Glenn Hughes: Mais um grande álbum do veterano da música

Resenha - Resonate - Glenn Hughes

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Por Ricardo Pagliaro Thomaz
Enviar correções  |  Comentários  | 

Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Pensei que não veria mais um disco solo de Glenn Hughes! O ex-Deep Purple esteve tão entretido com o seu supergrupo, o excelente Black Country Communion, que não deu mais sinais de que lançaria algo novo; seu último lançamento solo foi em 2008.

Glenn Hughes: o que ele achou do Ronnie Romero no Rainbow?A morte das grandes bandas: vá a todo show grande que puder

Imagem

É com grande alegria que anuncio o retorno triunfal de Hughes e seu vozeirão soul, que a cada ano parece que fica melhor, diferente de vários outros vocalistas por aí!

Eu tenho sido um seguidor assíduo da carreira solo do baixista e vocalista desde 2003, quando ele lançou o maravilhoso Songs in the Key of Rock e me apresentou a seus projetos solo. O que sempre me atraiu no Hughes foi a combinação de sua potente voz soul, quase como uma voz de cantor negro, voz inclusive que só melhora com o passar dos anos, tanto que ele ainda é capaz de alcançar notas altíssimas, e também o seu estilo que mixa o melhor do Hard Rock com os gêneros do Funk americano e do Soul, as vezes até aliados a arranjos de Jazz.

Sim, o cara é versátil dessa forma. E se você observar as fases dele no Deep Purple e no Trapeze nos anos 70, vai perceber que todos estes elementos sempre estiveram em sua música. Resonate, lançado em Outubro de 2016, apenas faz o trabalho de nos lembrar novamente de todos estes valores sensacionais de seu som, e claro, nos traz novamente ao universo do músico, que ainda nos dias de hoje, ressona em nossa memória afetiva e nos proporciona novos e bons momentos do mais puro Rock'N'Roll. Glenn Hughes, David Coverdale, Tommy Bolin, Joe Lynn Turner... cara... o Deep Purple é realmente uma fábrica de Rock da mais alta qualidade! Quando alguém sai da banda, pode não fazer mais parte dela, mas a música permanece indelével no coração e na alma do cara que integrou o grupo inglês. Vamos então ao novo e vibrante lançamento de Glenn Hughes.

Para começar, os destaques, aquelas músicas que eu fiquei voltando diversas vezes no carro, e nunca me canso de ouvir. "Heavy", por exemplo, que abre o disco. Um exemplar da força e da categoria que o músico sempre teve! Um som forte, um Rock marcante, e, como diz o título, pesado! Glenn Hughes literalmente começa matando no grito. "Flow" tem aquele peso que ele imprimia no Purple, e de uma certa forma até mesmo lembra o peso do Sabbath; não por acaso, Hughes já trabalhou com Tony Iommi algumas vezes.

"Let It Shine" também se tornou outra de minhas favoritas; ela mistura o peso do Rock com a sutileza do Soul de compositores como Stevie Wonder, por exemplo. Também curti demais o trabalho de arranjos de Hughes com o tecladista australiano Lachy Doley e do dinamarquês Søren Andersen na guitarra, na ótima "Steady" e na pesada "How Long".

Depois destes destaques, tem aquelas músicas que você sempre pode esperar do músico. "My Town", por exemplo, é pesada e com um groove bastante excitante, assim como "God Of Money" e seus ótimos riffs e passagens. O lado mais Soul do músico, lado esse que ele nunca se preocupou em esconder, está bem impresso na boa "When I Fall", e na animada "Landmines"; e eis um último motivo para você ir atrás deste CD, a doce, triste e belíssima faixa de fechamento, a balada acústica "Nothing's The Same".

Em outras palavras, meu amigo, mais um grande álbum de Glenn Hughes, um veterano da música que sempre praticou aquele Hard Rock enérgico e maravilhoso de se ouvir. E podem ter certeza que, assim como a capa do disco faz referência ao púrpura profundo da qual Hughes foi protagonista indelével na história, a ideia que passa o nome do disco será praticada por mim, pois este disco vai ressonar durante muito tempo aqui no meu sistema de som. Faça você o mesmo e vá atrás dele.

