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Bruce Kulick fala sobre ex-companheiros do Kiss

O site The Pop Culture Addict conduziu recentemente uma entrevista com o guitarrista Bruce Kulick (ex-KISS, atual Grand Funk Railroad e Eric Singer Project). Bruce falou sobre a atual situação da banda de Gene Simmons e Paul Stanley.

Você disse que não está mais envolvido com o KISS mas a qualquer momento pode voltar a trabalhar com eles. Você considera Gene, Paul e os outros caras amigos ou apenas companheiros de banda? É mais uma relação profissional ou algo diferente?

"É mais uma relação profissional. Gene não é o tipo de cara que tem amigos da maneira que você tem. Ele é completamente business. É uma cara legal e divertido e tenho boas memórias de me divertir com ele. Especialmente quando estava na banda, mas quando falo em ser parte da família, para eles significa todo mundo com quem eles se sentem confortáveis em trabalhar junto ou aqueles que eles respeitam e acham legais. Digo, quantas pessoas podem dizer que ligam para Gene Simmons e conseguem uma resposta? Paul é um pouco mais fácil de se aproximar, de certa maneira. Eles são difíceis mas é gratificante (estar com eles)".

Me corrija se estiver errado, mas parece que até "Carnival of Souls" você não chegou a cantar ou escrever muito material, certo?

"Bem, é verdade. Sobre escrever, tentei o máximo que podia, mas cada álbum era uma competição entre Gene e Paul. Às vezes Gene era muito aberto a escrever comigo. Outras vezes era Paul. Outras nenhum. Sempre era uma luta. Co-escreví quatro músicas em 'Crazy Nights'. Sempre dependia o que estava acontecendo. Nunca havia pedido para cantar. A única razão pela qual acabei cantando "I walk alone", que ajudei a escrever, foi porque, primeiro, tinha uma boa visão em relação à música, que à época estava difícil e não conseguíamos descobrir o que fazer em certas sessões para torná-la mais coesa. Nunca desistí dela, mostrava para Gene e falava 'Olhe, é uma nova demo. O que você acha?'. Sempre a cantava como voz-guia, e então o co-produtor Tob Wright ouviu e disse 'Sabem, Bruce deveria cantar essa'. Acho que Gene sabia que aquele era um dos meus últimos momentos na banda, então..."

Você sentia que estar no KISS não permitia seu crescimento como compositor ou cantor?

"Oh não, eu sabia minha função. É como George Harrison. Ele era um brilhante compositor. Escreveu 'Something' e outras músicas brilhantes, mas quando se está numa banda chamada Beatles, com pessoas como Lennon e McCartney pode não haver espaço para você. Não estou comparando Kiss e Beatles, só quero lhe dar uma idéia de como é. Sou criativo e posso escrever músicas, por isso me dedico tanto aos meus álbuns solo. Sempre escreví quando trabalhei com Michael Bolton, BlackJack, e uma das músicas chegou a ser regravada pelo Kanye West, astro do rap. Então sei como compor, mas minha função no KISS era ser o guitarrista-solo, e se pudesse contribuir com alguns riffs, legal, mas se não desse e eles fizessem sozinhos, não podia espernear e gritar. Não era o dono da banda, não era minha criação. No Union, tudo era escrito por mim e John Corabi e os produtores. Nos meus discos-solo escrevo tudo sozinho. Então é apenas a natureza da situação".

Sobre a maquiagem de Ace Frehley, você foi convidado a usá-la antes de Tommy Thayer?

"Não. Sabe, é uma boa pergunta. Os fãs sempre querem saber se, já que Eric Singer está com a maquiagem de Peter Criss como não estou na de Ace. Devemos lembrar das dinâmicas de como as coisas aconteciam na banda. Havia Ace Frehley, que era muito importante para a história do grupo, de volta à banda e voltando a ser Ace. Ele tem alguns problemas, talvez seja um pouco surreal. Uma vez Tommy teve que se vestir de Ace e se preparar para substituí-lo, pois ele era o tour manager e trabalhava para a banda. Tommy é um grande guitarrista. Ajudou Ace a ficar em forma para a Reunion Tour. Ele tocava em uma banda tributo. Tocava no Black N Blue, que era uma boa banda para o estilo de música que era popular à época, mas também havia a banda tributo ao KISS chamada Cold Gin. Os ví uma vez, e Jamie St. James, que era o vocalista do Black N Blue e hoje é do Warrant, fazia o papel de Peter Criss. Então, Tommy sabia exatamente como era ser Ace Frehley. E conseguiu. Um dia, fizeram ele colocar a roupa e a maquiagem, pois Ace havia perdido o vôo e não poderia fazer o show. O empresário anunciou que Ace não estava lá e Tommy o substituiria".

Fizeram isso com Peter também...

"É, fizeram isso e o substituíram pelo roadie (Eddie Kanon, em um show que Peter não pôde fazer devido a uma tendinite). No fim, o que estou dizendo é que Ace estava confuso, eles achavam que tinham um guitarrista e não tinham, e você sabe, era fácil para Tommy resolver a situação. Eu tinha uma grande proposta do Grand Funk Railroad. Se me pedissem para fazer isso, estaria virando as costas para os doze anos em que fui Bruce Kulick na banda para ser Ace Frehley. Não seria legal para mim. Sem contar que, assim que Ace quisesse seu lugar de volta, entraria no palco, e eu teria perdido o meu trabalho com o Grand Funk. Então estou feliz em não ter sido convidado. Teria sido inconveniente. Precisaria de alguma real segurança e acho que eles não estariam prontos para me dar isso. Já Tommy, mesmo que deixasse de estar no palco, continuaria trabalhando com eles".

Leia a entrevista completa (em inglês) aqui.

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Sobre João Renato Alves

27 anos, jornalista formado pela Universidade de Cruz Alta. Kissmaníaco inveterado, um verdadeiro apaixonado pela banda de Gene Simmons e Paul Stanley. Idolatra com quase a mesma paixão Queen, Van Halen e Black Sabbath. Aprecia desde o Rock dos anos 50 (Elvis, Little Richard, Chuck Berry, entre outros) e 60 (Beatles, Rolling Stones, The Who, Led Zeppelin...), Hard Rock dos 70's (AC/DC, Deep Purple, Alice Cooper...) e 80's (Mötley Crüe, Def Leppard, Europe, Talisman...), Metal Tradicional (Judas Priest, Dio, Ozzy...), NWOBHM (Iron Maiden, Saxon, Angel Witch...) e Thrash oitentista (Slayer, Destruction, Kreator...). Já teve um programa de rádio, chamado "Lavagem Cerebral", na Unicruz FM. Solteiro e seguidor das idéias de Gene Simmons em relação ao casamento.

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