Em parceria com Tribuzy, o Whiplash! traz aos leitores o Execution Hall, uma nova sala aberta para que os fãs enviem suas perguntas a alguns dos convidados de Renato Tribuzy no álbum "Execution". Após Chris Dale, agora é a vez do baixista e vocalista Mat Sinner (Primal Fear, Sinner) conversar com Tribuzy e seus fãs. Leia abaixo.

Mat Sinner: Meu irmão tocou “Burn” do Deep Purple para mim. Eu era um bem-sucedido jogador de futebol da Seleção Alemã de jovens, mas a partir daquele momento, eu realmente comecei a pensar em formar uma banda. Tornei-me Mat Sinner alguns anos depois, quando chutei o baterista do Sinner e o imbecil queria roubar o nome da banda para ele. Aí tive que tomar conta de tudo de maneira profissional, e o mundo da música passou a me conhecer sob o nome Mat Sinnner (N. do E.: nome verdadeiro: Matthias Lasch).
Tribuzy: Você é um excelente baixista, e também um ótimo vocalista. Podemos confirmar isso em seu trabalho solo com o Sinner. Quem são seus heróis na música? Digo, como baixista, e vocalista?
Mat Sinner: Muito obrigado! Acho que Phil Lynott do Thin Lizzy foi o cara, a razão para que eu começasse a cantar e tocar baixo. Triste que ele não esteja mais entre nós, e tenha morrido tão cedo. Também gosto muito do Sting, com ou sem o The Police. Kip Winger é outro músico e compositor fantástico, que toca baixo e canta. Todos estes caras formam uma altíssima classe de musicalidade, com bom gosto em melodias e letras. Do ponto de vista de cantor de Rock, gosto de Sammy Hagar, David Coverdale, e numa abordagem musical um pouco diferente deles, curto o Billy Idol.
Tribuzy: Sabemos que você é um dos nomes mais importantes do Heavy Metal europeu, já tendo trabalhado na Nuclear Blast, e agora junto à MTM. Quão importante pra você, como músico, foi aprender de dentro das gravadoras, a maneira como as coisas funcionam no mercado?

Tribuzy: Quando você teve seu primeiro contato com Ralf Scheepers?
Mat Sinner: Vivemos na mesma cidade há muitos e muitos anos. Ralf tocava com o Tyran Pace e eu no Sinner. Como ambos éramos os vocalistas principais destes grupos, não havia necessidade de formamos uma banda juntos. Fizemos alguns shows com os dois conjuntos tocando no mesmo dia em nossa adolescência. Nesta época, ensaiamos juntos uma vez, e conversamos sobre a idéia de formarmos uma banda. Ralf cantou “Danger Zone” do Sinner, eu tenho as gravações aqui (risos). Depois ele entrou no Gamma Ray e obteve muito êxito com eles. Então, perdemos contato por um tempo, até que nós, Tom Naumann, e eu, ajudamos uma banda cover do Judas Priest que o Ralf tinha, em um show.
Tribuzy: O Primal Fear é uma das minhas bandas favoritas. Quem foi o real mentor da banda?
Mat Sinner: Eu, Ralf & Tom somos os co-fundadores do Primal Fear. Assumi a responsabilidade pelos negócios da banda, e assim que recebemos uma ótima oferta de nossa gravadora no Japão, a JVC, o Primal Fear nasceu, e recrutamos o baterista Klaus Sperling semanas depois. Kai Hansen do Gamma Ray ajudou com algumas partes de guitarra para o primeiro álbum, e depois firmamos Stefan Leibing na guitarra base como membro permanente do Primal Fear antes de nossa primeira turnê.
Tribuzy: Tive o grande prazer de gravar um cover de “The Nature Of Evil” do Sinner, e para que ficasse ainda melhor, tive você e Ralf cantando esta música comigo no álbum. Honestamente, o que passou pela sua mente quando você recebeu meu e-mail falando sobre a gravação desta faixa? (risos)

Perguntas dos fãs
Olá Mat, como foi para você gravar “Nature Of Evil” com Tribuzy? E o que você achou dessa nova versão em comparação com a original?(Lucas Couto Brito dos Santos, 16 anos, Rio de Janeiro – RJ, Brasil).
Mat Sinner: Eu realmente gosto das duas versões, ambas têm uma pegada diferente, e o seu próprio charme. Foi uma ótima experiência cantar esta música pela primeira vez ao vivo em São Paulo ao lado do meu amigo Renato.
Olá, primeiramente quero dizer que sou um grande fã do Primal Fear. Eu gostaria de saber o que podemos esperar do Primal Fear no Live ‘N’ Louder Festival... há algo especial para este show? (Walter Sólon, 14 anos, São Paulo – SP, Brasil).

