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Alice Cooper: Muscle Of Love, o começo do fim

Resenha - Muscle Of Love - Alice Cooper

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Por Neimar Secco
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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Em 1973, todas as principais bandas de rock da época produziram álbuns clássicos e/ou de boa qualidade: Sabbath Bloody Sabbath (Black Sabbath), The Dark Side Of The Moon (Pink Floyd), Houses Of The Holy (Led Zeppelin), Who Do We Think We Are (Deep Purple), Berlin (Lou Reed), Quadrophenia (The Who), Selling England By The Pound (Genesis), Alladin Sane (David Bowie), Band On The Run (Paul McCartney), Brain Salad Surgery (Emerson Lake And Palmer), Billion Dollar Babies (Alice Cooper) e…
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E então que, geralmente depois de uma grande obra (ou, melhor dizendo, logo depois) de uma grande obra, pode vir uma ressaca criativa. Billion Dollar Babies, lançado em fevereiro tinha sido tudo que o Alice Cooper Group podia almejar: um excelente álbum, músicas marcantes, rocks de primeira linha, clássicos memoráveis, até hoje bem executados em rádios e cantados e tocados por roqueiros em geral mesmo quarenta anos depois do lançamento. (Quem, depois desses bons quarenta anos de longevidade do álbum, se esquece ou ignora hits clássicos como Billion Dollar Babies, No More Mr. Nice Guy ou Elected?) Alice Cooper e sua banda haviam chegado a um grau de qualidade que leva algum tempo para se repetir com a mesma força.

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Por outro lado, a banda chegava a um ponto de (de)cisão. Alice, querendo manter a fórmula do sucesso conquistado até aquele ponto: lançar álbuns e manter os shows teatrais, marca registrada da banda. Do outro lado, Mike Bruce, Glen Buxton, Dennis Dunaway e Neal Smith, a base sonora e o grande complemento criativo de Alice Cooper, querendo abandonar essa teatralidade e fazer um rock (e shows) mais “básicos”, além de estarem compondo para projetos solos. No fim das contas pode-se dizer que os dois lados prevaleceram.

Como? Simples… depois de uma curta turnê pela America do Sul (os únicos shows feitos depois do lançamento de Muscle Of Love) a banda não voltou a se reunir. Alice, novamente com a produção de Bob Ezrin, elaborou e apresentou ao mundo seu primeiro projeto solo: Welcome To My Nightmare. Michael Bruce trabalhava em seu (também) primeiro álbum solo que receberia o sugestivo título de “In My Own Way” (À Minha Própria Maneira).

O mesmo fez Neal Smith com seu projeto “The Platinum God”, gravado após a separação da banda, mas lançado apenas em 1999.

Mas voltemos a Muscle Of Love. O álbum, lançado em novembro de 1973, apenas nove meses após Billion Dollar Babies, pela primeira vez, desde o início da parceria “Coopers-Ezrin”, não contou com a produção de Bob Ezrin, que estava envolvido com outro projeto na ocasião (Berlin, de Lou Reed) e que também não concordou com a realização de um novo álbum tão pouco tempo depois do mega sucesso de Billion Dollar Babies. A produção ficou a cargo de Jack Douglas e Jack Richardson (esse último, parceiro de Ezrin desde a época em que produziam jingles publicitários) e que sempre atuou nos álbuns anteriores como produtor executivo junto a Ezrin. Douglas, por sua vez, havia trabalhado com artistas de várias vertentes musicais tais como: John Lennon, Miles Davis, Lou Reed e New York Dolls.

Um diferencial em Muscle Of Love, em comparação com os álbuns produzidos por Bob Ezrin até então, foi a diminuição de interpretações e arranjos mais “teatrais”, exceções feitas a “Crazy Little Child” e a “Man With The Golden Gun” (o melhor tema que os filmes de James Bond deixaram de ter devido à banda ter perdido o prazo para apresentar a música aos produtores do filme, que tem como título o mesmo da música).

