traz em seu estilo de tocar guitarra?

James Lomenzo, Shawn Drover, Dave Mustaine, Glen Drover
Glen Drover: São muitas as influências, vai de David Gilmour até Ygwie Malmsteen... Existe todo tipo de guitarrista. Eu cresci ouvindo essas coisas e sempre tive a certeza de tocar naturalmente, com sentimento. Como eu cresci nos anos oitenta eu também percebi que eu deveria ter a técnica e foi isso que me inspirou. Ter os dois elementos é algo extremamente importante. Ter a técnica e o ‘feeling’ para fazer o melhor, você tenta englobar tudo isso, mas é preciso tocar naturalmente. Não pense, toque!

Whiplash!: Estar no Megadeth com certeza fez o seu nome ter uma maior exposição, mas há fãs que o conhecem por meio do seu trabalho com o King Diamond em 2000 e o Eidolon que começou em 1993. Conte-nos um pouco mais sobre a jornada que levou você e seu irmão para uma das maiores bandas de Thrash do mundo.

Glen Drover: Não há dúvidas de que tudo feito antes nos ajudou a chegar até aqui. Mas tem sido divertido. Quando eu e Shawn (Drover, bateria) montamos o Eidolon no começo dos anos noventa, éramos apenas um trio instrumental. Foi então que eu consegui um equipamento de gravação e construí um pequeno estúdio em casa, o qual eu fui incrementando. Logo começamos a fazer algumas gravações e me dei conta de que se tivéssemos o equipamento ideal poderíamos fazer muita coisa em casa. Tínhamos a possibilidade de fazer a coisa do nosso jeito, desde que a qualidade estivesse presente e a produção fosse forte. Somos muito exigentes com isso. Se você escutar os álbuns recentes do Eidolon vai entender o que estou dizendo. Quando percebemos aquilo que podíamos fazer, a empolgação aumentou e estávamos sempre atualizando o estúdio, melhorando constantemente a cada álbum - a produção e a musicalidade, cada vez mais evoluídas. Tem sido um crescimento desde que começamos. Ter aquela vontade de melhorar no próximo CD, aprender com os erros, o que fazer e o que não fazer, foram coisas importantes, e parte do progresso! Estamos sempre buscando nos desafiar em todos os aspectos. É como subir os degraus de uma escada e acho que estamos fazendo isso muito bem, penso que sempre fomos muito consistentes em nossos lançamentos.

Whiplash!: Eu diria que o Eidolon traz bastantes influencias do Thrash e Heavy Metal norte-americano e europeu, os quais, em minha opinião, são bem distintos. O seu trabalho com o King Diamond trouxe ainda mais influências do som europeu para a sua musicalidade; hoje você faz pare do Megadeth que é uma banda de Thrash puramente norte-americano, mas escutando a banda atualmente parece-me que temos um som americano com um tempero bem europeu. Você também vê isso?

Glen Drover: Não sei... Não sei, porque Dave é quem faz as músicas. Não sei como isso seria possível. Dave tem a sua fórmula e mesmo que cada álbum seja diferente ainda dá pra identificar a característica dele. Eu apenas contribuí com uma pequena parte instrumental na música “Never Walk Alone...A Call To Arms”, e o resto foi feito por Dave. Talvez a influência que trouxemos e a maneira que tocamos, poderia ser isso?

Whiplash!: Sim, era a maneira de tocar ao que eu me referia. Tive a oportunidade de vê-los duas vezes ao vivo e existe uma grande e perceptível química entre você e seu irmão...

Glen Drover: Verdade. E isso é um ponto importante na formação da banda. Enquanto todos nós dividimos uma forte química juntos, eu e Shawn tocamos juntos desde que eu tinha dez anos de idade e com certeza temos uma ligação que não pode ser adquirida em uma loja da esquina. Definitivamente isso é um grande fator da química que temos na banda atualmente e todos nós, quando juntos, trabalhamos bem. Sim, definitivamente temos algo que você pode identificar quando tocamos. Eu não preciso olhar para Shawn – eu sei o que vai acontecer e como ele tocará.

