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Black Label Society: Mais um belo trabalho concebido por Mr.Wylde

Resenha - Catacombs of Black Vatican - Black Label Society

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Por Felipe Cipriani Ávila
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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Jeffrey Phillip Wielandt, mais conhecido como Zakk Wylde, é um guitarrista norte-americano cuja carreira artística fala por si só. Com 23 álbuns já gravados, tanto ao vivo como de estúdio, em mais de vinte e cinco anos de trajetória, com Ozzy Osbourne, Black Label Society, Pride & Glory e carreira solo, Mr. Wylde não é apenas o que podemos chamar de um artista completo, mas também singular. Lançado no dia oito de abril e produzido pelo próprio músico, “Catacombs Of The Black Vatican” é o nono álbum de estúdio do Black Label Society, e logo de cara brinda o ouvinte com temas fortes, impactantes e de alta carga emocional.
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Como é comumente no Black Label Society, excetuando-se algumas poucas versões de outros artistas apresentadas em trabalhos anteriores, todas as músicas foram compostas e escritas por Zakk Wylde. Há quatro anos foi lançado “Order Of The Black”, recebendo críticas muito positivas da imprensa especializada e do grande público. Embora já seja um músico e compositor consolidado e respeitado, com uma constância incrível de ótimos discos, manter esse ritmo não é tarefa das mais fáceis. Contudo, como o próprio guitarrista afirmou em entrevista concedida para a revista Guitar World no início do ano corrente, a diferença entre os temas do atual álbum em relação aos mais antigos é apenas os distintos títulos de cada um. Brincadeiras à parte, “Catacombs Of The Black Vatican” realmente mantêm a essência, brilho e integridade dos trabalhos anteriores, sendo recheado de composições inspiradas e com a marca inconfundível do guitarrista.

Já não contando mais com o guitarrista Nick Catanese desde 2013, que após catorze anos quis seguir novos ares musicais, tendo sido substituído por Dario Lorina (ex-Lizzy Borden) no ano atual, a banda continua a todo vapor. Entretanto, o novo guitarrista não participou do processo de gravação do álbum em análise, assim como o baterista atual, Jeff Fabb (ex-In This Moment).

A faixa de abertura, “Fields Of Unforgiveness”, já deixa o ouvinte bem entusiasmado, pois começa bem encorpada, pesada e densa, tudo isso adicionado aos riffs certeiros e inconfundíveis de Zakk Wylde, que permanece, mesmo após tantos anos de carreira, sendo uma verdadeira máquina na hora de criá-los. O refrão é simples, porém bem marcante e inspirado. A voz do guitarrista soa perfeita e está melhor lançamento após lançamento. O que dizer do solo de guitarra? Delirante, avassalador e com “assinatura própria”.

“My Dying Time”, primeiro single do álbum, tem um instrumental pesado e, claro, trabalho irrepreensível de Zakk Wylde. O vocal dele é único e se encaixa perfeitamente na atmosfera e proposta da canção, jungido a riffs de guitarra inspirados e notáveis. Por fim, somos brindados com um solo de guitarra de “cair o queixo”, que abrilhanta tudo ainda mais.

Prosseguindo com “Believe”, temos nesta uma das melhores do álbum, por conter melodias vocais e instrumentais muito fortes. O solo de guitarra é melodioso, rápido e poderoso. Enquanto que “Angel Of Mercy” é a primeira balada do álbum. A habilidade e talento do guitarrista para compor baladas realmente tocantes e elegantes é algo digno de elogio, e esta não fica aquém em qualidade em relação às antigas. O som que Zakk Wylde consegue extrair do seu instrumento é para emocionar até os mais incrédulos. Simplesmente incrível!

Os dois temas seguintes são bem consistentes e imponentes. “Heart Of Darkness” soa pesado, enérgico e denso, com linhas vocais fortes e memoráveis. Tudo isso adicionado a outro solo de guitarra brilhante e mágico. Sendo o mais curto do disco, com pouco menos de três minutos, “Beyond The Down”, é também bem vigoroso, possuindo um grande e inspirado refrão, daqueles que ficam memorizados na mente do ouvinte e não saem de lá por semanas a fio. Chega a ser redundante elogiar o solo de Mr. Wylde, que não deve nada em comparação aos anteriores.

Já “Scars” é outro momento de pura emoção! Só ouvindo mesmo para compreender! Enquanto que “Damn The Flood” é estupenda e logo se inicia pujante, pesada e com linhas vocais excelentes e inesquecíveis. O solo de guitarra é elegante, imponente e no seu decorrer “cresce” consideravelmente, ficando cada vez mais enérgico, rápido e empolgante.

As três faixas restantes do repertório principal do álbum mantêm a audição agradabilíssima, intensa e emocionante. “I’ve Gone Away” é outro grande destaque do álbum, nos brindando com riffs de guitarra que só poderiam ter sido concebidos por Zakk Wylde, além de ótimas linhas vocais. Com introdução marcante e que vai ficando cada vez mais encorpada, “Empty Promises” possui um refrão memorável e digno de elogio, jungido a outro excelente solo de guitarra. Sendo a mais longa do álbum, com mais de seis minutos de duração, “Shades Of Grey” é uma linda balada, daquelas para se emocionar prontamente e cantarolar do início ao fim. Não poderia haver modo mais satisfatório e gratificante de se fechar a audição regular, sem sombra de dúvida!

A versão nacional do trabalho contêm duas faixas bônus que poderiam muito bem ter integrado o repertório principal, pois são também muito inspiradas e repletas de predicados. “The Nomad” é lindíssima e fica mais encorpada e intensa no seu refrão, com solo de guitarra brilhante de Mr. Wylde. “Hell And Fire” não fica aquém e proporciona ao ouvinte momentos de reflexão e emoção.

A mescla de canções bem pesadas, enérgicas e poderosas a momentos de sublime beleza contidos nas baladas torna a audição integral do álbum uma tarefa deveras agradável. Temos aqui um trabalho repleto de qualidades e que certamente agradará bastante os fãs e seguidores do Black Label Society. “Catacombs Of The Black Vatican” proporcionará ao ouvinte uma miscelânea de sentimentos, momentos e emoções. Só o tempo dirá se este figurará entre os destaques da banda e da carreira de Zakk Wylde, sendo alçado ou não à categoria de clássico, contudo indubitavelmente não faz feio frente aos lançamentos anteriores, sendo um trabalho honesto e de muito bom gosto. Altamente recomendável!

Confira os videoclipes oficiais de “My Dying Time” e “Angel Of Mercy”:

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Membros que participaram da gravação do álbum:
Zakk Wylde – Vocal, guitarra, piano e violão
John DeServio – Contrabaixo
Chad Szeliga – Bateria

Faixas:
1 – Fields Of Unforgiveness
2 – My Dying Time
3 – Believe
4 – Angel Of Mercy
5 – Heart Of Darkness
6 – Beyond The Down
7 – Scars
8 – Damn The Flood
9 – I’ve Gone Away
10 – Empty Promises
11 – Shades Of Grey
12 – The Nomad (Bonus Track)
13 – Hell And Fire (Bonus Track)

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Sobre Felipe Cipriani Ávila

Headbanger convicto e fanático, colecionador compulsivo de discos, não vive, de modo algum, sem música. Estudante de Jornalismo e Letras. Procura, sempre, se aprofundar no melhor gênero de música do mundo, o Heavy Metal, assim como no Rock’n’Roll, de um modo geral, passando pelo clássico, pelo progressivo, pelo Hard setentista e oitentista, e não se esquecendo do Blues. Play It Loud!

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