A faixa de abertura, “Big Apple Dreamin’” é uma homenagem a Nova York, a megametrópole que os havia saudado e acolhido tão bem, embora essa “descoberta” tenha demorado. Segundo Neal Smith, Nova York se rendeu totalmente a Alice Cooper a partir de School’s Out.

Diz um trecho da letra de Big Apple Dreamin’: New York is waiting for you and me, baby (Nova York está a espera de mim e de você, baby) Waiting to swallow us down (Esperando para nos engolir)

New York, we're coming to see what you're made of (Nova York, estamos chegando para ver do que você é feita)
Are you as great as you sound (Você é tão grande quanto parece?)

Sexo, cabarés, casas de massagem... são temas que permeiam esse álbum. (Segue a continuação desse trecho de Big Apple Dreamin’):

Heard about them massages, and all those dirty shows (Ouvi falar daquelas massagens e de todos aqueles shows maliciosos)

I read somewhere some places never close (Li em algum lugar que alguns lugares nunca fecham)
While we waste time on yokels, comin' through the door (Enquanto perdemos tempo com caipiras entrando pela porta).
Big Apple dreamin' on a wooden floor (Nova York sonhando sobre o chão de madeira)
O tema do sexo prossegue na faixa seguinte: “Never Been Sold Before”
You ask me, “babe, can you work tonight?" (Você me pergunta, “babe, você pode trabalhar essa noite?)
I've been up, babe, since broad daylight (Estou em pé desde a plena luz do dia)
I just can't believe that you're selling me, you never sold me before (Não posso acreditar que você esteja me vendendo, nunca me vendeu antes)
I just can't become your lousy whore (Não posso me tornar sua prostituta nojenta)

Hard Hearted Alice é como uma história contada sobre a banda, conforme demonstra a letra:

Live, coast to coast (Ao vivo de costa a costa)
White hot as a ghost (Branco como um fantasma)
When you live in a countdown (Quando se vive em uma contagem regressiva)
Time, is free as a jailbird (O tempo, é livre como um prisioneiro)
At least that's what I heard (Pelo menos é isso que eu ouvi)
When you live in a hideout (Quando se vive em um esconderijo)
Love, comes cheap at a swapmeet (O amor, vem barato como uma reunião de troca de casais)
It all comes so dirt cheap (Tudo vem tão barato demais)
When you live, in a bedroom (Quando se vive em um quarto)
Love, cuts deep as a laser (O amor, corta fundo como um laser)
But that ain't amazin' (Mas isso não surpreende)
When you live in a cancer (Quando se vive em um câncer)
Ah-ah-ah ah-ah-ah ah-ah-ah ah-ah-ah ah
Mind, gets scrambled like eggs (A mente, fica mexida como ovos)
Get bruised and erased (fica machucada e se apaga)
When you live in a brainstorm (quando se vive em um ‘brainstorm’)
Noise, seems logically right (Barulho, parece logicamente certo)
Ringing ears in the night (Ressoando ouvidos pela noite)
When you live in an airport (Quando se vive em um aeroporto)
Ah-ah-ah ah-ah-ah ah-ah-ah ah-ah-ah ah
Hard hearted Alice (Alice insensível)
Is what we want to be (É o que queremos ser)
Hard hearted Alice (Alice insensível)
Is what you want to see (É o que vocês querem ver)

Hard hearted Alice
Is what we want to be
Hard hearted Alice
Is what you want to see

O lado A do LP fecha com a já citada faixa mais teatral do album: “Crazy Little Child”.

