Torture Squad - Exclusiva com o baterista Amílcar Chistofaro

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Torture Squad - Exclusiva com o baterista Amílcar Chistofaro


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Por Rafael Carnovale

Vítor Rodrigues (vocal), Castor (Baixo), Maurício Nogueira (guitarra) e Amílcar Christófaro (bateria) definitivamente manjam horrores de thrash metal. Após lançar o genial “Pandemonium” em 2003, o Torture Squad passou de um grande nome do “underground” a um nome respeitado em todo o Brasil, com shows importantes em vários estados. De um desses shows na casa Led Slay em São Paulo surgiu o CD/DVD ao vivo “Death, Chaos and Torture Alive”. Aproveitando que a banda está divulgando este CD em pleno vapor, e coincidindo com o show conjunto que farão com o Krisiun e as bandas Tristania e Kreator, batemos um papo interessantíssimo com o simpatico batera Amílcar. Confira abaixo o que rolou:



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Whiplash - O cd “Death,Chaos and Torture Alive” foi gravado em 2003, mas só está sendo lançado agora (final de 2004). O que motivou esse atraso?

Amílcar / Todo atraso foi devido a quebra de palavra que a Paradoxx Music teve com a gente. Pois quando foi fechado para eles lançarem o cd e o dvd eles prometeram que sairía até setembro de 2004, que no caso era um mês antes de sairmos para a tour brasileira do Death, Chaos and Torture Alive. Conclusão, não saiu e no meio da tour as duas partes chegaram em um consenso que seria melhor rescindir o contrato só que eles já tinham feito uma quantidade do cd ao vivo e começaram a vender sem a nossa permissão. Então eu tive que esperar chegar em São Paulo para poder ajeitar as coisas e agora que tudo está entrando nos eixos novamente. No momento não somos mais da Paradoxx Music e já temos algumas gravadoras em vista que estão interessadas em lançar o cd e o dvd ao vivo.

Whiplash - Como vem sendo a resposta do público a esse primeiro registro ao vivo da banda?

Amílcar / Muito melhor do que imaginávamos pois tínhamos muito medo de gravar um ao vivo devido à gravação. Mas depois da qualidade de gravação do Pompeu, a mixagem do Cristiano e a masterização do Heros do Mr.Som a gente começou a pegar muito mais confiança no trabalho e isso parece que quem está escutando está percebendo tanto que estamos recebendo muitos elogios tanto da performance da banda ao vivo quanto da gravação.

Whiplash - O Torture Squad fez um show aclamado pelo público no Brasil Metal Union de 2004. Eu estive presente e pude ver a reação da platéia. Como foi para vocês tocar nesse festival, e fechando o segundo dia?

Amílcar / Uma honra indescritível! Você pode ter certeza de que esse show é muito importante para a carreira do Torture Squad pois fechar um evento só com bandas brasileiras em uma casa de show como o Direct TV é sinal de que o trabalho da banda está no caminho certo e está sendo reconhecido não só pelos Headbangers que nos acompanham nesses anos todos como pela mídia especializada também.

Whiplash - Por curiosidade, o Detonator (vocalista do Massacration) estava ao lado do palco durante o show, literalmente batendo cabeça e se declarou fã da banda. O que vocês acham da paródia feita pelo Massacration aos clichês do heavy metal, já que alguns músicos se colocam contra tal atitude?

Amílcar / Pra te falar a verdade, pra mim é uma coisa normal como o Spinal Tap fazia na década de oitenta, sempre teve as bandas que faziam paródia das outras. Ainda mais eles que fazem um negócio mais teatral com o Joselito entrando no meio do show e um outro que é advogado, então tem que levar mais na brincadeira mesmo e querendo ou não, eles podem estar levando um pessoal que nunca teve contato com o Heavy Metal a começar a conhecer mais bandas e assim se apronfundar no estilo e se tornar os mais novos rockeiros e headbangers da cena. O Brunão é muito gente fina e tem até o Death Tribute que é ducaralho e isso quer dizer que além deles fazerem as palhaçadas deles , eles curtem o som.

Whiplash - O primeiro cd “full lenght” da banda (“Asylum of Shadows”) traz fortes influências do Slayer de “Seasons in The Abssys”, com riffs cadenciados intercalados a passagens bem rápidas. Como vocês descrevem esta influência?

Amílcar / Na verdade o Asylum of Shadows é o nosso segundo álbum e o primeiro é o Shivering, mas quanto à influência de Slayer eu acho que em todos os álbuns temos influência deles e não só no Asylum of Shadows. Slayer é um dos maiores pais do Thrash/Death metal mundial e definitivamente não tem como não ter influência deles pro resto da vida (risos).