Whiplash!: Há alguma coisa composta apenas por você ou com Mustaine que poderá vir a ser usada no futuro?

Glen Drover: Ele está sempre nos incentivando a compor. Shawn e James (Lomenzo, baixo) escrevem algumas letras. Shawn tem escrito letras por anos e ele é bom nisso! Então ambos acabam contribuindo aqui e ali. Tudo que podemos fazer é tentar e somos realmente encorajados a fazer isso. Neste álbum eu tenho uma pequena participação, embora eu ache que tenha enviado idéias muitos boas, mas elas não foram usadas nesse álbum e talvez da próxima vez tenhamos mais delas sendo aproveitadas.

Whiplash!: Já que você mencionou a parte lírica, gostaria de saber se você concorda com o conteúdo político das letras presentes em “United Abominations”.

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Glen Drover: Bom, penso que as letras escritas por Dave não são muito diferentes do que ele já fez antes. Ele tem feito isso desde “Holy Wars”, então, para ser honesto, não me ligo muito na parte lírica. Eu me importo muito mais com a música. Mesmo que eu esteja ouvindo as letras quando escuto um álbum, a música e as melodias são mais importantes! Claro que se o tema for algo estúpido ou melodramático, atrapalha, mas eu nunca realmente prestei muita atenção no significado das letras. Algumas pessoas se espantam com isso, mas, como eu disse, para mim a musicalidade é mais importante.

Whiplash!: Em sua primeira semana de lançamento, “United Abominations” vendeu nada menos do que 103 mil cópias ao redor do mundo. Considero isso um bom número, principalmente levando-se em conta toda a onda MP3...

Glen Drover: É... as vendas têm caído muito por causa do iPod, Internet e tudo mais. Acho que teremos que tomar controle disso algum dia, porque senão encontraremos um caminho cheio de dificuldades, sabe? Gravadoras, lojas, artistas, todos temos que sobreviver e com as vendas caindo constantemente e as pessoas roubando as músicas não é algo legal. Espero que essas coisas mudem. Mas as vendas têm sido ótimas se considerarmos tudo isso.

Whiplash!: E como tem sido o apoio da Roadrunner?

Glen Drover: Eles têm sido ótimos, com certeza estão fazendo o seu papel e também estamos fazendo a nossa parte. Estamos tocando bastante e faremos mais turnês. Até o momento estou muito contente com o que está acontecendo.

Whiplash!: Vocês têm estado na estrada desde que o álbum foi lançado.

Glen Drover: Estamos já há algum tempo na estrada. A primeira parte da turnê foi com o Heaven And Hell e nosso álbum acabara de ser lançado. Fizemos a turnê canadense e depois a norte-americana e foi aí que nosso álbum foi lançado. Na verdade ele foi lançado logo antes de acabarmos essa turnê. Quando fizemos a parte européia da turnê é que as coisas começaram a acontecer de verdade, os shows como banda principal. Nesse ponto o CD já estava a um mês na praça e por isso considero a turnê européia como a primeira parte do nosso giro. A turnê com o Heaven And Hell foi um aquecimento e claro que foi uma experiência ótima e muito divertida.

Whiplash!: O Megadeth já tocou em praticamente todos os continentes do planeta, sendo assim quais as diferenças entre os fãs você pode perceber?

Glen Drover: Existe uma diferença com relação à reação dos fãs. Por exemplo, japoneses são mais quietos, mesmo assim você percebe que eles estão compenetrados na música como qualquer fã de outro lugar. Existem as diferenças e as similaridades, penso que os fãs do Megadeth acabam sendo bem específicos, eles conhecem a música.

Whiplash!: E o Eidolon, também sairá em turnê?

