C. Harris-Nystrom, do Chico News and Review, entrevistou recentemente o ex frontman do SKID ROW, Sebastian Bach. Alguns trechos da conversa seguem abaixo.
Chico News and Review: Você tem um novo disco chamado "Angel Down" que deve sair no próximo ano, certo?
Sebastian Bach: Bem, estamos agora negociando com três das grandes gravadoras do mundo...
Chico News and Review: O que você aprendeu sobre si mesmo ao filmar "SuperGroup"? (Nota: reality show de que Sebastian participou)
Sebastian Bach: Uhhhh ... talvez eu ganhei um pouco mais de peso… Quero dizer, vivi lá por 12 dias. Eles me deram todo este vinho, e o lugar todo era repleto de bebidas alcoólicas, sem comida... e logo era como, “O que você sentiu quando seu pai morreu de leucemia? Como isto mexeu contigo? Doeu? Como se sente sabendo que teu pai não está mais aqui? Tem outro copo de vinho.” Você sabe, “Como você se sente?”, Bem, é doloroso pra caralho, seus cuzões!
Chico News and Review: Soa bem chato isso…
Sebastian Bach: Quando você me vê chorando sobre meu falecido pai. É obviamente desconfortável para eu ver aquilo, mas eu tenho e-mails, centenas, senão milhares, tão extensos e detalhados; pessoas me abordam na rua e me contam que choraram comigo nas mais detalhadas e sinceras cartas e e-mails, que são realmente difíceis de se ler, Logo, eu acho que talvez as pessoas entendam, mas obviamente para mim aquilo é doloroso de se ver. Sou geralmente astuto quando me dou conta de que estou preste a me ferrar. A coisa funciona assim, eu disse a mim mesmo no avião de volta para casa, “Bem, mais uma vez chorei quanto à morte do meu pai por 12 dias – não é tão ruim assim”, mas eu não pensei que exibiriam em três dos doze episódios a mesma parte, toda hora, e colocariam em comerciais. Mas isso é um reality show – você assina para isso, é assim mesmo. A realidade machuca, me faz ficar triste, então isso é a realidade, e não tenho vergonha dela.
Chico News and Review: O que fez "SuperGroup" convincente é que você era entusiasta, como se fosse sua primeira banda – você tinha 16 anos novamente. Seu amor pela música estava à vista, sem se prender a políticas, preocupações ou moda...
Sebastian Bach: É, eu detesto isso tudo… Eu odeio pra caralho baboseiras corporativistas. Eu realmente fiz pelos fãs, e pelas bandas que fizeram as músicas. Você ficaria surpreso sobre quem foram os artistas em que me inspirei. Um dos meus favoritos, sempre, é Neil Young... porque ele apenas faz aquilo que ele quer e ele é quem é, e foda-se o resto! E ele continua aí! E é isto o que faço (risos). Não estou me colocando na categoria dele, mas não mudo o que sou porque alguém me diz que eu tenho que mudar. Você me diz que Jimi Hendrix usou aquele chapéu com aquela merda de pena nele, lenços e aquela blusa de tecido delicado e as botas, e os braceletes, e os cintos, porque alguém comprou para ele, lhe deu e disse, “usa isso?” Eu não creio! Eu faço minha própria moda. Gosto disso. É isso que eu acho que o KISS fez. O que David Lee Roth (ex-VAN HALEN) fez. A porra do Nikki Six (MÖTLEY CRÜE) – caras que eu achava que se trajavam bem, achei que eles conceberam toda a sua própria indumentária. Talvez eu estivesse errado. Gostaria de pensar que eram eles que faziam aquilo.
Chico News and Review: Você declarou em público que espera que o novo disco ("Angel Down") se nivele ou ultrapasse o aclamado “Slave to the Grind” (1991) do SKID ROW. O que faz esse disco o padrão a ser buscado?
Sebastian Bach: Apenas pegue-o, ouça-o com um bom par de fones de ouvido. FOOOO-DAAAA! Eu ouço “Monkey Business” e... não acredito que soe tão pesado e bobo... rock puto e bobo (gargalhadas). Eu amo. Soa bem. Quando eu fico sem ouvi-lo um tempo, e o ouço depois em um bom fone ou em um bom estéreo, apenas paro e controlo a porra da minha respiração. Soa fantástico, grandioso. Certos discos soam grandes, como "Back in Black" (AC/DC) – Você não pode negar isso! – "Led Zeppelin II", você sabe. Tenho "Slave to the Grind" não como um disco no nível desses, mas está quase lá (gargalhadas). É um grande disco.
Chico News and Review: No início dos anos 90 houve o surgimento do NIRVANA, muitas bandas bem-sucedidas de Metal do final dos anos 80 foram encaradas de forma negativa frente à tendência do mercado (do metal para o “grunge-punk) e não o vejo como parte disso.
Sebastian Bach: Eu não, pois já sabia que isso aconteceria. Isto é show business. É assim que funciona! Sempre foi desse jeito e sempre será. A fila anda. Apenas abaixo minha cabeça como um buldogue e grito tão alto quanto eu possa, o tempo todo! Axl Rose (GUNS N’ ROSES) e eu no mesmo palco, é uma loucura! Sabemos como berrar, cara... realmente (gargalhadas)... cantamos "My Michelle" ontem à noite em Winnipeg para 20 mil pessoas, e foi um dos melhores dias da minha vida. Foi louco, pirado. Você sabe, a voz é um músculo, você a usa apropriadamente, com o diafragma e não força muito, senão ferra tudo – é uma linha fina tênue entre dar tudo de si e detonar de vez. Então se você continua praticando, vai ficando cada vez melhor, como Steven Tyler, ou James Brown. Há cantores que estão cantando bem e ficando velhos, logo dá pra ser feito.
Chico News and Review: Eu não tinha ciência de que em 2006 o SKID ROW ainda estava por aí...
Sebastian Bach: ... assim como o resto do mundo.
Chico News and Review: Isso é relevante de alguma forma?
Sebastian Bach: Você ouve um monte de conversas. Falam isso, falam aquilo... eu penso que eles (SKID ROW) estão arruinando tudo, e isso fede. Eu não penso que o JOURNEY deveria excursionar sem Steve Perry. Para mim Steve Perry é o JOURNEY, tentam ser o que não são, como um travesti do rock. Quando Bonzo (John Bohan, baterista do LED ZEPPELIN) morreu, O LED ZEPPELIN nunca mais tocou novamente – é para se respeitar isso. O que eles (SKID ROW) estão fazendo é confundir o público. Eu não voltaria para a banda agora. Estou tocando para 20 mil pessoas com o GUNS N' ROSES, sozinho. Se eles tivessem deixado o nome "Skid Row" de lado, a história seria diferente, mas agora a merda está feita! (rindo). Aí está o título para sua matéria!
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