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Hipgnosis: as dez capas de álbuns mais famosas

Do final dos anos 60 até o advento do Napster, as capas de discos faziam a alegria da galera do rock n´roll: desvendá-las, explicar “metafisicamente” seu conceito e outras saudáveis bobagens faziam parte do sabor da novidade em se escutar um registro novo. Algumas bandas elevaram à enésima potência a mística em torno da embalagem de seus trabalhos, lançando álbuns com capas diferentes, edições limitadas, capas de couro, símbolos estranhíssimos e por aí vai.

Aproveitando esse embalo, um grupo de designers ingleses começou a canalizar sua criatividade em projetos voltados exclusivamente a esse tipo de arte. Fundada em 1967, a Hipgnosis é tão emblemática para o rock n´ roll quanto os adereços de KEITH RICHARDS. Tendo clientes do naipe de PINK FLOYD, SCORPIONS e SABBATH, a empresa traduzia para suas ilustrações um retrato da época, valendo-se de uma construção de imagens que ultrapassava a mera estética gráfica, captando a simbologia de inquietação do imaginário coletivo.

O critério que utilizei para elaborar essa lista é o famoso método científico “olhou, lembrou”, ou seja, o reconhecimento quase imediato da capa - e não da importância da banda ou de sua discografia. È válido lembrar que se trata de um período de quatorze anos (de 1968 até 1982), tempo de duração da empresa, e de mais de quarenta capas produzidas no período. Ainda, a ordem apresentada abaixo é cronológica, e não propriamente de reconhecimento.

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1973 - “Dark Side of The Moon”

Em minha opinião, as capas posteriores feitas para o PINK FLOYD pela mesma empresa - “Wish You Were Here” (1975) e “Animals”(1977) - são esteticamente muito mais interessantes. O “x” da questão é que, em termos de reconhecimento, até a minha avó reconhece o prisma clássico – que é quase a representação da própria banda.

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1974 - “Phenomenon”

O terceiro disco do UFO juntou a “fome com a vontade de comer”: além de ser um clássico absoluto, que representou a virada hard rock para a banda, o álbum apresentava essa enigmática capa, contrastando o tradicionalismo com uma visão além das convenções. Top!

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1974 - “The Lamb Lies Down on Broadway”

Parte do conceito do rock progressivo está - claro - ligado à tradução de sua musicalidade peculiar - vide as louquíssimas capas do YES nos anos 70. Aqui o GENESIS não fica pra trás. O álbum – conceitual - traz uma imagem de alteridade em sua capa, candidatíssima à uma das melhores do gênero.

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1976 - “Dirty Deeds Done Dirt Cheap”

A bem da verdade, a capa original não era essa - que só foi inserida a partir da reedição do álbum – quando a banda já gozava de mais prestígio. Agora, verdade é que essa capa não foi superada pela banda - nem depois dos muitos milhões que vieram depois.

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1976 - “Technical Ecstasy”

Ozzy descreveu a capa do sétimo álbum do SABBATH como “dois robõs f....endo em uma escada rolante”. Mesmo a Hipgnosis tendo produzido posteriormente a arte de “Never Say Die”, essa capa reflete o contexto do full length: novos ares, nova versão tecnológica de mundo e o prenúncio do fim dos anos 70.

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1977 - “Going For The One”

De bobo, o pessoal do YES nunca teve nada: pegando o embalo do pessoal do FLOYD, contrataram a Hipgnosis e fizeram essa capa futurista, que retrata as torres gêmeas do Century Plaza Towers em Los Angeles.

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1979 - “In Through the Out Door”

Musicalmente falando, o menos inspirado dos discos do LED. Mas, até nisso eles tinham que dar uma colher de chá: a capa- que saiu em seis perspectivas diferentes sobre uma mesma imagem - é considerada uma das melhores da história do rock n´roll.

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1980 - “Animal Magnetism”

Dizem que uma imagem vale por mil palavras, então...

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1981 - “Difficult To Cure”

Segundo consta, essa capa nem foi produzida especificamente para esse disco do RAINBOW - seria uma opção para “Never Say Die”. O que dá para dizer é que BLACKMORE realmente tem sorte: a capa tem mais profundidade que o conteúdo do disco- que marcou a passagem do som da banda de hard pedreira para uma fase mais comercial.

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1981 - “High n´Dry”

O segundo álbum do DEF LEPPARD já começa com o pé direito: sua capa se tornou uma das poucas realmente interessantes do hard rock dos anos oitenta, marcado por lamentáveis fotos de gente maquiada até o último fio de cabelo.

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Sobre Paulo Severo da Costa

Paulo Severo da Costa é ensaísta, professor universitário e doente por rock n´roll. Adora críticas, mas não dá a mínima pra elas.

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