Resonate (2016)
(Glenn Hughes)

Tracklist:
01. Heavy
02. My Town
03. Flow
04. Let It Shine
05. Steady
06. God of Money
07. How Long
08. When I Fall
09. Landmines
10. Stumble & Go
11. Long Time Gone
12. Nothing's the Same

Selo: Frontiers

Banda:
Glenn Hughes: voz, baixo, violão
Søren Andersen: guitarra
Pontus Engborg: bateria (faixas 2 - 10)
Chad Smith: bateria (faixas 1 e 11)
Lachy Doley: teclados
Luis Maldonado: violão (faixa 12)
Anna Maldonado: violoncelo (faixa 12)

Discografia anterior:
- First Underground Nuclear Kitchen (2008)
- Music for the Divine (2006)
- Iommi/Hughes - Fused (2005) - colaborativo
- Soul Mover (2005)
- Hughes Turner Project 2 (2003) - colaborativo
- Songs in the Key of Rock (2003)
- Hughes Turner Project (2002) - colaborativo
- Building the Machine (2001)
- A Soulful Christmas (2000)
- Return of Crystal Karma (2000)
- The Way It Is (1999)
- Addiction (1996)
- Feel (1995)
- From Now On... (1994)
- L.A. Blues Authority Volume II: Glenn Hughes – Blues (1992)
- Hughes/Thrall (1982) - colaborativo
- Play Me Out (1977)

Site: www.glennhughes.com

Para mais informações sobre música, filmes, HQs, livros, games e um monte de tralhas, acesse também meu blog: acienciadaopiniao.blogspot.com.br

Quer ficar atualizado? Siga no Facebook, Twitter, G+, Newsletter, etc

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Glenn Hughes: o que ele achou do Ronnie Romero no Rainbow?Todas as matérias e notícias sobre "Glenn Hughes"

Tony Iommi
Glenn Hughes era muito mais drogado que Ozzy Osbourne

Vocalistas
Os 10 melhores da história do rock

Deep Purple
"Sempre soubemos que venceríamos sem Gillan", revela Hughes

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Glenn Hughes"

A morte das grandes bandas
Vá a todo show grande que puder

System Of A Down
Daron Malakian ensina como ser músico

Charles Manson
Casamento era plano para expor seu cadáver

Cópia Infiel: Ato 1, Raul Seixas e o Dolo de OuroEsquisitices: algumas exigências bizarras para showsBurzum: Varg é condenado por xenofobia e racismo na FrançaIncrível: primeira wall of death gravada com câmera de 360ºNightwish: Tuomas até ouve outras pessoas, mas muitas vezes as erradasIPhones: veja capas relacionadas ao rock e heavy metal

Sobre Ricardo Pagliaro Thomaz

Roqueiro e apreciador da boa música desde os 9 anos de idade, quando mamãe me dizia para "parar de miar que nem gato" quando tentava cantarolar "Sweet Child O'Mine" ou "Paradise City". Primeiro disco de rock que ganhei: RPM - Rádio Pirata ao Vivo, e por mais que isso possa soar galhofa hoje em dia, escolhi o disco justamente por causa da caveira da capa e sim, hoje me envergonho disso! Sou também grande apreciador do hardão dos anos 70 e de rock progressivo, com algumas incursões na música pop de qualidade. Também aprecio o bom metal, embora minhas raízes roqueiras sejam mais calcadas no blues. Considero Freddie Mercury o cantor supremo que habita o cosmos do universo e não acredito que há a mínima possibilidade de alguém superá-lo um dia, pelo menos até o dia em que o Planeta Terra derreter e virar uma massa cinzenta sem vida.

Mais matérias de Ricardo Pagliaro Thomaz no Whiplash.Net.

Link que não funciona para email (ignore)

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em agosto: 1.237.477 visitantes, 2.825.604 visitas, 7.034.755 pageviews.

Usuários online