"Crazy Little Child"

Crazy little child (Filhinho maluco)
Never got to see (Nunca conseguiu ver)
All the pretty things in life (Todas as coisas belas da vida)
Had him put away (Guardaram-no)
Nothing they could say (Nada que pudessem dizer)
Could ever make the pieces fit (Fazia as peças se encaixarem)
Aw well, Daddy-o was rich (Aw, bem, papai era rico)
Mama was a bitch (Mamãe era uma cadela)
Living wasn´t easy in between (Vive rem meio a isso não era fácil)
Behind his silent scream (Por trás do grito silencioso)
Jackson in his teens (Jackson em sua adolescência)
Was planning his escape (Planejava sua fuga)
He was a crazy little child (Ele era um filhinho maluco)
New Orleans Alley playground (O playground do viela New Orleans)
Grimy faced he watched the hookers cry (Com o rsoto encardido, ele observou as prostitutas chorarem)
Winos were his friends (Os bêbados eram seus amigos)
And when he talked to them (E quando ele conersava com eles)
They said, ¨Jackson, boy, they´ll get you by and by¨ (Eles diziam, “Jackson, eles vão te despistar)

O lado B começa com “Working Up A Sweat”, que conta com Liza Minelli e as Pointer Sisters nos backing vocals.

"Working Up A Sweat"

Dante´s famed inferno (O célebre Inferno de Dante)
Was a trip to hell and back (Foi uma viagem de ida e volta do inferno )
But you and a bottle in a cheap hotel (Mas você e uma garrafa em um hotel barato)
Screams pyromaniac (Berros piromaníacos)
Bandages come off today (Curativos desgrudam hoje)
Really feeling sick (Sentindo-se bem doente)
The hardest part explainin´ (A parte mais difícil de explicar)
All those blisters on my - nose! (Todas aquelas bolhas no meu - nariz)
Workin´ up a sweat (Dando um duro danado)
Workin´ up a sweat (Dando um duro danado)
I´ve been playing all night long (Estou jogando a noite toda)
Time I was gettin´ home (O tempo que estaria chegand em casa)
But I´ve got no place to get (Mas ainda não tenho um lugar)
Workin´ up a sweat (Dando um duro danado)
Workin´ up a sweat (Dando um duro danado)

A seguir vem a faixa-título do álbum, “Muscle Of Love”, uma música bem “energética” e que Alice diz que gosta de incluir nos setlists justamente para deixar o show ainda mais “para cima”.

Aliás, convém dizer que Alice já declarou mais de uma vez que esse não é um dos seus álbuns favoritos em sua discografia; segundo ele, um álbum nova-iorquino, o que quer que ele veja de ruim ou diferente do trabalho da banda no fato de ser um álbum com a cara da maior metrópole do mundo. Por outro lado, todos os membros da banda (exceção feita a Glen Buxton, falecido em 1997 e cuja opinião não li a respeito) gostam muito do álbum. Neal Smith já chegou a declarar que esse é o seu álbum favorito da banda. Michael Bruce também gosta muito desse trabalho em particular.

Trecho da letra de “Muscle Of Love”

Aw, who's the queen of the locker room (Quem é a rainha do vestiário?)
Who's the cream of the crop (Quem é ‘o rei do pedaço’?)
Poor Joey took her to the matinee (O Pobre Joey a levou para a matinê)
Said, "God, she wouldn't stop!" (Disse, “Deus, ela não ia parar”)
Holy muscle of love (Santo músculo do amor)
My heart's a muscle (Meu coração é um músculo)
Well, I must have caught you that crazy age (Bem, devo ter chegado àquela louca idade)
Where everything is hot (Onde tudo é quente)
'Cause I don't know if the things I'm thinking (Porque não sei se as coisas que estou pensando)
Are normal thoughts or not (São pensamentos normais ou não)

Então, chegamos a “Man With The Golden Gun”, aquela que por uma questão de atraso na sua finalização e entrega à produção do então novo filme de James Bond, perdeu a chance de ser o tema de um filme de grande visibilidade e que acabou sendo preterida em relação a uma composição com o mesmo nome (talvez uma exigência dos produtores da série) interpretada por Lulu, uma cantora que ficou mais conhecida anos antes por interpretar o tema do filme To Sir With Love (Ao Mestre Com Carinho, na versão em Português).

