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Dream Theater: alegria e entrosamento marcam Live at Luna Park

Resenha - Live at Luna Park - Dream Theater

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Por Lucas Matos
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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‘Live at Luna Park’ é o mais novo registro da banda estadunidense de metal progressivo Dream Theater, que conta atualmente em sua formação com James LaBrie (vocal), John Petrucci (guitarra), John Myung (baixo), Jordan Rudess (teclados) e o novato e monstruoso Mike Mangini (bateria). O DVD tem muitas novidades: primeiro por ser o cartão de visitas da nova formação, segundo por registrar a excelente fase com a turnê do disco ‘A Dramatic Turn of Events’, e terceiro por ser o primeiro DVD de todos sem ter a mão santa do ex-baterista Mike Portnoy (o qual tomava a frente em todas as produções visuais da banda).
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O show tem 2 horas e 40 minutos de duração (sem contar os extras) e mostra um Dream Theater revigorado, entrosado e com uma alegria imensa de estar no palco, coisa que não era muito visível no DVD anterior da banda, ‘Chaos in Motion’.

A música a dar início ao espetáculo é ‘Bridges in the Sky’, uma das melhores faixas do ‘Dramatic’. A perfeita execução da banda, apesar de já esperada, ainda impressiona até mesmo os fãs mais antigos da banda. Segue-se com ‘6:00’, faixa de abertura do clássico ‘Awake’. Ainda temos as ‘portnescas’ ‘The Root of All Evil’ e ‘The Dark Eternal Night’, que apesar de executadas sem o backing vocal do ex-baterista (substituídos por samples do próprio LaBrie com uma breve ajuda de Petrucci ao vivo), continuam perfeitas e impecáveis ao vivo, e ‘This is the Life’ e ‘Lost Not Forgotten’, do ‘Dramatic’ (nota: as músicas desse disco ficaram MUITO melhores ao vivo). Um solo monstruoso de Mangini encerra essa primeira parte do show.

A segunda parte tem início com ‘A Fortune in Lies’, faixa do primeiro disco da banda. Em seguida, um quarteto de cordas se junta a LaBrie e Petrucci para um sensacional set acústico com ‘The Silent Man’ e ‘Beneath the Surface’. A energia elétrica volta com ‘Outcry’, faixa do ‘Dramatic’, e uma das que mais tem participação e interação com o público.

A terceira parte do show se inicia com um lindo solo de piano de Rudess seguido por ‘Surrounded’, um dos maiores hinos da banda, do disco ‘Images and Words’. Aqui vemos LaBrie provar que mesmo depois de todos os maus bocados que ele passou, ainda é um grande vocalista e frontman, extremamente orgulhoso do que faz. Depois temos ‘On the Backs of Angels’, que continua na mesma vibe da música anterior, com o público cantando junto e um grande entrosamento da banda. Para a nossa surpresa, as próximas faixas são ‘War Inside My Head’ e ‘The Test That Stumped Them All’, ambas partes da suíte ‘Six Degrees of Inner Turbulence’, e que também tinham a participação de Portnoy nos vocais. Ambas executadas com maestria e perfeição.

Na última parte do show temos um lindo solo de John Petrucci, particularmente, um dos poucos guitarristas que arrancam lágrimas do ouvinte de tanta emoção que ele tira do seu instrumento (palavras do próprio LaBrie). Logo em seguida, uma das músicas mais lindas que a banda já compôs, ‘The Spirit Carries On’. Esse com certeza é o ponto alto de todos os shows da banda, devido a extrema emoção que essa música traz. Logo em seguida, uma das músicas do último disco até então que me impressionou por ter uma magia que não havia desde a época do ‘Awake’, essa é ‘Breaking All Illusions’. Como eu disse lá em cima, as músicas novas são melhores ainda ao vivo, e com essa não é diferente. Um término de show com classe e maestria. Eles se despedem do público, mas não é o fim. A intro de ‘Metropolis Pt. 1: The Miracle and the Sleeper’ começa, para delírio dos argentinos. E com esse verdadeiro clássico, (executado com maestria, lógico) a banda encerra o show.

Avaliando o novo baterista Mike Mangini, não tem nem o que comentar. O cara é simplesmente sensacional. Além de ser um monstro no seu instrumento, tem uma química impressionante com os integrantes da banda, toca tudo num timing perfeito, sem contar que sonoramente respeita o legado de Portnoy nas músicas antigas, mas sem deixar de colocar sua marca. Realmente, a banda acertou em cheio na escolha (só ver o documentário da audição de bateristas pra ver que não tinha ninguém melhor que ele pra assumir o cargo). Mas, por incrível que pareça, o spotlight desse DVD está em um cara: James LaBrie. Não sei se a saída de Portnoy influenciou nisso, mas LaBrie se mostrou um frontman nato. Mostrou simpatia, carisma, presença de palco, e no auge dos seus 50 anos, um vozeirão de dar inveja a muito moleque (antes que falem que a voz dele foi editada, procurem qualquer vídeo dessa turnê no Youtube e comprovem o que estou falando). Mesmo com todos os músicos monstruosos que sempre roubam a cena, o cara prova que no final de tudo, ele é a cara e a voz do Dream Theater. Não vou nem comentar sobre Myung, Petrucci e Rudess, até porque é desnecessário e qualquer elogio que eu fizer pros caras aqui, será pleonasmo.

O diferencial desse DVD pra todos os inúmeros outros do Dream Theater é que aqui sim, nós temos um apanhando dos maiores “sucessos” (não comerciais, mas entre os fãs) da carreira da banda, lógico que combinado com algumas faixas ressuscitadas e suas composições mais atuais. Não que isso não aconteça nos outros DVDs, mas esse é definitivamente o cartão de visitas do Dream Theater. O que vemos em ‘Live at Luna Park’ são 5 caras tocando muito, fazendo um senhor show, e o mais importante de tudo, uma banda FELIZ e ANIMADA de fazer o que faz todas as noites.

1. "Bridges in the Sky"
2. "6:00"
3. "The Dark Eternal Night"
4. "This Is the Life"
5. "The Root of All Evil"
6. "Lost Not Forgotten"
7. "Drum Solo"
8. "A Fortune in Lies"
9. "The Silent Man"
10. "Beneath the Surface"
11. "Outcry"
12. "Piano Solo"
13. "Surrounded"
14. "On the Backs of Angels"
15. "War Inside My Head"
16. "The Test That Stumped Them All"
17. "Guitar Solo"
18. "The Spirit Carries On"
19. "Breaking All Illusions"
20. "Metropolis Pt. 1"

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