Whiplash - O Torture Squad sempre foi uma banda com bastante conceito no movimento “undergrond”, mas de uns anos para cá, principalmente com “Pandemonium”, a mídia especializada passou a dar muita atenção e vocês começaram a tocar em enventos maiores, abrindo shows para o Dimmu Borgir e futuramente para o Kreator. Como é para a banda essa nova fase, com maior atenção da mídia e possiblidades de shows com mais estrutura?

Amílcar / Primeiro que estamos felizes demais com tudo que está acontecendo e se está acontecendo é devido ao trabalho incessante da banda pelo profissionalismo e do nosso caráter também pois nunca perdemos tempo pra pensar em falar ou fazer mal para outra banda só para nos sobresair. A gente sempre procurou por tudo isso que está rolando e sabemos que também há muita coisa para acontecer e que isso é só a ponta do iceberg manja? Estamos muito felizes mesmo que as revistas, programas de rádio e até a própria MTV. Quando mandamos o clip da Horror and Torture para o Riff, passaram várias vezes no programa e isso é muito gratificante para a gente pois nos ajuda muito na divulgação da banda.

Whiplash - “Asylum of Shadows” e “Pandemonium” foram produzidos por Marcelo Pompeu, do Korzus (sendo que “Pandemonium teve também a participação de Heros Trench). Como é a relação entre as duas bandas, considerando que ambas investem no mesmo estilo?

Amílcar / Melhor impossível e nós temos um respeito eterno pelo pessoal do Korzus pois muito das minhas lembranças de que eu ia aos shows era na maioria das vezes nos shows do Korzus no Aeroanta, no Black Jack e etc... Nunca imaginávamos que iríamos ter uma relação de amizade tão grande com eles como temos e isso é uma grande honra pra gente.

Amílcar / Eu não acho que investimos no mesmo estilo,pelo fato de que o Korzus é Thrashão total e nós somos mais death/thrash e isso diferencia muito o som das duas bandas. Aliás o Ties of Blood tá um arregaço e recomendo a todos escutarem o poderio thrash que está esse disco!

Whiplash - Curiosamente o cd “Unholy Spell” não foi produzido por Pompeu ou Heros, e sim por Ciero, que hoje possui um estúdio. Qual a razão para a mudança de produtor e quão influente tal fato foi para a sonoridade do Torture Squad?

Amílcar / Um produtor influencia e muito na sonoridade de um disco. Eu diria que é o fator principal aliás. O lance de termos feito o The Unholy Spell com o Ciero e o Asylum of Shadows e o Pandemonium com o Pompeu e o Heros do Mr.Som não representa que gostamos mais de um do que do outro. Gostamos de todos tanto como amigos e como produtores e uma prova disso é você escutar o Thrasher do Claustrofobia que foi gravado no Da Tribo com a produção do Ciero e pegar o Pandemonium e o Ties of Blood do Korzus e ver que a gravação também é ducaralho. Com qualquer um que trabalharmos nós vamos nos sentir em casa e isso é que uma das coisas que mais importa também.

Whiplash - A banda possui um contexto lírico bem variado, indo de histórias de terror a críticas sobre a violência. Eu gostaria que vocês falassem um pouco sobre isso e exemplificassem com duas músicas: “Area 51” e “Requiem for a Headless Rider”.

Amílcar / Eu acho que isso também é um fator que diferencia pois nunca falamos de uma coisa só. Isso faz com que a pessoa que se interessa nas letras ela fica interessada não só em uma ou outra letra e ele vai querer ler todas pois sabe que cada uma tem uma coisa para passar.

Amílcar / A Área 51 fala sobre o que é a Área 51 mesmo, ou seja, o lugar que os militares americanos guardam todos os tipos de destroços de OVNIS que tem contato com a terra e dizem que existem até ET’s vivos por lá. Um clip que demostra muito bem como que é a Área 51, é o clip da “Hangar 18” do Megadeth que mostra vários Et’s e pessoas fazendo experiências neles. Pois o Hangar 18 é um dos Hangares que existem dentro da Área 51. E a Requiem for a Headles Rider é um prenúncio da letra que vem depois com a música Curse of the Slepp Hollow que fala sobre o filme que leva o mesmo nome só que aqui no Brasil se chama “A lenda do Cavaleiro sem cabeça”. Tanto que tem uns barulhos e ruídos na música que tem tudo a ver com o clima do filme.

Whiplash - A banda lançou “Pandemonium” em 2003. Já se vão 2 anos. Como estão os preparativos para um novo álbum de estúdio?

Amílcar / Já temos cinco músicas novas e creio que até metade do ano já temos um álbum novo inteiro, mas o nosso objetivo para esse ano é divulgar ao máximo o cd e dvd ao vivo tanto aqui no Brasil quanto no exterior pois conseqüentemente estaremos divulgando mais ainda o Pandemonium.

