Clash: The Joe Strummer Story é um ótimo documentário

Resenha - Joe Strummer Story - Clash

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Por Mário Orestes Silva
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Lançado no ano de 2009, este ótimo documentário, produzido e dirigido por Mike Parkinson, intitulado “The Clash – The Joe Strummer Story” tem uma hora de duração, abrangendo a história da banda mais versátil e política do punk rock clássico, com o foco, evidentemente em seu guitarrista, vocalista e principal mentor, Joe Strummer, que além de ser o front man do grupo, era o mais político de todos, o mais carismático, e o mais talentoso.
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As lembranças resgatam os primórdios dos músicos no início de carreira, bem antes da formação do Clash, propriamente dito, com o começo de suas amizades também, até a ruptura da banda após a fama mundial e mesmo parte da carreira solo de Joe. A edição não se prende somente nos depoimentos, mas também em trechos de apresentações marcantes e raras. Uma boa curiosidade do filme é que não aparecem declarações apenas de músicos, como por exemplo, Glen Matlock dos Sex Pistols, mas também de roadies, promoters e até mesmo de fãs. Porém, o que chega a ser emocionante mesmo são os depoimentos apaixonados dos companheiros Headon Topper, Tymon Dogg e principalmente de Mick Jones, que visivelmente se emociona ao recordar os momentos históricos com o saudoso amigo. Impressionante que existe quase que uma unanimidade nos depoimentos quanto ao felling expresso por Joe em palco. Tanto nos ímpetos das pernas acompanhando o ritmo, quanto nas expressões faciais, típicas de quem vivenciava as letras. A propósito, como letrista, Strummer também é ovacionado unanimemente. Seja pela juventude suburbana e sindicalista ou pelo flerte direto com Guevara, com o sandinismo, zapatismo, indígenas e outras minorias reprimidas que levantaram reação à suas realidades inconcebíveis. Algumas cenas de shows são extremamente marcantes, mas todo o clima saudosista cai por terra com as imagens de apresentação dos Mescaleros, banda em que Joe Strummer já vinha mantendo, com um relativo sucesso, por alguns anos. A execução de “London Calling” ao vivo, com a mesma perfeição da performance de estúdio é de arrepiar. Contudo, os Mescaleros não sobreviviam apenas de covers do Clash. Óbvio que essas eram os momentos de clímax nos shows, mas eles teem excelentes músicas próprias à altura do “choque”.

Joe morreu em 23 de dezembro de 2002 com apenas 50 anos de idade, mas seu legado viverá para sempre. “The Clash – The Joe Strummer Story” é um DVD conciso, mas cativante. Com fácil acesso e compra pela internet, é uma ótima pintura da vida desse grande artista que fez história no punk rock mundial.

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Sobre Mário Orestes Silva

Deuses voavam pela Terra numa nave. Tiveram a idéia de aproveitar um coito humano e gerar uma vida experimental. Enquanto olhavam, invisíveis ao coito, divagavam: – Vamos dar-lhe senso crítico apurado pra detratar toda sua espécie. Também daremos dons artísticos. Terá sex appeal e humor sarcástico. Ficará interessante. Não pode ser perfeito. O último assim, tivemos de levar à inquisição. Será maníaco depressivo e solitário. Daremos alguns vícios que perderá com a idade pra não ter de morrer por eles. Perderá seu tempo com trabalho voluntário e consumindo arte. Voltaremos numas décadas pra ver como estará. Assim foi gerado Mário Orestes. Décadas depois, olharam como estava aquela espécie experimental: - O que há de errado? Porque ele ficou assim? Criamos um monstro! É anti social. Acumula material obsoleto que chamam de música analógica. Renega o título de artista pelo egocentrismo em seus semelhantes. Matamos? - Não. Ele já tentou isso sem sucesso. O Deixaremos assim mesmo. Na loucura que criamos pra vermos no que dará, se não matarem ele. Já tentaram isso, também sem sucesso. Então ficará nesse carma mesmo. Em algumas décadas, voltaremos a olhar o resultado. Que se dane.

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