Olá Mat Sinner, moro em Belo Horizonte, e gostaria de agradecer vocês por viram a Belo Horizonte com o Tribuzy no ano passado. Toco teclado, e gostaria de saber sua opinião, como músico, sobre os teclados no Heavy Metal. Numa banda como o Nightwish, o teclado é como um solo de guitarra, mas em alguns grupos góticos os teclados são apenas “criadores de atmosferas”. Gostaria de saber qual tipo de teclado você acha mais interessante para uma banda de Power Metal. Obrigado pela atenção, Primal Fear RULES!
(Juliano Faria, 15 anos, Belo Horizonte - MG, Brasil).
Mat Sinner: Obrigado Juliano. No meu ponto de vista, o teclado é um instrumento fantástico. Você pode tocar desde o som de um órgão hammond até o de uma guitarra pesada, e uma orquestra completa de cordas, ou então fazer um solo harmônico acompanhado por uma guitarra. É possível também criar atmosferas bombásticas, dos tons mais altos aos mais baixos. Você tem o alcance de uma escala inteira. Não há nenhum outro instrumento tão versátil quanto os teclados.
Eu gostaria de saber se sua família teve alguma influência negativa quando você decidiu tocar Heavy Metal, ou eles te apoiaram desde seus primeiros passos? (Flavio Henrique Martins Sartor, 19 anos, Florianópolis - SC, Brasil).
Mat Sinner: Como eu já era um jogador de futebol conhecido, meu pai foi totalmente contra o fato de eu gostar de Heavy Rock e Heavy Metal. Porém, no final das contas, ninguém podia me impedir de me tornar um músico totalmente dedicado.
Você disse em uma entrevista que a música “Demons & Angels” é a perfeita combinação entre o antigo e o novo Primal Fear. Seria essa música a que melhor define a banda? Caso não seja, qual seria a música que melhor define o Primal Fear? (Rafaela, 14 anos, São Paulo – SP, Brasil).

Quais as bandas você vem escutando ultimamente? (Ariel Werle, 16 anos, São João do Oeste – SC, Brasil).
Mat Sinner: Os últimos cinco álbuns que escutei hoje foram:
- Tourist – The Revelance Of Motion
- Evergrey – Monday Morning Apocalypse
- Katatonia – The Great Cold Distance
- Pink – I’m Not Dead
- Vengeance – Back In The Ring
Como você se sentiu tocando com Renato, Bruce, Roland, todos os outros, durante os shows de gravação do DVD Execution no Brasil com o Tribuzy?(Marcos Braga, 28 anos, Rio De janeiro, RJ - Brasil).
Mat Sinner: Eu gostei muito, vivi ótimos momentos. Todos estes caras foram muito educados, criativos, e estavam bem dispostos. As músicas resultaram muito bem, e mesmo os bis com Bruce na batera, eu, Ralf, e Jeff Scott Soto dividindo os vocais ficaram legais, nos divertimos muito. Roland e Roy são amigos meus há anos. Encontrei-me também com vários bons amigos durante a minha estadia, eu curto o Brasil todas as vezes que vou aí. Sinto-me muito bem quando estou visitando seu país. É por isso que estou sempre voltando ao Brasil, e ansioso pela chegada de Outubro (N. do E.: mês do Live ‘N’ Louder Rock Fest).
O primeiro contato que tive com seu trabalho foi através do álbum do Tribuzy. Eu já conhecia o Primal Fear, mas não sabia de sua banda solo. Amei a música “Natural Of Evil”, e agora sou um novo fã de seu trabalho solo. Na sua opinião, quão importante foi a decisão de Renato Tribuzy de gravar uma antiga música do Sinner e mostrar esse material a um novo público que não conhecia a banda até o momento? (Rodolfo Lavinsk, 16 anos, Santo André, São Paulo - Brasil).
Mat Sinner: Realmente não sei, e eu ainda não havia pensado sobre essa questão. Acho que a decisão do Renato de gravar a música teve uma razão. Tudo acontece por uma razão, e ele decidiu fazer um cover de “Nature Of Evil” pela música se adequar à sua voz e à visão dele sobre o álbum “Execution”. Quando pintar um novo álbum do Tribuzy, tenho certeza que podemos compor algumas coisas fantásticas juntos. Fico realmente feliz em saber que você gostou e hoje curte o que faço com o Sinner. Há várias ótimas músicas compostas para esta banda. Confira “Judgement Day”, um dos meus álbuns favoritos. É excelente. Voltarei com o Sinner em estúdio em setembro para gravar novo material
Além do Tribuzy, quais outras bandas brasileiras você conhece? (Jaqueline Natal, 23 anos, Belo Horizonte – MG, Brasil).

Tribuzy: Muito obrigado Mat, espero que você tenha gostado de participar do Execution Hall. Por favor, sinta-se a vontade para deixar suas últimas palavras a todas as pessoas que estão lendo isso.
Mat Sinner: Obrigado! Espero ver todos vocês novamente em Outubro, e que tenhamos ótimos momentos juntos no Live ‘N’ Louder, e também uma festa após os shows. Brasil ROCKS!
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