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Motorhead: a dieta que mantém Lemmy jovem e viçoso

Traduzido por Nacho Belgrande | Em 14/12/10 | Fonte: Site do Jornal Inglês THE GUARDIAN
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O jornal inglês THE GUARDIAN, do domingo passado publicou uma série de relatos e confissões do frontman do MOTORHEAD, LEMMY, todas relacionadas com sua particular ligação com a culinária. O que segue é uma tradução das citações como Lemmy as disse.

Minha mãe fazia esse bolo de cabeça pra baixo que sempre dava errado. Eu a fazia assá-lo de novo e de novo, por anos, porque eu gostava muito dele. Nunca dava certo, ainda assim, sempre dava certo, se é que você me entende.

Eu não como legumes. Eu como babatas e feijão verde e é só. Eu não quero saber se você come 200 alcachofras, você não vai aguentar até o fim de uma turnê. Purê de ervilhas, eu curto. Couve de Bruxelas. Eu não como nada com cebola dentro de qualquer modo. Eu as odeio – eu e RINGO STARR temos isso em comum.

Quando eu morava na Heaton Moore Lane em Stockport no começo dos anos 60 havia 35 outras pessoas vivendo no mesmo quarto, então era meio apertado. A dieta básica consistia de creme de arroz. Abra dois buracos na lata com um abridor de latas de cerveja antigo e você consegue chupar a ambrosia pra fora, sem problema.

Eu desenvolvi um gosto por comida gelada. Eu não tinha dinheiro pra serviço de quarto então eu comecei a roubar restos de comida deixados pra fora nas bandejas. Espaguete gelado, batatas frias, bife frio. Pizza gelada é um café da manhã perfeito, com muito sal.

As garotas costumavam roubar comida para nos alimentar, das geladeiras de seus pais e de lojas. Eu conhecia uma mina que conseguia roubar uma caixa de cereal de uma loja enquanto vestia apenas uma minissaia e uma camiseta. Onde Phyllis escondia os flocos de milho, eu jamais saberei.

Eu tocava no ROCKIN’ VICARS, que foi a primeira banda britânica a excursionar por trás da cortina de ferro. Muitas fotos foram tiradas de nós próximos a canados de leite. Jantamos – uma sopa de beterraba horrível – com o presidente Tito (da antiga Iugoslávia), mas eu estava embaixo da mesa e não acho que ele tenha ficado particularmente impressionado.

Viver em Los Angeles torna obter comida muito mais fácil. Eu posso ter uma refeição completa com dois garçons e uma mesa, trazida até minha porta. Ou pedir tiras de bacon pré-cozidas, despachadas para mim em uma caixa de poliestireno cheio de gelo seco do Omaha Steaks. Ainda assim eu não consigo comprar peixe com molho de salsa num saco pronto para ferver, e não há os feijões assados da Heinz certos, eles estão num molho diferente. Mas é geralmente contra os queijos que eu me indisponho.

Minhas refeições no camarim são algumas bolachas, alguns bolos, um prato de carne, um prato de queijo, alguns cigarros, alguns Jack Daniel’s. Eu tenho que dizer, eu não sou completamente fixado em Jack Daniel’s – só que é o que tem o melhor sistema de distribuição no mundo. Teve um período que eu bebia principalmente [o whisky americano com sabor de frutas] Southern Confort misturado com [cerveja do tipo lager produzida pela marca Carlsberg] Special Brew. O que eu tinha na cabeça?

Se um motorista de ônibus diz “Você não vai fazer zona nesse ônibus”, é peitar o destino, não é? Eu amo guerras de comida.

Uma vez eu fui jurado de um concurso de comedores de espaguete com [a cantora pop inglesa dos anos 80] Samantha Fox. Eu disse “Ele primeiro, ele segundo e ele em terceiro”. Eles estavam nojentos, as caras enterradas em tigelas enormes, cobertos de molho marinara, eu não sabia quem era um e quem era o outro.

Eu faço um bife muito bom. Eu nunca vesti um avental – não tem razão pra isso. Eu prefiro uma roupa de mergulhador completamente sem manchas na cozinha.

Esta é uma matéria antiga do site Whiplash.Net. Quer saber por que destacamos matérias antigas?

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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande, 33 anos, residente em Marilia - SP, é professor de inglês e francês, apesar de formado em Técnico de Engenharia de Estúdio pelo Recording Workshop de Los Angeles, nos EUA. Suas lembranças musicais mais remotas datam de 1983, com a fervilhante passagem do Kiss pelo Brasil e da alta popularidade do Queen no país. Fã(nático) por Mötley Crüe (de quem tem mais de 100 CDs), segue de perto também o trabalho de Slayer, Krisiun, Guns N´ Roses, Van Halen e Ozzy Osbourne, entre outros.

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