Glen Drover: Não, nem estamos tocando nesse assunto. Os compromissos com o Megadeth estão aí e tomam todo nosso tempo. Mas quem sabe o que vai acontecer no futuro...? No momento atual não podemos fazer nenhum plano e também não estamos muito preocupados. Lançamos um álbum no ano passado e estamos muito orgulhosos dele! Ficamos um pouco desapontados porque ele não teve o devido apoio. Por outro lado não fizemos nenhuma turnê e isso é muito importante para a promoção de um álbum. Apenas isso me deixou desapontando. Com certeza este é o nosso melhor lançamento com o Eidolon. Encontramos o vocalista perfeito (N. do E.: Nils K. Rue, Pagan’s Mind) para o grupo e tudo veio de encontro.

Whiplash!: Fiz essa pergunta por que existirão algumas pausas nessa longa turnê do Megadeth e nelas, fãs do Eidolon poderiam ter a oportunidade de conferir o seu trabalho.

Glen Drover: Bom, muito obrigado pelo interesse, mas é tudo uma questão de tempo e demanda. Não tenho certeza porque no momento estamos completamente focados no Megadeth. Não temos planos de gravar nada ou sair em turnê, com relação ao Eidolon está é a realidade atual.

Whiplash!: E o que vocês pretendem fazer durante essas pausas?

Glen Drover: Quando não estamos em turnê queremos passar o tempo com nossas famílias. Temos pequenas pausas e as usamos para ficar com a família, somos todos casados e com filhos, então isso é algo importante em nossas vidas. Temos que equilibrar as coisas, quando você soma o tempo que passamos com o Megadeth e nossas famílias verá que não sobra muita coisa, e gosto disso assim!

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Whiplash!: Já que estamos falando sobre turnês, o King Diamond estará fazendo uma turnê nos Estados Unidos em 2008. Existe alguma chance de vermos você participando de algum desses shows?

Glen Drover: Não. Foi uma banda que cresci ouvindo, toquei com eles por algum tempo, e fizemos algumas turnês norte-americanas. Foi uma época boa, diverti-me muito com a banda e quando a deixei sabia que estava fazendo a coisa certa. Falando com todo o respeito, penso que estar com eles foi um passo importante na minha carreira e me ajudou a subir alguns degraus. Acho que o Eidolon proporcionou mais para chegarmos onde estamos hoje, mais do que o King Diamond. Eu nunca havia feito uma turnê até entrar para o King Diamond, foi uma nova experiência para mim e aprendi muitas coisas nessa fase. Quando entrei para o Megadeth eu estava bem mais preparado e sabia o que esperar quando estivesse na estrada! Porém, não vejo a possibilidade de tocar com eles, mas desejo-os muita sorte.

Whiplash!: Olhando para as datas de turnê do Megadeth, não vejo nada marcado para o Brasil ou até mesmo a América do Sul...

Glen Drover: Penso que mais pra frente deva haver algo, mas não tenho a menor idéia de quando ou onde exatamente. Escuto algumas coisas, mas não existe nada concreto planejado.

Whiplash!: Os planos incluem continuar tocando em 2008 ou vocês devem parar a turnê ainda em 2007?

Glen Drover: Bom, todas as datas que estão postadas na Internet são as que temos confirmadas. Tudo que você vê em nossa página está completamente atualizado! Iremos para o Japão, Austrália, Estados Unidos e até o Alaska. Depois disso não sei mais nada. Mas você pode estar atualizado diariamente através da nossa página na Internet, algumas coisas são postadas nela no mesmo instante que eu recebo a notícia! Algumas vezes elas chegam à página antes de eu ficar sabendo (risos). Ela é tão atualizada que chega a ser irreal.

Whiplash!: Alaska, isso será divertido!

Glen Drover: Será legal!

Whiplash!: Atualmente existem muitas bandas que não voltam o seu foco para as melodias, harmonias e solos na guitarra. Você é um músico completamente oposto a isso e sendo assim você se vê influenciando essa nova geração de fãs?

Glen Drover: Com certeza, foi assim que crescemos... Acreditando nisso. Acho que muitas bandas estão inserindo solos de guitarra novamente. Várias estão fazendo isso e muitas outras irão fazer, porque desde que bandas como nós façam um bom trabalho e estejam em evidência, elas influenciarão as pessoas. Acho que isso não desaparecerá porque faz parte desse estilo de música.