Whiplash - Uma característica das bandas que investem no thrash/death metal é a incorporação de novos elementos ao seu som. O Kreator passou por isso em “Endorama”, o Slayer em “God Hates Us All”, e o Metallica em toda a fase pós “Black Album”. Paralelamente, bandas como In Flames e Children of Bodom incorporam mais elementos de metal tradicional em seu som. Vocês se consideram propensos a tal iniciativa?

Amílcar / Elementos tradicionais no nosso som nós sempre tivemos!!! Se você escutar o Shivering e o Asylum of Shadows verá que temos partes totalmente Heavy Metal no meio das músicas. Não são grandes mas sempre fizeram parte do contexto de composição da banda então pra gente isso não é nem questão de evoluir pois já está inserido na banda.

Amílcar / Uma banda que demonstrou como é que se evolui sem sair do estilo inicial foi o Death. Você escuta o Scream Blood Gory e o The sound of Perseverance e é esquisito pois é totalmente diferente um álbum do outro mas sabe que é Death, não é? (risos) E são maravilhosos!!! Isso sim é uma forma descomunal de evoluir dentro do estilo. Com o Torture Squad vai ser a mesma coisa. Para evoluir basta você gostar de tocar aquilo que você toca e ter bom senso para compor.

Whiplash - Agora uma pergunta curiosa: os músicos de bandas de thrash ocasionalmente ouvem bandas de outros estilos musicais. Que banda vocês apontariam como a mais inimaginável de ser ouvida por um integrante do Torture Squad?

Amílcar / Com certeza o Heavy Metal em geral é que nós escutamos mais, mas existem outros estilos que escutamos também, como Blues, Jazz e Música clássica. Mas não é nada do tipo chego em casa e falo “Nossa, velho, tô louco pra escutar um Bethoven!!!” (risos).

Amílcar / São tipos de músicas que com certeza acrescentam muito em um músico. No momento, e eu posso dizer pela maioria da banda, a gente ta pirando em ZZ Top. A discografia inteira mas principalmente os primeiros que são uma mescla de Rock’n Roll com Blues que é um absurdo de felling.e não tem como não gostar.

Whiplash - A produção do cd ao vivo está excelente. Como vocês conseguiram obter uma sonoridade tão boa?

Amílcar / Isso é tudo culpa do Heros, Pompeu e do Cristiano do Mr.Som. (risos) Com certeza eles fizeram um ótimo trabalho em montar uma mesa somente para a gravação pois o que estava saindo nos PA’s não era o que estava indo para a gravação. Eram canais separados, então isso deu uma abertura para poder mexer um pouco mais em equalização e altura dos intrumentos. O Camarim da Led Slay virou um Estúdio Móvel de gravação no dia. (risos) Os méritos são todos deles com certeza!

Whiplash - Falando agora nos shows de 2005, sabemos que vocês abrirão para o Kreator em SP e MG, e o Tristania está incluído nesse pacote, além do Krisiun em SP. Qual a expectativa para esses shows, e particularmente para o show de SP, aonde o Tristania, banda gótica, tocará logo depois de vocês?

Amílcar / Pra gente será maravilhoso estar participando de um show desse porte! Estamos completamente honrados e felizes com o convite e vamos aproveitar para filmar também para no futuro usarmos as imagens. O Tristania particularmente não conheço muito mas sei que tem bastante fans e isso vai ser muito bom também pois muitas pessoas que vão para ver o Tristania terão a oportunidade de nos ver ao vivo. Quanto ao Krisiun e o Kreator, o que eu vou dizer?? (risos) Vai ser o fim do mundo esse festival!!! (risos)

Whiplash - E como está o calendário de shows do Torture para 2005?

Amílcar / Ainda bem que está cheio!!! (risos) Estamos marcando bastante shows esporádicos e também quase certos de fazer uma tour brasileira com uma banda americana que não posso dizer ainda, e quando estiver certo com certeza vocês serão os primeiros a saber. Também temos contato para fazer a nossa primeira tour nos EUA. Estamos batalhando para que dê tudo certo e com certeza dará.

Whiplash - Galera, muito obrigado pela entrevista. Nos vemos em SP no espaço das Américas dia 19/03 e este espaço é seu para deixar uma mensagem para os fãs e visitantes do site WHIPLASH!

Amílcar / Muito Obrigado pelo espaço para podermos divulgar o Torture Squad e queremos a presença de todos Headbangers nesse festival para assim mostrar para os produtores que dá pra acreditar em fazer festivais de Metal na nossa terra. Um grande abraço a todos! The Torture Never Stops!

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