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Iron Maiden: curiosidades sobre o "The Number Of The Beast"

O Blog “Aumenta Que Isso Aí É Rock N' Roll!” publicou um texto neste mês de fevereiro sobre as histórias que resumem as faixas de um dos maiores álbuns de ‘Heavy Metal’ de todos os tempos, “The Number of the Beast” do Iron Maiden. Música, curiosidades e personagens são citados detalhadamente para que o fã entenda melhor essa grande obra. Boa viagem!

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A Donzela de Ferro e a História: The Number Of The Beast (1982)

"Woe to you, Oh Earth and Sea... For the Devil sends the beast with wrath, because he knows the time is short...
Let him who hath understanding reckon the number of the beast for it is a human number... It's number, is Six Hundred and Sixty Six..."

Este aqui é considerado um dos melhores álbuns de Heavy Metal do planeta de todos os tempos. Aqui, uma pequena mudança acontece na banda. Pequena mesmo. O inglesinho de 1,68, Paul Bruce Dickinson entra para a banda, no lugar de Paul Di'Anno.

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Iron Maiden - The Number Of The Beast (1981)

The Number Of The Beast é o resultado de Harris ter assistido A Profecia II (Damien: Omen II) e ler o poema Tam o'Shanter do escritor escocês Robert Burns (1759-1796)

Tam o'Shanter também é o nome de uma coisa de colocar na cabeça, tipo de um cap (aquela boina com um pompom em cima). E o nome foi tirado do personagem e não o contrário. O poema escrito em escocês misturado com inglês, fala de uma visão de Tam o'Shanter voltando para casa depois de muito tempo estando no pub.

A introdução de The Number contém duas passagens da Bíblia: Apocalipse 12:12 e 13:18. A intro foi narrada por um locutor da radio Capital 95.8, que ainda funciona e tem o slogan: The uk's nº.1 hit music station.

Na época em que foi lançado, houve um grande murmurinho dos religiosos dizendo que a banda era do demônio - e ainda dizem - por conta do clip e da capa do CD. Mas todos os conhecedores da Donzela sabem que a banda não tem nada de satanista - e se tivesse seria boa do mesmo jeito.

Voltando ao primeiro som do álbum, Invaders fala sobre a invasão dos Vikings na Inglaterra. Os Vikings são uma antiga civilização nórdica, da Escandinávia (Suécia, Noruega e Dinamarca). Além de colonizadores e comerciantes, eram também conquistadores e engajaram-se na conquista dos demais territórios europeus como a França, Bretanha e ilhas do Atlântico Norte. Seu apogeu foi nos séculos VII e IX.

Os ataques dos vikings, principalmente os dinamarqueses, contra os ingleses começaram por volta do ano de 793. Eles tomaram vários reinos ingleses, ficaram por ali e passaram a comercializar. A área inglesa sob domínio dinamarquês era chamada de Danelaw - onde as leis dinamarquesas prevaleciam.

Depois disso foi aquela velha bagunça de povo conquistando povo: os ingleses recuperaram o território depois perderam de novo para os dinamarqueses que depois perderam para os normandos (eram vikings franceses por assim dizer).

Children Of The Damned é resultado de outro filme visto por Harris. Aliás, dois filmes: Village of the Damned e Children of the Damned. As duas séries tratam de crianças com poderes psíquicos.

Dizem também que Bruce na Radio 6 BBC, afirmou que esta música foi inspirada pelo som Children Of The Sea do Black Sabbath, na época do Dio.

The Prisioner é baseada em uma série de TV dos anos 60, estrelada por Patrick McGoohan. Na série, o agente abandona o serviço secreto britânico e é preso quando chega em casa. Ele é levado para "The Village", onde os nomes são trocados por números. Ele é o número 6. Na medida que o sujeito avança na hierarquia, seu número diminui até o 1, que manda no lugar.

A introdução da música "We want information, information, information. Who are You? The new number two. You are number six. I'm not a number ya. I'm a free man! Hahahahaha!", faz parte do segundo capítulo do seriado, The Chime Of Big Ben, aos 2:48.

22 Acacia Avenue segue com a saga da prostituta Charlotte que começou lá no primeiro álbum. Acacia Avenue dá nome para mais de 60 ruas no Reino Unido. A Acacia Road mais próxima onde Steve Harris nasceu, Leytonstone, fica em Hornchurch. A BBC e The Guardian tem reportagens sobre estas ruas.

Run To The Hills conta a história do massacre dos nativos americanos pelos estadunidenses. Após as 13 colônias estadunidenses conseguirem a separação da Grã-Bretanha, eles avançaram para o sul e o oeste da América. Tribos indígenas foram dizimadas sob o pretexto, com tons de nazismo, do tal do destino manifesto.

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O destino manifesto (1840) era o clamor dos estadunidenses de que eles eram predestinados pelo Deus deles a dominar a América - matando, invadindo e escravizando os demais povos "inferiores". E ainda o fazem, agora no mundo todo (não é mesmo senhores Bush 1, 2 e 3?!)

É bem similar também ao comando do Papa Urbano II para que as pessoas fossem para as Cruzadas (texto), e os que lá morressem iriam para o céu - e, de quebra, ganhariam alguns "trocados", saqueando os sarracenos - mas isto é outra história.

Gangland parece falar sobre um ex-gangster apavorado pelo seu passado. Falando em Gangues, nos EUA existem dados que tratam apenas dos perfis dos gângster, contam aqui no National Gang Center, subordinado a BJA (Bureau of Justice Assistence).

Total Eclipse descreve um eclipe total, onde todos ficam aterrados de medo diante da escuridão total.

Por fim, esperando em sua cela, quando os sinos começam a tocar, sem muito tempo para pensar na vida passada, pois às 5 horas o levarão para a forca, as areais do tempo estão acabando, devagar... Assim termina o post com Halloweed Be Thy Name, a narração de um pré enforcamento.

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Após este álbum, o baterista Clive Burr deu lugar a Nicko McBrain. A banda faz mais sucesso ainda e parte para a maratona de álbuns e tours pelo mundo. Mas esse é só o começo do sucesso da Donzela!

The Number Of The Beast - 1982

01. Invaders
02. Children Of The Damned
03. The Prisioner
04. 22 Acacia Avenue
05. The Number Of The Beast
06. Run To The Hills
07. Gangland
08. Total Eclipse
09. Haloweed Be Thy Name

Formação
Bruce Dickinson - Vocais
Steve Harris - Baixo e Backing Vocals
Dave Murray - Guitarra
Adrian Smith - Guitarra e Backing Vocals
Clive Burr - Bateria

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Sobre Leonardo M. Brauna

Leonardo M. Brauna é cearense de Maracanaú e desde 1989 vive à cultura e ideologia do Metal Pesado sendo fã ardoroso do Classic Rock ao Death Metal. A sua dedicação se define na constante busca por boas novidades e tesouros ainda obscuros.

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