Dark Witch: Som consistente, maduro e muito bem trabalhado

Resenha - Circle Of Blood - Dark Witch

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Por Bruno Melo
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Sem dúvida uma banda que deveria ter lançado seu full-length de estréia desde que começou, Dark Witch se consolida na cena com um som consistente, maduro e muito bem trabalhado. O disco de estréia “Circle Of Blood” chegou ao mercado ano passado e pode surpreender todos aqueles fãs e conhecedores de Power Metal, sobretudo aqueles que acham as bandas atuais repetitivas e não esperam mais nada do subgênero. É possível resumir este disco em duas palavras: visceral e técnico. A pegada do som flerta muito com Manowar, Primal Fear, Nevermore e até mesmo bandas de Thrash como Artillery e Kreator. Apesar de não ter um som tão rápido, os paulistanos possuem uma carga bastante grave em seu instrumental, trazendo um peso característico do subgênero quando estava se consolidando na metade dos anos 80.

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Faixa a faixa, o conceito do disco é o mesmo que abrange a maioria das bandas de Power Metal, mitologia nórdica. O diferencial está na atmosfera criada pela banda que se aproxima bem deste universo mitológico. Primeiro eles abrem com a faixa título “Circle Of Blood” que, por sinal, tem um grande potencial para ser uma música de abertura ao vivo. Ela inicia-se de forma calma, demonstrando a técnica e o talento da banda. Na metade para o final, a música toma um outro rumo tendo mais velocidade instrumental e um tom mais épico, é boa mas deixa um gostinho de “quero mais!” nos fãs. Gostinho este que é saciado nas faixas seguintes: “Wild Heart”, “Master Of Fate”, “Cauldron”, “Firestorm”, “Stronghold” deixam o disco mais brutal de se ouvir, a gravidade da guitarra se torna mais acentuada e os drivers alcançando maiores escalas, satisfazendo aqueles que querem sentir um “feeling”.

A partir de “Blood Sentence”, as coisas começam a ficar mornas, mas predominando a qualidade técnica do instrumento. Seguindo das músicas “Liberty is Death”, “Lighthouse Reaper” e “Death Rain”, esta é a parte mais leve do álbum, dando uma boa relaxada nas composições, já que as vezes é bom recuperar o folêgo. Porém, o final do disco não poderia ser melhor: “Siegfried” dá sequência ao conceito musical do disco, traz drivers extremamente agudos, junto a uma introdução épica em tom de cultura viking muito bem executada. Por fim,” “To Valhalla We Ride, que há pouco mais de um mês recebeu seu lyric video, entoa o final do disco em grande estilo, executada numa melodia recheada de solos de guitarra.

E para dar o “adeus”, “Vozes da Consciência” segue uma linha instrumental mais melódica, porém, tendo o destaque em sua letra. A música faz uma apelação social a realidade difícil que vive a humanidade, que em meio a tantas guerras e injustiças, segundo o próprio Dark Witch, ainda há esperança para que possamos pegar o caminho correto da vida. Para isso a letra da faixa afirma que basta apenas modificarmos nossa postura e passarmos a pensar mais no próximo.

Para resumir, vale a pena por play do início ao fim no álbum “Circle of Blood”, com músicas politizadas, instrumentais de alto nível e a essência do Power Metal em seu rigor. Se estiverem afim de ouvir metal melódico e sair do mainstream, Circle of Blood do Dark Witch é uma ótima escolha.

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