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Candlemass: a histórias e as curiosidades de Chapter VI

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Logo após a gravação de “Tales Of Creation” a banda saiu em turnê, mas o clima ruim que se estabeleceu especialmente após a discussão entre Messiah Marcolin, Leif Edling e o empresário Dave Constable mudaria completamente os rumos que a banda seguiria dali em diante. Discussões a respeito de questões financeiras vieram à tona e o empresário Dave Constable deixou o Candlemass quando eles se preparavam para lançar “Live”, primeiro álbum ao vivo da banda. Leif então assumiu a função por cerca de seis meses e decidiu que era hora da banda se separar.

Nesse período Leif e Messiah se juntaram a Mike Wead e outros amigos para ensaiar e compor material que futuramente seria usado no projeto solo de Leif Edling, chamado “Abstrakt Algebra”. Algumas composições desse período também foram aproveitadas em “Chapter VI”.

Um novo contrato com o selo Music For Nations e propostas para excursionarem por Europa e Estados Unidos motivaram Leif a reunir a banda e o antigo empresário após muita conversa e diplomacia.

Durante a turnê velhos ressentimentos vieram à tona e não eram raras as ocasiões em que a banda se via envolta em problemas, especialmente com Messiah Marcolin. Em um dos episódios a banda quase teve que cancelar um show na Inglaterra porque Messiah foi assistir vídeos no ônibus da banda de abertura que ficou atolado durante uma nevasca.

Com o fim da turnê Messiah decidiu tirar férias enquanto a banda se reunia sem seu conhecimento para ensaiar e compor material para “Chapter VI”. O clima na banda piorou de vez quando Messiah retornou das férias e a banda se recusou a incluir material que ele havia composto. Ainda nesse período Messiah começa a gravar as primeiras linhas vocais para algumas canções quando Leif e Dave Constable tentam novamente convencê-lo a mudar seu estilo vocal, pedindo que ele diminuísse seus vibratos. Messiah se irritou e mostrando o dedo do meio xingou os dois enquanto saia do estúdio deixando a banda pela primeira vez.

Sem vocalista a banda pensou em trazer de volta Johan Lanqvist (vocalista em “Epicus Doomicus Metallicus”). Johan gravou algumas demos com a banda, entre elas “The Dying Illusion”, “The Ebony Throne”, “The End Of Pain” e “Temple Of The Dead”. O resultado das sessões não agradou a banda que achou que as canções não se adaptavam ao estilo de Lanqvist, mas o fator decisivo para a banda desistir da ideia de trazer Lanqvist de volta foi o fato do vocalista só aceitar se juntar ao Candlemass para gravar o álbum, deixando a banda logo a seguir, assim como em “Epicus Doomicus Metallicus”.

Em busca de um vocalista, Leif Edling presenciou uma interpretação impecável de Thomas Vikström na canção “Painkiller” do Judas Priest durante um show em um clube de Estocolmo. Após alguns testes com o novo vocalista, Vikström se juntou em definitivo à banda.

O álbum foi gravado e mixado nos estúdios Montezuma sob a produção de Rex Gillén, foi lançado em maio de 1992 e logo após o lançamento a banda saiu em turnê. A banda costumava excursionar pela Europa e Estados Unidos, mas dessa vez a banda realizou um antigo sonho, excursionar pela primeira vez por toda a Suécia, já que nos álbuns anteriores os shows em sua terra natal se restringiam a poucas datas, geralmente na capital Estocolmo. Em uma das apresentações no Elm Street, o baterista Jan Lindh ficou doente e teve de ser substituído por Ian Hauglan do Europe.

Se durante a turnê a receptividade do fãs animou a banda, o mesmo não pode ser dito no que diz respeito às vendas do álbum. As mudanças na sonoridade, com os teclados ganhando maior destaque nas composições e a saída de Messiah Marcolin podem ter afastado muitos fãs, que provavelmente esperavam um trabalho que seguisse o caminho de “Tales Of Creation”. Atualmente “Chapter VI” ganhou o status de álbum “cult”, apreciado por muitos fãs que consideram que o álbum foi subestimado na época de seu lançamento.