Man With The Golden Gun
The man with the golden gun (O homem com a pistola dourada)
He`s waiting somewhere out there (Ele está esperando em algum lugar lá fora)
For you (Por você)
But you'll never see him (Mas você nunca o verá)
He'll be looking for you (Ele estará à sua procura)
Demand for the golden gun (Demanda pelo homem com a pistola dourada)
It's high priced precise and true (É de alto preço. Precisa e verdadeira)
But you'll never see him (Mas você nunca o verá)
He'll be looking for you (Ele estará à sua procura)
The man with the golden gun in his pocket, Oh, oh (O homem com a pistola dourada em seu bolso oh oh)
The man with the golden gun in his case, Oh, oh (O homem com a pistola dourada em seu coldre, oh, oh)
The man with the golden gun in your face (O homem com a pistola dourada em sua cara)

Alice deve ter ficado particularmente decepcionado com a recusa da música para tema do filme, já que é grande fã da série de 007 e já declarou que gostaria de interpretar um vilão da série.

Chegamos então a Teenage Lament ’74, o maior hit do LP. Para mim, particularmente é uma música “repeteco” e não tão boa quanto sua antecessora no tema, “I’m Eighteen”. De qualquer forma, o arranjo, a melodia e o vocal angustiado de Alice, apoiado pelas luxuosas backing vocals Liza Minelli e a dupla LaBelle dão à música seu carisma e a justificam como um hit.

Teenage Lament ‘74

What a drag it is (Que droga é)
These gold lamé jeans (Este jeans lamé dourado)
Is this the coolest way (Essa é maneira mais legal)
To get though your teens (De passar pela adolescência?)

Well, I cut my hair weird (Bem, cortei meus cabelos de um jeito esquisito)
I read that it was in (Pensei que era moda)
I looked like a rooster (Fiquei parecendo um galo)
That was drowned and raised again (Que afogaram e ergueram de novo)
What are you a-gonna do (O que você vai fazer?)
Tell you what I'm a-gonna do (Te digo o que eu vou fazer)
Why don't you get away (Por que você não dá o fora?)
I'm gonna leave today (Vou me mandar hoje)
I ran into my room (Entrei correndo em meu quarto)
And I fell down on my knees (E caí de joelhos)
I thought that fifteen (Pensei que os quinze anos)
Was gonna be a breeze (Seriam brisa)
I picked up my guitar (Peguei minha guitarra)
To blast way the clouds (Para detonar as nuvens)
But somebody in the next room yelled (Mas alguém do quarto ao lado berrou)
"You gotta turn that damn thing down" (Você tem que abaixar o volume dessa porcaria)

What are you gonna do (O que você vai fazer?)
Tell you what I'm a-gonna do (Te digo o que eu vou fazer)
Why don't you get away (Por que você não dá o fora?)
I'm gonna cry all day (Vou chorar o dia todo)
And I know trouble is brewing out there (E eu sei que a confusão está se formando lá fora)
But I can hardly care (Mais eu quase nem ligo)
They fight all night about his private secretary (Eles brigam a noite toda por causa da secretária particular dele)
Lipstick stain, blonde hair, oh,oh, oh (Marca de batom, cabelo loiro, oh, oh, oh)

(...)

Well, I'd rather cry all day (Bem, eu preferia chorar o dia todo)
What are you gonna do
Gonna do
Gonna do…
(Alice, Alice, Alice, Alice)

O LP fecha com Woman Machine, uma música que pode dar margem a algumas leituras: a mulher como “máquina” que nos dá satisfação, que é usada, que tem sua inteligência e eficiência maior do que quem a “utiliza”.

