Ramones: "Mondo Bizarro" é uma pérola pouco lembrada

Resenha - Mondo Bizarro - Ramones

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Por Daniel de Paiva Cazzoli
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Após o sucesso do single "Pet Semetary", parecia que o Ramones iria, finalmente, alcançar o merecido sucesso comercial. "Brain Drain", lançado em 1989 e que continha a citada faixa, foi tão bem recebido que culminou no lançamento, dois anos depois, do ao vivo - e à época em vinil duplo - "Loco Live".

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O sucessor gravado em 1992 vendeu muitas cópias no mundo inteiro, mesmo tendo chegado somente à 190º posição na Billboard 200. "Mondo Bizarro", primeiro álbum a contar com a participação de C.J. Ramone, é uma preciosidade quase nunca comentada na discografia da banda. Com forte acento pop em algumas canções, mas sem nunca abrir mão do Rock'n'Roll que tornou a banda cultuada até hoje, o décimo segundo álbum de estúdio é bem diversificado. Impossível não ficar com vontade de, após seus 37 minutos de duração, voltar à primeira faixa e reiniciar uma deliciosa e curta viagem por refrãos contagiantes, melodias dançantes, linhas vocais pegajosas e aquela velha espontaneidade e inocência que tornou a banda tão lendária.

"Censorshit", composta contra a hipócrita censura norte-americana, é um ótimo cartão de visitas, com a atitude punk que se espera deles. Segue-se a estranha - mas palatável - "The Job that Ate my Brain", que antecede o single "Poison Heart" - com o ex-baixista Dee Dee Ramone como um dos autores -, uma canção interessante que tenta seguir a fórmula de "Pet Semetary" e foi utilizada, inclusive, na sequência do filme homônimo. Não alcançou, entretanto, o mesmo resultado no teste do tempo.

A frenética e breve "Anxiety" prepara o ouvinte para a deliciosa "Strenght to Endure", com C.J. à frente dos vocais e que também ganhou videoclipe exibido à exaustão. Perfeita, da primeira à última nota! A seguinte, "It's Gonna be Alright", é uma das canções mais injustiçadas da banda. Quase nunca comentada, a faixa tem a cara do Ramones, com um refrão cativante e riff simples e comovente.

O cover do The Doors, "Take It as It Comes", conseguiu ficar com a cara das duas bandas, uma prévia do álbum de versões "Acid Eaters", que viria a ser lançado no ano seguinte. "Main Man", outra a contar com C.J. como vocalista, é a faixa mais fraca do álbum, pouco inspirada, mas logo vem "Tomorrow She Goes Away", um autêntico petardo ramônico. A cadenciada "I Won't Let it Happen" resgata um pouco daquelas baladas que a banda gravou no início da década de 80 e é bastante agradável.

Já próximo ao fim temos "Cabbies on Crack", sem grandes novidades, mesmo contando com o solo de guitarra do renomado Vernon Reid, fundador da banda Living Colour. Segue-se "Heidi is a Headcase", outra boa faixa. A derradeira canção, no entanto, é uma das melhores obras que se pode utilizar para denominar um estilo: "Touring" é Rock'n'Roll em estado bruto, com os maravilhosos clichês que fazem esse estilo ser tão fundamental na cultura mundial. É justamente com "Touring" que a vontade de voltar ao início do disco aparece. Deveria ser, para sempre, um daqueles hinos para ser tocado em cada início e fim de festa, sempre lembrando que Ramones é referência e influência para o que ouvimos até hoje, e não uma marca de camisa usada por quem nem sabe que a formação original da banda já não está entre nós. Hey Ho, Let's Go!

Faixas:
1. Censorshit (3:13)
2. The Job That Ate My Brain (2:17)
3. Poison Heart (4:04)
4. Anxiety (2:04)
5. Strength to Endure (2:59)
6. It's Gonna Be Alright (3:20)
7. Take It as It Comes (2:07)
8. Main Man (3:29)
9. Tomorrow She Goes Away (2:41)
10. I Won't Let It Happen (2:22)
11. Cabbies on Crack (3:01)
12. Heidi Is a Headcase (2:57)
13. Touring (2:51)

Formação:
Joey Ramone - vocal
Johnny Ramone - guitarra
C.J. Ramone - baixo e vocal de apoio
Marky Ramone - bateria

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Sobre Daniel de Paiva Cazzoli

Daniel é bancário, professor de Inglês e Português, fanático por Rock´n´Roll em quase todas as suas vertentes, tendo como início de tudo o quarteto fabuloso de Liverpool.

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