O álbum foi relançado em 2008 com faixas extras contidas originalmente no Ep “Sigge Furst” em que a banda canta em sueco e um DVD bônus com uma apresentação ao vivo em Uddevalla em 93 junto com o vídeo promocional de “The Dying Illusion”.

A seguir algumas curiosidades de cada faixa:

The Dying Illusion

Foi gravado um vídeo para a faixa, incluído no DVD bônus da edição de 2008. O vídeo foi censurado pela MTV devido às cenas de sexo. A primeira versão da canção se chamava “Night Of The Witch” e foi cantada por Messiah Marcolin durante a turnê americana em 91, performance que pode ser conferida no disco 2 do DVD - “Documents Of Doom”.

Julie Laughs No More

Primeira faixa creditada a Lars Johansson em um álbum do Candlemass, dividindo os créditos com Leif Edling. Foi gravado um vídeo para a faixa que não chegou a ser finalizado. Leif Edling perdeu a fita original e nunca foi encontrada sequer uma cópia do mesmo.

Where The Runes Still Speak

A primeira inspiração para a letra veio do relacionamento de Leif Edling com sua ex-namorada. Fala como se curar e superar os momentos difíceis da vida.

The Ebony Throne

Juntamente com “The Dying Illusion”, “Temple Of The Dead” e The End Of Pain foi composta antes de Thomas Vikström se juntar a banda. Na época a banda cogitava trazer Johan Lanqvist, vocalista no álbum “Epicus Doomicus Metallicus” de volta à banda. Essas versões com Lanqvist nos vocais podem ser conferidas no box “Doomology”.

Temple Of The Dead

A inspiração para a faixa vem da “Egiptologia”. Leif leu tudo que pôde sobre o antigo Egito para compor a canção. A faixa nunca foi tocada ao vivo.

Aftermath

Mais uma canção creditada à Lars em parceria com Leif Edling. A canção fala sobre o cenário apocalíptico encontrado após a queda da bomba atômica.

Black Eyes

A canção foi inspirada em um filme de terror da qual Leif não lembra o título. Como na maioria das canções a letra é aberta a interpretações e muitos fãs especulam que ela fala a respeito da Aids. Questionado a respeito Leif Edling prefere manter o mistério sobre a letra da canção.

The End Of Pain

Enfrentando problemas para conseguir escrever as letras da canção, Leif encontrou a solução de maneira inusitada. Após mais de um mês de tentativas, a inspiração veio de algumas velhas revistas do Conan. Essa é mais uma das faixas que conta com a parceria entre Leif Edling e Lars Johansson na composição.

DVD Bônus

A edição de 2008 traz um DVD bônus com o vídeo de divulgação da faixa “The Dying Illusion” e uma apresentação ao vivo em Udevalla em 1993 , contando com Thomas Vikström nos vocais, com as seguintes faixas:

1 – Intro: Bullfest.
2 – The Dying Illusion.
3 – Dark Reflections.
4 – The Ebony Throne.
5 – At The Gallows End.
6 – Julie Laughs No More.
7 – The Well Of Souls.
8 – Dark Are The Veils Of Death.
9 - Mirror, Mirror.

Essa edição não foi lançada oficialmente no Brasil.

Fonte(s):
http://www.candlemass.se
Chapter VI – edição de 2008.
Entrevistas do DVD – The Curse Of Candlemass (2003).

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Sobre Alcides S. Maia Júnior

Conheceu o rock ainda moleque através do futebol, ao escutar We Are The Champions do Queen, a partir daí foi conhecendo diversas bandas clássicas como Black Sabbath, Deep Purple, Pink Floyd, Led Zeppelin, Rainbow, Judas Priest, Iron Maiden, Candlemass, entre outras.

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