“Woman Machine”

She'll do your work in half the time (Ela fará a tua tarefa em metade do tempo)
Never sick and can't go blind (Nunca doente, não pode ficar cega)
Oh, woman machine (Oh, Mulher Máquina)
Brain of tape that fill her head (Cérebro de fita que preenche sua cabeça)
She knows more now than all the dead (Ela sabe mais agora que todos os mortos)
Oh, woman machine
Oh, woman machine
Oh, woman machine
Oh, woman machine
Oh, woman machine
Heart of steel and skin that's cold (Coração de aço e pele fria)
Can't wear her out, she can't grow old (Não pode desgastá-la, ela não pode envelhecer)
Oh, woman machine
She goes to bed when her work is through (Ela vai dormir quando seu trabalho acaba)
She'll do it all, just change the tubes (Ela fará tudo, apenas troque os tubos)
Oh, woman machine
Oh, woman machine
Oh, woman machine
Oh, woman machine
Oh, woman machine
Oh, woman machine
Oh, woman machine
Oh, woman machine
Oh, woman
She can't talk back (Ela não consegue responder)
With no playback (Sem playback)
But she'll listen (Mas ela escutará)
To all your woe (Toda a sua aflição)
Trade your old one (Trocará sua antiga)
For a new one (Por uma nova)
They just don't make 'em like they used to (Não as fazem mais como faziam)
No!
Oh, woman machine
Oh, woman machine
Oh, woman machine
Oh, woman machine
(Voz de computador (voz de Alice) lendo um trecho de um manual de studio).

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NOTAS:
Faixas:
1. Big Apple Dreamin' (Hippo) (Cooper, Bruce, Buxton, Dunaway, Smith) [5:10]
2. Never Been Sold Before (Cooper, Bruce, Dunaway, Smith, Buxton) [4:28]
3. Hard Hearted Alice (Cooper, Bruce) [4:53]
4. Crazy Little Child (Cooper, Bruce) [5:03]
5. Working Up A Sweat (Cooper, Bruce) [3:32]
6. Muscle of Love (Cooper, Bruce) [3:45]
7. Man With The Golden Gun (Cooper, Bruce, Dunaway, Smith, Buxton) [4:12]
8. Teenage Lament '74 (Cooper, Smith) [3:53]
9. Woman Machine (Cooper, Bruce, Dunaway, Smith, Buxton) [4:32]

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Músicos:
Alice Cooper – Vocais e Harmônica
Neal Smith - Bateria e Vocais
Dennis Dunaway - Baixo e Vocais
Glen Buxton – Guitarra solo
Michael Bruce - Guitarra Base, Vocaiss, Piano e Órgão
Bob Dolin – Teclados
Mick Mashbir – Guitarra
Dick Wagner – Guitarra
Paul Prestipino - Banjo em 'Crazy Little Child'
Liza Minnelli - Backing Vocals em 'Teenage Lament '74' e 'The Man With The Golden Gun'
La Belle (Noma and Sarah) - Backing Vocals em 'Teenage Lament '74'
Ronnie Spector - Backing Vocals em 'Teenage Lament ' 74'
The Pointer Sisters - Backing Vocals em 'Teenage Lament '74' e 'Working Up A Sweat'

CRÉDITOS DO ÁLBUM (FICHA TÉCNICA)
Produzido por Jack Richardson e Jack Douglas para Nimbus 9 Productions
Gravado nos estúdios: Sunset Sound, Hollywood, Record Plant, New York e The Cooper Mansion, Greenwich, Connecticut.
Engenheiro de gravação - Jack Douglas
Técnicos de gravação - Reed Stanley, Dennis Frerante e Ed Sprigg
Arranjos de metais e de cordas: Macmillan and recorded at A&R Recording Studios, New York.
Engenheiro de gravação - Phil Ramone
Conceito e Design - Pacific Eye And Ear
Fotografia - Saint-Jivago Desanges/La Legion
Fotografia do Retrato - Gary Sloan
Make-up - Linda Livingston

O empresário Marcos Lázaro, polonês de nascimento e que, depois morou na Argentina e no Brasil foi o “facilitador” da histórica turnê de Alice Cooper no Brasil. Histórica porque foi a primeira vez que uma banda de renome mundial e no auge veio tocar por aqui. Imaginem a euforia gerada pela notícia de que Alice Cooper (justamente ele(s) que recebia(m) cobertura com notícias tão desencontradas e equivocadas por parte da imprensa). Imagine como era precária a informação no campo da música internacional quase três décadas antes do advento da internet.
Alice Cooper foi caracterizado como “macumba” ou “bruxo” entre outros “rótulos” que em nada correspondiam à banda e ao cantor isoladamente.
Por outro lado, na entrada dos shows se viam pessoas usando e camelôs vendendo camisetas “hippies” com o logo e a frase de Paz e Amor, que, também, não tinham nada a ver com a mensagem e a imagem de Alice Cooper.

