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Almah: Inspiração é pouco para o novo disco

Resenha - Unfold - Almah

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Por Lucas Matos
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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Não é novidade pra ninguém que o Almah vem figurando como uma das bandas principais no metal nacional ultimamente, lançando discaços de qualidade, com muita técnica, melodia e uma coisa que vem faltando na cena ultimamente: um estilo diferenciado. Fato é que a banda passou por maus bocados ano passado: a conturbada saída do frontman Edu Falaschi do Angra e o problema na voz do mesmo, e a perda de dois membros, o guitarrista Paulo Schroeber, que saiu por motivos de saúde, e do baixista (e que também era produtor) Felipe Andreoli, para evitar conflitos com o Angra. Mesmo com tudo isso, seguraram firme. Edu, agora recuperado, faz seu primeiro disco como membro full time do Almah, e possivelmente, o melhor. Além dele, a banda com os membros de longa data Marcelo Barbosa (guitarra) e Marcelo Moreira (bateria) e com os novatos Gustavo di Padua (guitarra) e Raphael Dafras (baixo).
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‘Unfold’ é a continuação natural da proposta mostrada em ‘Motion’, porém traz tudo que o Almah fez na sua discografia: desde a experimentação do self-titled até a grandeza melódica de ‘Fragile Equality’.

‘In My Sleep’ já começa com Marcelo Moreira arrebentando na bateria. Uma música power com bumbos rápidos e bastante melodia, mas ao mesmo tempo muito pesada. Aqui percebemos um Edu cantando com mais força e mais vigor, uma voz sadia e mais limpa. O refrão gruda na cabeça instantaneamente (coisa que acontece na maioria das músicas do disco).

‘Beware the Stroke’ tem uma proposta um pouco mais moderna. Ela começa bem sombria, numa intro meio Alice in Chains, até Edu soltar a voz e o peso das guitarras botar a casa abaixo. Boa pra pular.

‘The Hostage’ entraria facilmente em Motion, uma música furiosa em todos os sentidos. Aqui o trabalho dos guitarristas é extremamente impressionante, riffs rápidos e técnicos muito bem encaixados e solos sensacionais. É uma banda que simplesmente não joga firulas nas músicas, eles sabem usar suas habilidades de acordo com o que a música pede. Música sensacional.

‘Warm Wind’, primeira balada do disco, tem um baixo muito bem colocado na intro, que prepara terreno para uma música calma e muito bonita. Por um momento lembrou ‘Heroes of Sand’ do Angra (o que com toda certeza é um elogio, afinal é uma das melhores músicas deles), não por acaso, essa é uma das composições de Edu na sua antiga banda. Destaque também pra ótima letra.

‘Raise the Sun’ é o primeiro single desse disco. Tem um riff de piano sensacional (um dos vários, Edu declarou que compôs várias músicas desse disco no piano) contrastando com o peso das guitarras, o que deixa a música tranquila e com muita energia ao mesmo tempo. E que refrão!

‘Cannibals in Suits’ a princípio começa com o peso e sinergia de Motion, mas cai num refrão totalmente melódico e no meio da música surge um arranjo de orquestra. Uma das músicas mais experimentais da bolacha.

‘Wings of Revolution’ é o Almah mostrando que também pode ser hitmaker. Uma das músicas mais pop do disco, no clima de bandas como Coldplay e U2. Isso não é uma crítica, muito pelo contrário, é uma grande música, uma das melhores do disco. Cativa na primeira audição e tem um refrão pra querer se cantar junto.

‘Believer’ nos traz de volta ao power de Fragile Equality, com guitarras bem rápidas e melodiosas, um teclado dando o clima e bateria rápida. Aqui temos uns dos melhores solos de guitarra de todo o disco.

‘I Do’, uma semi-balada, anda no meio fio entre ser uma música mais pop e mais ‘metal’. Acaba caindo para os dois lados. O belíssimo refrão é mais um pra se cantar junto.

‘You Gotta Stand’ tem um clima mais hard rock e ao mesmo bem moderno, coisa que a banda ainda não havia feito. Tem o melhor riff de guitarra do disco, promete ser uma das melhores ao vivo.

Pra fechar o disco, a progressiva ‘Treasure of the Gods’, que traz a banda explorando um território totalmente novo, e a emocionante balada ‘Farewell’.

‘Unfold’ já era esperado como um bom disco, afinal todos os músicos aqui são de excelente porte, mas foi além do esperado. A banda se encontrou numa fase de muita inspiração e fez uma identidade musical numa cena que cada vez mais bandas não inovam. O Almah merece com certeza todo esse reconhecimento que vem tendo. Uma prova de que o Brasil tem sim bandas pra bater de frente com as gringas. Pode comprar sem medo.

01. In My Sleep
02. Beware The Stroke
03. The Hostage
04. Warm Wind
05. Raise The Sun
06. Cannibals In Suits
07. Wings Of Revolution
08. Believer
09. I Do
10. You Gotta Stand
11. Treasure Of The Gods
12. Farewell

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