Death: Os 22 anos de "Individual Thought Patterns"

Resenha - Individual Thought Patterns - Death

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Por David Torres
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Lançado em 22 de junho de 1993, através da gravadora Relativity Records, “Individual Thought Patterns” é a quinta entrega de estúdio apresentada por Chuck Schuldiner e o seu Death. Sempre acompanhado de um time invejável de músicos e compositores, Schuldiner escolhe novamente a dedo o “lineup” que encabeça esse quinto álbum de estúdio, que além de trazer novamente o excelente baixista Steve DiGiorgio (Sadus, Vintersorg, Iced Earth, Autopsy, Testament, Control Denied e outros) – que já havia gravado o trabalho anterior, “Human” (1991) – reúne também o talentosíssimo baterista Gene Hoglan (Dark Angel, Testament, Fear Factory e outros) e o excepcional guitarrista Andy LaRocque (King Diamond, E.F. Band, IllWill, X-World/5). O resultado final, senhoras e senhores, é mais um registro impecável e recheado de composições inspiradas.
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“Individual Thought Patterns”, assim como os trabalhos anteriores, com exceção do “debut” “Scream Bloody Gore” (1987), foi novamente produzido por Scott Burns (Cannibal Corpse, Demolition Hammer, Terrorizer). O disco mantém uma linha sonora similar ao registro anterior, “Human”, entretanto ruma para uma direção mais progressiva e flerta com elementos de Jazz em suas composições. O álbum se inicia com a furiosa “Overactive Imagination”, uma faixa recheada de “riffs” espetaculares, dona de uma “cozinha” absolutamente matadora de baixo e bateria, ótimos solos de guitarra e um desempenho vocal esmagador e acima de qualquer suspeita.

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“In Human Form” é a faixa seguinte. A música começa cadenciadamente e não leva muito tempo para que uma nova sequência de arranjos mirabolantes e variações de andamentos muito criativas invadam os alto-falantes. Na sequência, “Jealousy” conta com uma pulsante marcação de baixo de Steve DiGiorgio, um excelente trabalho de bateria do monstro texano Gene Hoglan, além um trabalho de guitarras deslumbrante da dupla LaRocque/Schuldiner. As mudanças de andamento são bem construídas e completamente alucinantes, enlouquecendo os ouvintes a cada instante. Os acordes iniciais de “Trapped in a Corner” ecoam pelos alto-falantes, abrindo assim a quarta faixa do álbum. Não há muito que dissertar sobre essa faixa. É uma daquelas composições que já nascem clássicas, recheada de “feeling” e virtuosismo em suas notas afiadas e certeiras. Um dos grandes destaques da obra!

As palhetadas cadenciadas de “Nothing is Everything” apresentam a quinta composição do álbum. As melodias de guitarras criadas para essa música possuem um “feeling” descomunal e proporcionam uma viagem musical maravilhosa. A próxima faixa é “Mentally Blind” e novamente temos um instrumental executado com maestria por todos os músicos. Alternando de momentos mais agressivos para passagens mais harmônicas e cadenciadas, é também uma ótima música, novamente caminhando em uma direção progressiva e não menos intrigante. Suas harmonias de guitarra hipnotizam qualquer um e não há palavra capaz de descrever tal beleza musical. Os “riffs” afiados da faixa título, “Individual Thought Patterns” ecoam pelos alto-falantes. Schuldiner e Cia. jamais perdem a mão e nos brindam com mais uma composição bem construída e fascinante, repleta de atmosfera e criatividade em cada acorde. Uma introdução bastante melódica e dedilhada apresenta “Destiny”. Pouco depois, palhetadas pesadas entram em cena, bem como toda uma série de novos e portentosos arranjos.

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A nona faixa do álbum é “Out of Touch”. A música possui uma introdução bastante atmosférica e interessante, que logo abre caminho para grandiosos “riffs” e solos, levadas sensacionais de bateria e baixo, além de mais variações de andamento. Esse grande registro chega ao fim com a espetacular “The Philosopher”. Essa composição é outro forte exemplo de composição que já nasceu um clássico, recheada de passagens instrumentais e vocais realmente marcantes, permeada por melodias belíssimas e que grudam na mente do ouvinte com uma facilidade tremenda. Essa música é a única do álbum a possuir um videoclipe. Um grande clássico e um dos maiores êxitos comerciais da banda, que encerra esse trabalho de estúdio de forma competente. Mesmo caminhando em uma direção mais experimental e complexa, “Individual Thought Patterns” é um excelente álbum, com composições bem elaboradas e coesas, cortesia de músicos de primeira linha que executam o seu trabalho com perfeição. Outra grande obra da discografia do Death e outro grande registro da década de noventa.

Escrito por David Torres

01. Overactive Imagination
02. In Human Form
03. Jealousy
04. Trapped in a Corner
05. Nothing Is Everything
06. Mentally Blind
07. Individual Thought Patterns
08. Destiny
09. Out of Touch
10. The Philosopher

Chuck Schuldiner (Vocal/Guitarra) (R.I.P. 2001)
Steve DiGiorgio (Baixo)
Andy LaRocque (Guitarra)
Gene Hoglan (Bateria)

https://www.youtube.com/watch?v=FnMgUBZ3H9c&list=PLLez-POwbB...

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Sobre David Torres

Moderador e criador nas páginas Mundo Metal e The Old Thrash Metal, tem como estilo predileto o bom e velho Thrash Metal e procura sempre conhecer mais e mais acerca do estilo, assim como do Rock/Metal como um todo e as suas mais variadas vertentes e subgêneros.

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