O empresário que trouxe Alice Cooper ao Brasil em 1974: Marcos Lázaro

Músicos adicionais e artistas da Billion Dollar Babies Holiday Tour
Mick Mashbir – guitarra
Bob Dolin – teclados
Cindy Smith – Dente gigante

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The Amazing Randi - Dentista, Carrasco

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Bob Greene – Santa

Bob Greene acompanhou intensivamente a banda a partir da tour de Billion Dollar Babies e escreveu uma biografia da banda, há tempos esgotada e que é um item de colecionador para fãs de Alice Cooper.

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Em sua biografia Alice Cooper, Golf Monster – Twelve Steps to Becoming a Golf Addict (Monstro do Golfe – 12 passos para tornar-se um viciado em golfe - sem tradução brasileira) Alice descreve sua passagem em terras brasileiras como Alicemania, em referência à Beatlemania, na década anterior, tal o alvoroço e o assédio da imprensa e dos fãs por todos os lugares em que Alice Cooper e sua banda passaram aqui no Brasil.

Ginásio do Anhembi, 30/03/1974 – o maior show de rock do Brasil até então e a maior platéia de um show de Alice Cooper, cerca de 120 mil pessoas

A Censura do governo militar tinha que dar o ar da graça: a banda teve que fazer um show fechado e completo com todas as encenações e apetrechos usados em seus shows para que a censura avaliasse e liberasse ou vetasse o show. Não viram nada demais nas teatralizações, mas baniram o uso das bandeiras do Brasil e dos EUA. Não impediram, porém, que Alice vestisse ao final do show uma camisa da seleção brasileira de futebol.

Setlist da Billion Dollar Babies Holiday Tour
01 Hello Hooray
02 Billion Dollar Babies
03 I’m Eighteen
04 Big Apple Dreamin’ (Hippo)
05 Muscle Of Love
06 Hard Hearted Alice
07 My Stars
08 Unfinished Sweet
09 (Night On Bald Mountain – tape)
10 Sick Things
11 Dead Babies
12 I Love The Dead
13 (Night On Bald Mountain – tape)
14 School’s Out
15 Working Up A Sweat
16 (Pra Frente Brasil – Tape)

Um evento com tanta gente, sem organização e sem experiência anterior em organização desse tipo de evento fatalmente geraria algumas confusões das quais, diga-se, a banda estava totalmente isenta de responsabilidades.

Logo na terceira música desse primeiro e histórico show brasileiro, “Elected”, começou um empurra-empurra de proporções perigosas. Muita gente prensada ao palco, desmaios, tentativas de invasão do palco...

Chegou-se até a bizarrice de um policial que estava no palco se ver forçado a dar tiros para o alto para tentar conter o tumulto.

A banda chegou a sair do palco e só cerca de meia hora depois voltou e completou o show.

Nas palavras de Neal Smith: "a plateia gritava tão alto que mal conseguíamos ouvir o que estávamos tocando". Isso aconteceu no dia 1 de Abril de 1974. Dia da Mentira? Não. Dia do primeiro grande evento de rock do Brasil, protagonizado por Alice Cooper e sua banda.

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Sobre Neimar Secco

Welcome to my nightmare. Sou professor de inglês e de português e também tradutor eventual. Rock sempre foi e continua sendo a minha trilha sonora de todas as horas. Minhas preferências são hard rock, progressivo e classic rock em geral (anos 60, 70 e 80). Bandas favoritas: Alice Cooper, Led Zeppelin, Black Sabbath, Ozzy Osbourne, Pink Floyd, Beatles, Creedence, The Doors, Dire Straits, entre muitas outras.

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