A banda de curioso nome “I Killed the Prom Queen”, nasceu na Austrália e para o lugar de origem, o som que a banda pratica não é muito comum. Como o próprio Jona Weinhofen aqui definiu, ser uma banda australiana ajuda a separá-los do mar de bandas que nascem nos EUA e Europa tocando o mesmo estilo. Uma espécie de Gothemburg Sound de Adelaide. Confira uma bate-papo divertido por e-mail com o guitarrista/tecladista dessa banda que em nada se parece com INXS, AC/DC nem mesmo Men at Work.
Originalmente publicada no site webBANGER.com.br
Alex – Qual o sentido do nome da banda? É um nome bem incomum!
Jona Weinhofen – (Risos). Não há um sentido muito forte mesmo. Não significa que temos ódio ou algo assim contra certos grupos sociais ou alguma coisa parecida. Só foi um nome que apareceu depois de assistirmos a alguns filmes de terror horríveis e todos achamos um nome bacana. Nós contamos a algumas pessoas sobre este nome e elas acharam que seria um nome difícil de esquecer! Então achamos bem legal!
Alex – Vocês se consideram uma banda de metal ou hardcore? Aliás, vocês realmente se importam em ficar por trás de apenas uma ‘etiqueta’?
Jona – Nós seremos rotulados pelas pessoas, não importa o que aconteça! Acredito que nos consideramos tanto metal como hardcore. Grande parte dos integrantes da banda vêm de bandas hardcore e tem um background voltado pra esse estilo mas todos ouvimos heavy metal e temos grande influência deste estilo! Nós crescemos dentro dos dois estilos, sendo assim nos consideramos ambos!
Alex – Ser uma banda da Austrália ajuda ou não quando se faz música pesada?
Jona – Ajuda a nos separar do mar de bandas nos EUA e Europa que fazem um som semelhante. E também é bom ser uma banda que faz o tipo de som que fazemos na Austrália pois significa que não temos uma competição desgraçada e assim podemos fazer mais sucesso que a média de bandas por lá!
Alex – Vocês têm recebido alguma resposta do Brasil?
Jona – Nós temos algumas mensagens que são deixadas no nosso Myspace e também alguns e-mails do Brasil e de países vizinhos. Porém, não é uma resposta muito grande. Parece que nossa maior base de fãs está na Austrália, EUA, Reino Unido e também na Malásia!
Alex – A faixa “Say Goodbye” é uma das minhas favoritas no novo álbum “Music for the Recently Deceased”. Porém, ela se parece um pouco com o que bandas como Soilwork, In Flames, At the Gates ou outras “Gothemburg Sound” bandas vêm fazendo. Provavelmente isso se deve ao fato que vocês contaram com a produção dos renomados diretores Fredrik Nordstrom e Patrick J. Sten. Vocês realmente são influenciados por estas bandas acima citadas ou apenas foi uma coisa natural?
Jona – Heavy Metal sueco definitivamente faz parte de nossa influência. As bandas citadas também são as minhas favoritas mas como uma banda australiana nós tentamos também incluir um pouco do sabor de nossa música regional, assim não seremos rotulados como mais uma banda sueca. Aliás, nós temos grandes influências de bandas que nada se parecem com bandas suecas, como bandas da Alemanha, EUA, Canadá e do Reino Unido. Nós gravamos com Patrick justamente porque adoramos o estilo de som que ele produz.
Alex – Pelas fotos do álbum e da promoção de vocês, pessoas poderão pensar que se trata de uma banda EMO-Core, caso elas nunca tenham ouvido o som de vocês! Sem ofensas, nem ao menos sei se vocês gostam ou não deste estilo mas sinceramente acho um rótulo bem idiota e alvo de piadas por todas as partes. De qualquer maneira, vocês não acham que muita gente vai comprar seus discos achando que vocês são uma banda Emo?
Jona – (Risos) Primeiro de tudo, não podemos ajudar grande coisa devido ao modo que nos parecemos. Nós só gostamos de nos vestir bem apresentados. Não podemos fazer nada se não conseguimos deixar crescer barbas longas e estranhas ou não queremos ter cabelos compridos! As pessoas, em especial fãs tradicionais de heavy metal, não gostam da gente e já nos julgam sem mesmo ter escutado nosso som antes! Simplesmente porque não nos parecemos com as bandas que eles estão acostumados a ouvir! Mas, quando eles têm a chance de nos ouvir sabem que estão enganados! Em segundo lugar, nossa image desse jeito nos ajuda sim, a vender mais. E isso se deve ao fato que temos muitos fãs Emo, hardcore, góticos, que é um grande mercado e este é nosso alvo, pois há sempre um grande mercado só baseado em vender ‘imagem’. Então, se uma pessoa não gosta do nosso jeito de se vestir, haverá outras 9 que gostarão!
Alex – Quantos lançamentos entre álbums, CDs, splits, vocês tiveram ao longo da carreira?
Jona – Na verdade nós temos 5, porém 3 deles só podem ser encontrados na Austrália, por enquanto. Lançamos nosso primeiro EP “Choose to love, live or die”, seguido por um split EP Parkway Drive de Byron Bay. Então, lançamos nosso debut “When Goodbye Means Forever” (disponível mundialmente via Hand of Hope/Resist Records), um EP chamado “Your Past Comes Back to Haunt You” e o novo “Music for the Recently Deceased” através da Metal Blade Records.
Alex – Quais outras bandas australianas você pode mencionar que estão em alta hoje em dia? Eu acho que apenas AC/DC, Pegasus (mais dentro do estilo Manowar) e Men At Work, que nem metal é, são bem conhecidas no Brasil...
Jona – Nós temos muitas bandas de rock mainstream, e incluiria também INXS, The Living End, Frenzal Rhomb, etc. Falando de hardcore/metal posso citar The Red Shore, The Abandonment, Parway Drive, Cry Murder, Psycroptic, Carpathian e muitas outras. Procure no Myspace! (Risos).
Alex – Obrigado pela entrevista! É uma pena que não rolou por telefone desta vez mas de qualquer maneira é uma chance pras pessoas aqui no Brasil conhecerem melhor o IKTPQ!
Jona – Sem problemas meu amigo. Muito obrigado a todos! IKTPQ 666.
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Alex Estevam começou a ouvir rock do bom por culpa do pai, José Estevam. Com 5 anos já embalava as tardes de domingo ouvindo The Beatles, Pink Floyd, Rush, The Who, Jethro Tull, ao lado do velho. Depois chegou à adolescência e pai começou a ouvir música pesada por culpa do filho, e mãe que agüente! Isso que é o amor! Desde então os dois compartilham de uma paixão pela banda mais fodástica do universo - o Blind Guardian. Alex não contente em só ouvir, quis também escrever, como nunca arrumou uma banda, canalizou suas energias para prestar algum serviço ao heavy metal, então criou o stormside.NET em meados de 2000 para divulgar bandas, acabou mingüando por falta de tempo, mas a vontade nunca mingüou e hoje colabora com o Whiplash além de ser mantenedor do webBANGER ao lado do mestre Thiago (El Cid) Cardim.
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