Jane Stevenson, do jornal Toronto Sun, perguntou recentemente a Chris Cornell se as recentes turnês de reunião — THE POLICE, GENESIS, CROWDED HOUSE e SMASHING PUMPKINS, só pra citar algumas — significaram que promotores já estão oferecendo montanhas de dinheiro para ele reunir a sua velha banda de Seattle, o SOUNDGARDEN.
“Não”, disse Cornell. “E acho que deve haver um fator de confiança nesse caso. Eles precisam me oferecer montanhas de dinheiro, esperar alguns anos e depois me dizer para que é todo esse dinheiro. Só então vou tomar minha decisão”.
Cornell não conversa com seus companheiros de SOUNDGARDEN há um bom tempo, mas ele acrescenta: “Somos todos amigos. Sempre fomos”.
"Ninguém me chamou sugerindo que o SOUNDGARDEN deveria voltar à ativa. Somos um bando de caras muito estranhos. Sempre fomos. E é por isso que fizemos aquele tipo de música. Nós conseguimos realmente fazer algo que parecia impossível, persistimos, gravamos álbuns incríveis e decidimos nos separar enquanto estávamos no auge de nosso relacionamento criativo para que não abusássemos dele e acabássemos gravando porcarias para nossos fãs no futuro”.
“Então quando penso sobre o assunto, não consigo imaginar um contexto onde uma possível reunião faria sentido. Talvez quando formos muito, muito velhos e pudermos nos encontrar para fazer algum show que beneficie outros além de nós. Nada de apenas dizer ‘Uau, alguém nos ofereceu um cheque de valor imenso’, já que sse tipo de coisa parece ir contra tudo aquilo que a banda defendeu desde o primeiro dia. Então uma reunião só poderia acontecer por alguma razão que não consigo imaginar agora”.
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Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".
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