Jason Kinnard, da Roadrunner Records, se reuniu com Dani Filth e Paul Allender, do CRADLE OF FILTH, algumas semanas atrás, para uma exclusiva entrevista. Alguns trechos desse papo:
P: A última vez que vocês estiveram nos Estados Unidos foi em 2004 (para a Headbanger’s Ball Tour) Quais são seus planos para os próximos meses?
Dani: Vamos para a Europa fazer... divulgação para a imprensa. Também vamos fazer um vídeo para a música “Temptation”, finalizar mais algumas faixas que não entraram no álbum... mesmo produtor, mesmo encarregado da mixagem (Andy Sneap). E outras coisas também, tudo o que uma banda costuma fazer. Depois faremos turnês... três datas na Turquia, depois vamos pra Los Angeles para uma sessão de autógrafos na loja Hot Topic no Halloween e começaremos a turnê européia algumas semanas depois, que deve durar até o Natal. Vamos pra Europa primeiro, testamos a nossa parafernália do show e depois mandamos tudo para cá... deveremos estar aqui nos Estados Unidos na segunda ou terceira semana de janeiro.
P: Em 2003, vocês foram a atração principal no segundo palco do Ozzfest. Vocês têm planos de tocar novamente em um festival no verão?
Dani: Esse é o nosso plano pro ano que vem. Nós gostaríamos de voltar ao Ozzfest porque, no ano em que tocamos lá, nos divertimos muito. Não somente nós, mas a equipe do Ozzfest, o resto das bandas, foi muito divertido. Por isso... obviamente, não haverá a mesma magia da primeira vez, mas acho que gostaríamos de fazer isso de novo.
P: Por que vocês escolheram fazer um cover de “Temptation” [da banda HEAVEN 17]?
Dani: Porque já fizemos covers do MAIDEN e do SLAYER... se formos fazer um cover de metal, poderíamos também fazer um cover de uma de nossas próprias músicas. Se tocamos uma música do MAIDEN em nosso estilo, fica literalmente parecendo que é nossa. Então... pensamos em fazer algo tão fora do comum... se tocássemos “Thriller”, do MICHAEL JACKSON, ainda iria ficar muito “gay”, devido ao estilo da letra e das melodias, mas “Temptation” acabou ficando bem pesada.
P: No novo álbum, vocês usaram três tecladistas?
Dani: É, usamos. Mas eles não tocaram ao mesmo tempo. Quando demitimos nosso outro tecladista, percebemos que não precisávamos de um tecladista tanto assim. Mas temos uma tecladista para as turnês chamada Rosie, e ela é ótima. Ela só participou do final do processo de gravação, mas eu acho que ela participará do próximo álbum.
Mas já trabalhamos com esse pessoal... um cara até chegou a escrever todos os arranjos para a orquestra, e o terceiro é Chris Rehn, que está numa banda com Sarah Jezebel Deva, chamada ANGTORIA. Epa, na verdade são quatro... porque também há um americano que cuida de toda nossa parte eletrônica e faz todos esses “loops” doidos.
P: Eu soube que vocês tiveram algumas experiências assustadoras no estúdio.
Dani: Eu não diria que foram assustadoras, mas certamente foram esquisitas. Talvez eu tenha ficado um pouco assustado. Às vezes havia o som de um brinquedo de corda de criança. E eu me convenci de que era o produtor fazendo uma sacanagem comigo, porque eu e ele moramos naquela casa, uma enorme e arrepiante casa antiga no estilo georgiano... foi demais. Mas, certa noite, eu tinha acabado de me deitar e estava tentando dormir, aí tudo começou. Eu pulei da cama, não em choque, mas porque eu queria me encontrar com Rob [Caggiano, produtor]. Então eu me levantei, corri até o seu quarto todo pelado e vi que ele estava ouvindo música com seus fones de ouvido e usando seu computador. Aí ele desceu e reviramos completamente o quarto procurando o que tinha feito aquele som. Então eu disse: “Não vamos sair daqui até encontrar o que você escondeu no meu quarto”.
P: Mas você não foi o único que ouviu, certo?
Paul: Não. Eu coloquei meu equipamento de estúdio no quarto, para eu poder mudar algumas coisas. Eu estava sentado trabalhando quando ouvi aquele barulho que vinha do banheiro. E eu pensei: “Que po**a é essa?”. Não havia nada lá. Mas primeiro eu ouvia só uma nota de vez em quando e, às vezes, umas duas, se eu tivesse sorte. E então, perto do fim das sessões, estávamos todos sentados jantando e aquele barulho do ca**te parecia que vinha da mesa toda.
Dani: Eu ouvi umas 5 ou 6 vezes quando as sessões estavam terminando.
Paul: Na última noite, quando eu estava arrumando as minhas coisas, ouvimos o barulho vindo do corredor. Po**a, aquilo estava deixando a gente louco! Às vezes ficava rápido, lento, parecia que harmonias eram tocadas, ouvíamos de tudo.
P: Vocês deviam ter gravado aquilo.
Dani: É verdade (risos).
Paul: Foi inacreditável aquela merda toda. Todo mundo ficava olhando pros lados e se perguntando “De onde vem isso?”.
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Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".
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