Seguem partes de uma entrevista que K.K. Downing, do JUDAS PRIEST, concedeu a Chad Bowar, do About Heavy Metal (AHM), onde o lendário guitarrista fala, dentre outras coisas, sobre o novo álbum da banda.
AHM: Como está o andamento do "Nostradamus"?
K.K. Downing: "Estamos trabalhando nele dia e noite. As coisas estão indo muito, muito bem. É um projeto longo em termos de duração das músicas. É mais de uma hora e meia de música e apenas por essa razão a coisa tem nos segurado e sido um pouco mais prolongada. Mas estamos esperançosos de poder oferecer algo único e maravilhoso ao mundo. Estamos totalmente dentro desse projeto, mergulhamos de cabeça. Prometemos aos fãs que daremos isso a eles tão brevemente nós possamos. E teremos uma turnê do PRIEST também".
AHM: Você e Glenn (Tipton) estão produzindo o álbum?
K.K. Downing: "É o jeito que as coisas parecem estar tomando. Estamos trabalhando duro e sem parar. Não dá pra dizer se em determinado momento precisaremos trazer alguém mais, mas nós estaremos vendo o que precisamos. Se acharmos que vamos precisar chamar mais alguém, certamente que faremos. Mas acho que Glenn e eu temos juntos uma vasta experiência. E a coisa está soando realmente boa. É o segredo mais bem guardado do rock and roll no momento. É um pouco diferente do trabalho que fizemos anteriormente. Estamos ansiosos para mostrá-lo, o mais breve que pudermos".
AHM: Obviamente que compor letras para um álbum conceitual é algo diferente, mas há muita diferença na música em relação a um álbum regular?
K.K. Downing: "Eu penso que há muito dos ingredientes usuais, mas com um espectro maior em termos de um pouco de elementos clássicos e sons mais orquestrados, os quais podem ser extremamente pesados se usados da forma correta. Temos esperança de que isso irá agradar a muita gente, isso é o que geralmente acontece nesses casos. Nós sempre tentamos expandir os públicos de rock e metal e tornar tudo isso mais crível para cada vez mais pessoas. Acreditamos que atingiremos esse objetivo com o novo álbum".
AHM: Pra você, quais álbuns do JUDAS PRIEST são os mais subvalorizados?
K.K. Downing: 'Eu acho que todos eles são. Eu penso que alguém que nunca comprou um álbum do Judas poderia sair e comprar um e, na seqüência, acabaria comprando os outros também. É claro que por mais que o JUDAS PRIEST tenha construído uma longa e bem sucedida carreira, nós ainda temos um longo caminho a seguir para ser comparados a muitas outras bandas que têm um público muito maior, como QUEEN, GUNS N' ROSES, METALLICA e AC/DC. Nós não somos considerados 'underground' mas ainda estamos subindo uma longa escadaria. Por essa razão que eu acho que ainda estamos fazendo tudo isso. Nós ainda estamos famintos. A coisa boa no Priest é que nós estamos sempre construindo algo e com a esperança de ser cada vez melhores. Mas nós ainda não estamos acabados ou já chegamos ao limite, como muitas dessas outras bandas".
AHM: Quais foram as maiores mudanças que você viu na indústria musical no decorrer dos anos?
K.K. Downing: "Eu ouvi uma entrevista com Robert Plant numa estação de rádio e ele me lembrou de uma coisa. Quando nós começamos a fazer música, bem no princípio, toda vez que fazíamos uma composição, tínhamos que tocar aquilo 1 milhão de vezes para não esquecê-la, pois não havia como gravar a idéia. Pode até parecer estranho mas é a verdade. Nós nos sentávamos em algum lugar e tocávamos nossas idéias sobre músicas repetidamente. E no dia seguinte precisávamos nos lembrar delas de novo, pois não tínhamos aparelhos para registrar aquelas idéias. Essa era a realidade no começo. Depois, passamos a ter um pequeno gravador com um pequeno microfone, que nos possibilitava gravar qualquer idéia que apareça a qualquer momento. Além das mudanças na tecnologia e a internet, houve também as mudanças no âmbito musical. Já rodei muito por aí, o suficiente para testemunhar a evolução pela qual passou o rock e o metal, desde os anos 60 até os dias de hoje. Eu vi várias ondas de diferentes tendências. No metal, a grande mudança se deu no fim dos anos 80 e início dos 90, quando o metal clássico ou puro foi mudando para o metal mais moderno e o 'new metal'. A boa notícia é que muitos daqueles notáveis veteranos, como AC/DC, IRON MAIDEN e etc., ainda estão por aí. Nós ainda estamos esperando por um grande 'revival' daquele brilhante período dos anos 70 e 80, seria algo muito legal."
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Nascido na capital paulista em meados dos anos 70, teve a sorte de, ainda bem jovem, descobrir por meio de um primo o debut do Iron Maiden. Quando ouviu “Prowler” pela primeira vez, logo entendeu que aquilo passaria a fazer parte de sua vida. Gosta sobretudo dos clássicos, como Maiden, Judas, Sabbath, Purple, Zeppelin, Metallica, AC/DC, Slayer, mas ouve desde um hard bem leve até um bom death metal. Além da paixão pelo metal e pelo rock em geral, também adora cinema e um bom futebol.
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