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Sepultura: Em plena forma e com mais um disco brilhante

Resenha - Machine Messiah - Sepultura

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Por Gleison Junior
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Falar sobre um dos principais nomes do Metal nacional pode parecer ser fácil, mas garanto, não é, afinal o legado que o Sepultura conquistou no decorrer dos anos é o sonho da maioria de jovens músicos que iniciam sua árdua missão de se tornar autossustentável apenas com a música.

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Um dos pontos mais complicados em sua trajetória e saber que existe três frentes de fãs do Sepultura, a primeira é aquela ultraconservadora que só aceita os materiais gravados na fase “Max Cavalera”, a outra é a geração anos 2000, que conheceram o Sepultura já com o vocalista “Derek Green” e a terceira e ultima, a que eu me incluo, os fãs da banda como um todo, sabendo e reconhecendo a importância dos músicos ao metal nacional e mundial com trabalhos primorosos e de impacto histórico cultural em distintas situações e épocas, e sim o Sepultura é cultura.

Após lançarem o excelente “The Mediator..” em 2013, a banda retorna com mais um novo álbum, o décimo quarto de estúdio “Machine Messiah”, sendo o oitavo com os vocais de Derek Green e o segundo do monstro das baquetas “Eloy Casagrande”.

Ao se iniciar a análise sobre o álbum, o primeiro ponto a se tocar é o fato de após anos sem gravar e produzir nada na Europa, nesse álbum a banda se reuniu no renomado estúdio “Gröndahl” que fica localizado na cidade de Estocolmo/Suécia, com toda a distribuição sendo feita pelos gigantes da “Nuclear Blast” e se preparou por meses para o lançamento do aguardo “Machine Messiah”.

O álbum apresenta novidades importantes que jamais foram utilizadas pela banda, orquestra, teclados, guitarras duplicadas e outros detalhes que ao decorrer da resenha apresento a vocês, outro adendo importante é a força imposta nos vocais de “Derek”, o vocalista manteve seu timbre, mas de longe é nítido que nesse álbum temos o melhor desempenho do músico em sua carreira a frente da banda.

Abrindo o álbum, a faixa-título “Machine Messiah”, seu andamento é arrastado e vai ganhando velocidade no decorrer de seu andamento, mais calmo e suave, os vocais de Derek chegam a ser irreconhecíveis, devido a leveza com que o mesmo impõem no início da faixa. A música imprime o sentimento de viagem introspectiva do ser.

Em seguida uma explosão de velocidade, variações, contra tempos, riffs mortais e vocais urrados, apresentam a faixa “I Am the Enemy” , a primeira música liberada para audição. Apesar de curta é emocionante ouvir as cavalgadas que “Andreas Kisser” impõe na faixa. Música típica e característica da atual fase da banda.

Mantendo a já tradicional exploração em instrumentos percussivos, a banda apresenta a faixa “Phantom Self”, a mesma já nasce para se tornar um clássico da banda, agora some aos instrumentos de percussão da faixa, elementos orquestrais, sim, o Sepultura está utilizando de orquestra em sua música, mas não se assuste os caras mandaram muito bem e todo o arranjo ficou perfeito e com um belíssimo andamento. Ponto mais que positivo a banda por essa inovação.

“Alethea” explora os tambores com muita técnica, um fardo fácil quando nas baquetas se encontra o monstro “Eloy Casagrande”, o conjunto harmônico da música é mais arrastado e variações de andamento de tempo em tempo. Tudo com timbragens pesadas e muita técnica.

Rica em elementos, a instrumental “Iceberg Dances”, mistura uma explosão de intensidade aos ouvidos, teclado, percussão, violão, são alguns dos instrumentos utilizados pela banda na faixa. Antes de torcer o nariz para uma música instrumental, escute a faixa inteira e perceba como é incrível a capacidade de mudança no andamento sem deixar o feeling cair.

Aos meus ouvidos, a faixa “Sworn Oath” tem um início Dark/Gothic, a exploração dos teclados é muito forte nessa faixa, a música possui um clima de suspense e tensão em todo seu decorrer, uma faixa que foge totalmente de tudo que a banda já fez, eles inovaram e com muita propriedade e qualidade.

“Resistant Parasites” tem uma força surpreendente, melodias oriundas da melhor fase da banda que logo de cara entusiasmam o ouvinte, causando aquela sensação de prazer ao decorrer da faixa. Aqui falamos de Sepultura clássico.

Outra excelente faixa “Silent Violence” é explosiva em quase todo seu andamento, outra faixa empolgante criada pelo grupo, destaque para os solos de Kisser que vão mais rápido que a luz e comprova o que muitos duvidam que Andreas Kisser seja um dos melhores guitarristas do país.

“Vandals Nest” libera o sentido de nostalgia logo de cara, música com elementos dos anos áureos do Thrash Metal, oriundas das principais influências que alavancaram o estilo e momentos modernos, provando que o sepultura não se prende a um rótulo e muito menos tem medo de ousar.

Fechando o disco, “Cyber God”, a faixa é a manutenção da que foi criada pela banda após a entrada de “Derek”, andamento cadenciado com vocais calmas e sampleados, para na sequencia explodir em velocidade e peso.
O que se dizer de uma banda que vem atravessando gerações, críticas, intrigas entre outros males causados por um estilo que não tem união, enquanto você amiguinho fica ai torcendo seu nariz ao maior nome do país, eles estão em plena forma e com mais um disco brilhante.

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Post de 12 de janeiro de 2017

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