Whiplash!: Como você encara o uso exagerado de tecnologia nas gravações por algumas bandas que muitas vezes escondem seus erros?

Glen Drover: Sabe, acho que se uma banda vai para o estúdio e abusa da tecnologia, você poderá descobrir a verdade assistindo-as ao vivo (risos). Quando você assisti-las, perceberá que elas estão trapaceando a si e aos fãs ao mesmo tempo. Qualquer banda profissional que por aí, que grava em estúdio e sabe como tocar, mostrará um trabalho que você ouvirá e saberá que eles são aquilo mesmo. Essas são as bandas que continuarão ativas. Os trapaceiros e mentirosos acabam sendo descobertos. Não me preocupo muito com isso. Quando escuto algo que gosto sei que é de verdade, músicos reais, e não um computador, sei que não foi arrumado no Pro-Tools. Sei disso porque eu gravo também, então sei bem o que a tecnologia proporciona. Mesmo assim acho que tem muita coisa boa por ai, mas como eu disse antes – quando rola o show você pode perceber tudo.

Whiplash!: E quais bandas você tem escutado ultimamente?

Glen Drover: Em se tratando de metal eu escuto muito Opeth, Arch Enemy, Nevermore. Gostei do último do Queensryche. Escuto bastante jazz também, Allan Holdsworth, Planet X, Al Di Meola, coisas assim que eu adoro ouvir.

Whiplash!: Temos alguma chance de ver você e Chris Poland tocando juntos?

Glen Drover: Fizemos isso privadamente. Encontramos-nos na última vez que estive em Los Angeles, fomos para a casa dele e tocamos juntos! Foi divertido e ele é um bom amigo!

Whiplash!: Seria uma boa chance de termos um álbum com vocês dois...

Glen Drover: É, você nunca sabe o que o futuro reserva cara. Talvez um álbum instrumental, mas nunca se sabe. Bom, no exato momento a resposta seria não (risos).

Whiplash!: Voltando a falar sobre o Megadeth, vocês pensam em lançar um DVD contendo esta turnê atual?

Glen Drover: Sempre existe essa possibilidade, mas não ouvi nada ainda sobre isso.

Whiplash!: Você alguma vez teve que encarar alguma provocação de fãs querendo ver a formação original da banda?

Glen Drover: Não diria provocação, mas sempre tem gente que quer ver esta ou aquela formação. Eu entendo isso completamente, mas deveríamos estar felizes porque se não fosse por nós quatro estarmos juntos e bem unidos, não haveria um Megadeth e isso seria a pior das situações.

Whiplash!: Você mencionou em uma entrevista que a sua relação com a música é mais pelo amor do que pelo dinheiro...

Glen Drover: Sim, mas temos que comprar comida também. O que tentei dizer com isso é que tocamos porque temos amor pela música e não porque quero pegar mulheres e fazer grana. Sou casado e tenho filhos. Eu toco porque gosto e a prova disso são os álbuns do Eidolon, por anos eu e Shawn trabalhamos com isso porque amamos o que fazemos. Se vendemos dez mil álbuns ou quinze mil, dois mil, o que quer que seja... Você quer sempre expandir sua base de fãs e seguir em frente, mas fazemos música e é isso, está no nosso sangue!

Whiplash!: Para finalizar, quais as memórias que você traz do Brasil?

Glen Drover: Lembro que o show foi muito bom! Todo o giro pela América do Sul foi bem legal, os fãs foram bem receptivos e tivemos bons momentos! Disso veio o nosso último DVD que reflete isso.

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Sobre Guilherme Spiazzi

São mais de quatorze anos de música, incontáveis shows, festivais; muitas entrevistas e resenhas. Trocou a faculdade de física pela terra do Uncle Sam por uma década e atualmente é freelancer da revista Roadie Crew. Curte música alta e não se importa com rótulos ou estilos.

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