Dire Straits: As demos que serviram de base para a banda

Resenha - Honky Tonk Demos - Dire Straits

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Por Ricardo Pagliaro Thomaz
Enviar correções  |  Comentários  | 

Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

O Dire Straits já acabou faz anos, mas vez ou outra, a gente é surpreendido com alguma coisa. Nada que a gente já não tenha visto, mas vale a pena às vezes investir algum dinheiro, nem que seja para manter a memória viva do artista. The Honky Tonk Demos, novo lançamento do ex-grupo de Country Rock setentista, é um pacote em vinil que nos mostra as demos que serviram de base para o Dire Straits ser lançado pelo DJ Charlie Gillett em seu show de 1977. Estas demos até já apareceram por aí em outros formatos, mas aqui elas são lançadas de uma maneira bem mais crua. É o primeiro lançamento da banda desde a compilação de 2005, The Best of Dire Straits & Mark Knopfler: Private Investigations.

Ao vivo: álbuns clássicos que você deveria conhecerPhil Anselmo: as surpreendentes influências não-metálicas dele

Imagem

As músicas, a gente conhece, estão aqui mais ou menos como foram reproduzidas e eternizadas no primeiro álbum do grupo, são os clássicos de sempre. Porém, aqui tem toda a questão do momento que estas ideias foram capturadas pela primeira vez antes de serem disponibilizadas a público e gerado a enorme fama da banda. Há apenas quatro músicas que posteriormente foram lançadas no primeiro álbum do grupo, a conhecidíssima "Sultans of Swing", "Water of Love", "Down to the Waterline" e "Wild West End", todas elas com a formação inicial da banda e em seus estados prematuros ainda, cruas. Incrível também é ouvirmos de novo a banda em sua primeira formação, antes das trocas constantes de integrantes.

Hoje em dia há muitas bandas famosas que estão limpando seus "vaults", seu arquivo de material não-lançado, e tornando essas preciosidades públicas. Essas gravações representam algo especial para o fã não porque se tratam somente do ponto de partida dos grandes clássicos, mas também porque se tratam de um material que os cativou pelo resto da vida, vindos de um grupo que, de alguma forma, alterou para sempre a perspectiva de como o ouvinte enxerga o mundo e a arte. Foi assim comigo e o Dire Straits. Quando penso nas bandas essenciais que se tornaram parte indelével da personalidade que atribuo hoje a mim mesmo, o Dire Straits está entre elas.

É um lançamento em vinil, ou seja, se você não tem um player dessa mídia, então esqueça, terá que procurar outras formas de conferir este material, o que se formos pensar, não é difícil, uma vez que está cheio de versões destas demos por aí na internet. Mas aqui elas foram remixadas e receberam uma melhor qualidade de som e textura. Se você conseguir conferir, eu recomendo que vá atrás de conhecer as primeiras tentativas de Mark Knopfler e seu famoso grupo se tornarem um dos maiores expoentes do Country Rock de todos os tempos.

The Honky Tonk Demos (2015)
(Dire Straits)

Tracklist:
EP 1:
- Lado A:
01. Sultans Of Swing (27.07.77 Charlie Gillett Session)
- Lado B:
01. Water Of Love (27.07.77 Charlie Gillett Session)

EP 2:
- Lado C:
01. Down To The Waterline (27.07.77 Charlie Gillett Session)
- Lado D:
01. Wild West End (27.07.77 Charlie Gillett Session)

Selo: Mercury

Dire Straits é:
Mark Knopfler: voz, guitarra solo
David Knopfler: guitarra rítmica, teclados, back vocal
John Illsley: baixo, back vocal
Pick Withers: bateria, percussão

Discografia anterior:
- On Every Street (1991)
- Brothers in Arms (1985)
- Love Over Gold (1982)
- Making Movies (1980)
- Communiqué (1979)
- Dire Straits (1978)

Site não-oficial: dire-straits.org

Para mais informações sobre música, filmes, HQs, livros, games e um monte de tralhas, acesse também meu blog:
acienciadaopiniao.blogspot.com.br

Quer ficar atualizado? Siga no Facebook, Twitter, G+, Newsletter, etc

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Ao vivo
Álbuns clássicos que você deveria conhecer

Dire Straits: O que significa o nome da banda?Todas as matérias e notícias sobre "Dire Straits"

Dire Straits
Falta de guitarra não é desculpa para não tocar guitarra

Esquire
Os setenta e cinco discos que todo homem deve ter

Azarões do rock
Três caras que tinham tudo pra não virar astros

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Dire Straits"

Phil Anselmo
As surpreendentes influências não-metálicas

Joey Ramone
Em 1989 falando de Metallica, AC/DC e GN'R

Fãs de Metal
Suicidas, depressivos, e fazem sexo sem proteção

Tradução - Kill 'em All - MetallicaMúsica Fácil: três músicas em que o bumbo duplo é perfeitoMegadeth: Mustaine não odeia nada e ninguém, exceto essas três coisasAlestorm e Rhapsody of Fire: introdução de "Dawn Of Victory" foi plagiada?As muitas bandas da cultura popOzzy: no topo da lista das músicas mais difíceis de entender

Sobre Ricardo Pagliaro Thomaz

Roqueiro e apreciador da boa música desde os 9 anos de idade, quando mamãe me dizia para "parar de miar que nem gato" quando tentava cantarolar "Sweet Child O'Mine" ou "Paradise City". Primeiro disco de rock que ganhei: RPM - Rádio Pirata ao Vivo, e por mais que isso possa soar galhofa hoje em dia, escolhi o disco justamente por causa da caveira da capa e sim, hoje me envergonho disso! Sou também grande apreciador do hardão dos anos 70 e de rock progressivo, com algumas incursões na música pop de qualidade. Também aprecio o bom metal, embora minhas raízes roqueiras sejam mais calcadas no blues. Considero Freddie Mercury o cantor supremo que habita o cosmos do universo e não acredito que há a mínima possibilidade de alguém superá-lo um dia, pelo menos até o dia em que o Planeta Terra derreter e virar uma massa cinzenta sem vida.

Mais matérias de Ricardo Pagliaro Thomaz no Whiplash.Net.

Link que não funciona para email (ignore)

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em agosto: 1.237.477 visitantes, 2.825.604 visitas, 7.034.755 pageviews.

Usuários online