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Bigelf: A volta do Majestoso Elfo com Portnoy nas baquetas

Resenha - Into the Maelstrom - Bigelf

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Por Mário Liz
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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Eis que o que hibernava despertou: e que hibernação! Após o estrondoso e espetacular “Cheat the Gallows” de 2008, o Bigelf retorna à vida. Alterações na formação da banda e talvez o estresse causado pelo sucesso do álbum anterior motivaram este hiato de 6 anos. Damon Fox, líder e mente criativa do conjunto, quase jogou a toalha. Foi por pouco. No entanto, o apoio de seus amigos, dentre eles o ex-Dream Theater Mike Portnoy, motivou o retorno desta verdadeira “nave espacial psicodélica” que flerta com grandes ícones do passado, como Beatles, Black Sabbath, Pink Floyd, King Crimson, Deep Purple, Uriah Heep... dentre outros dinossauros.
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“Into the Maelstrom” conta com Damon Fox em suas funções de sempre: vocais, teclados e guitarra; Duffy Snowhill no baixo, Luis Maldonado na guitarra e Mike Portnoy na bateria. Inteligentemente, MP (um dos bateristas mais talentosos e versáteis do mundo) se propôs a tocar nas características da banda e em nada alterou a concepção de bateria adotada pelo Bigelf desde 1991, o mesmo valendo para Luis Maldonado, que manteve a pegada e a timbragem dos guitarristas anteriores.

O álbum inicia com a faixa “Incredible Time Machine”, uma canção forte que, com seus 4 minutos, sintetiza muito bem a proposta do Bigelf através dos seus 23 anos de vida. A música funciona como uma fusão entre Beatles e Black Sabbath, com a psicodelia do Pink Floyd no início da carreira. “Hypersleep” é um pouco mais psicodélica que a faixa anterior e tem um andamento mais rápido em seu segundo riff que faz lembrar as grandes bandas de rock da década de 70 como Uriah Heep, Black Sabbath e Deep Purple. “Already Gone” tem a maior influência do álbum: Beatles. Nunca um álbum do Bigelf teve tanta influência do Fab Four de Liverpool e isto certamente se deu devido ao mentor das composições: Damon Fox. Este trabalho recente é praticamente filho de uma única célula compositora e, nele, Damon praticamente expôs toda sua veia musical aos ouvintes.

“Alien Frequency” é uma canção que mostra um Bigelf disposto a inovar com timbres novos de teclado e um refrão marcante – talvez o mais marcante do álbum. Seu riff de guitarra que surge em alguns momentos da canção lembra “After Forever” do Black Sabbath. “The Professor & the Madman” começa com uma pegada “oriental” e evolui para uma típica canção do Bigelf: sombria, perturbadora e muito bem trabalhada. “Mr. Harry McQuhae” é uma canção reflexiva, com um belo solo de guitarra e que traz um incidental de um trabalho anterior, “The Bitter End” do álbum “Money Machine”. “Vertigod” soa como se os Beatles fossem um quarteto raivoso. E outro dado curioso sobre essa música é que alguns trechos dela foram postados como teaser do novo CD no facebook da banda. “Control Freak”, faixa de trabalho do álbum, é sem dúvida alguma a grande canção de ITM. Agressiva, direta e perturbadora, ela está entre as melhores músicas lançadas no rock em 2014, além de também figurar nos teasers que a banda postou em sua página.

“High” é arrastada, progressiva e introspecta. A partir de seus 2min ela ganha um riff rápido e poderoso que a deixa com pitadas de Hard Rock setentista. Não é uma música fácil de assimilar ao primeiro contato, mas é uma excelente canção. “Edge of oblivion” segue uma fórmula parecida e em certos trechos remete à "Counting Sheep", do trabalho anterior da banda. “Theater of Dreams” (sim... isso é uma música do álbum e não uma piada de Mike Portnoy!) tem 101% de Beatles em sua cadência e harmonia. Ela funciona como a balada do álbum. Se compararmos “ITM” com “Cheat The Gallows”, “Theater os Dreams” seria “Money it’s Pure Evil”. Finalmente o álbum fecha suas portas com sua canção homônima, um épico com três movimentos. É extremamente progressiva e nela pode-se perceber pitadas de Beatles, Pink Floyd, King Crimson e Black Sabbath.

De modo geral, “Into The Maelstrom” é um álbum mais soturno se comparado aos outros do Bigelf, no entanto, apesar da proposta da banda em toda sua história ser de executar um "rock-retrô" em homenagem aos seus ídolos, este novo trabalho é o mais autoral da história do conjunto. Ponto para Damon... que manteve a qualidade das obras anteriores e trouxe um novo frescor ao Majestoso Elfo.

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1. Incredible Time Machine
2. Hypersleep
3. Already Gone
4. Alien Frequency
5. The Professor & The Madman
6. Mr. Harry McQuhae
7. Vertigod
8. Control Freak
9. High
10. Edge of Oblivion
11. Theater of Dreams
12. ITM - I. Destination Unknown
II. Harbinger Of Death
III. Memorie

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Sobre Mário Liz

Mário Liz é bacharel em direito e em publicidade e propaganda. É apaixonado por IRON MAIDEN, BLACK SABBATH, DREAM THEATER, BIGELF e PINK FLOYD. Contato: mariolizpoeta@gmail.com.

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