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Dream Theater: Renovada, banda reencontra criatividade

Resenha - Dream Theater - Dream Theater

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Por Igor Miranda, Fonte: Revista Cifras
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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Para uma banda consagrada lançar, após mais de 20 anos de carreira, um álbum que leva seu próprio nome, quer dizer que a coisa é séria. Poderia ser pretensioso demais, mas não foi no caso do Dream Theater.
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Sem o diferenciado baterista Mike Portnoy, que também exercia papel importante no processo criativo e de condução do projeto em si, o grupo precisou buscar algo novo. "A Dramatic Turn Of Events", de 2011, foi o primeiro com Mike Mangini assumindo as baquetas. Não é uma maravilha, mas convenceu de que o Dream Theater poderia fazer algo bom sem Portnoy. Ou até melhor que seu passado recente.

Dito e feito. "Dream Theater", 12° álbum de estúdio da banda, mostra uma banda renovada. Os integrantes deixaram suas respectivas zonas de conforto e parecem estar, também, em um momento inspirado de criatividade. Influências diferentes foram exploradas neste trabalho, desde elementos do jazz até de música clássica, em uma vibe operática.

Mas o principal aqui é o resgate do peso. A produção, assinada pelo próprio guitarrista John Petrucci, é ótima. Tira um pouco do destaque exagerado atribuído recentemente aos teclados de Jordan Rudess, evidenciou ótima timbragem da bateria de Mike Mangini e trouxe vida ao baixo de John Myung, que é muito habilidoso, mas muitas vezes não se incomoda em ficar escondido.

A abertura instrumental "False Awakening Suite" enche o ouvinte de expectativa, com inserções de orquestra. Mas o pau da barraca é devidamente bicudado com "The Enemy Inside". Música pesadíssima, muito bem feita, com a identidade virtuosa do Dream Theater, mas sem os exibicionismos chatos de outrora. A guitarra de John Petrucci soa renovada e James LaBrie, ao menos em estúdio, canta bem.

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"The Looking Glass" é mais melódica. Tem uma perspectiva acessível, meio pop, muito interessante. A banda toda soa muito entrosada - até mesmo Jordan Rudess, que entra com seus teclados apenas nos momentos mais convenientes. A instrumental "Enigma Machine" resgata o peso do início do trabalho com maestria. O destaque é Mike Mangini, que dessa vez pôde criar suas próprias linhas de bateria - e se deu muito bem. A música cai depois da primeira metade e volta. Muito boa. A canção só é contestável por sua posição: um instrumental logo como a quarta do trabalho complica um pouco.

"The Bigger Picture" começa como uma bela balada e descamba para momentos de união entre peso e melodia. A alternância de ambientes musicais, digna de uma boa obra progressiva, é o destaque da canção. "Behind The Veil" tem uma introdução climática com os teclados de Jordan Rudess, mas logo a música entra de verdade, seguindo a proposta aqui encontrada: peso, melodia e bom senso. Aliás, bom senso que faltava para o Dream Theater nos exagerados últimos discos. Além disso, há um ótimo solo de Petrucci. Mas Rudess é o nome de toda a canção: contribui muito para a atmosfera da faixa.

"Surrender To Reason", composta por John Myung, começa como uma balada chatinha no violão, mas cai para o peso com grande destaque para o baixo do compositor em questão. A linha vocal está em sintonia com o instrumental característico, o que dá um ótimo aspecto à canção. Os elementos operáticos retornam no miolo da canção, atribuindo maior dinamismo e reafirmando o quão eclético é este disco.

"Along For The Ride" também começa como uma lenta balada, mas mesmo após a entrada dos instrumentos, não perde o aspecto "açucarado". São raras as baladas que caem bem na voz de James LaBrie e, infelizmente, essa não é uma delas. Talvez com outro vocalista, ficaria melhor.

"Illumination Theory" não pode ser interpretada como uma música só para ser devidamente apreciada: são 22 minutos de duração. Mas a sua estrutura está dividida em cinco momentos, que são "Paradoxe de la Lumière Noire", "Live, Die, Kill", "The Embracing Circle", "The Pursuit of Truth" e "Surrender, Trust & Passion". A canção é multiclimática, justamente por passar por diversas propostas. Há momentos calmos e frenéticos, leves e pesados. Momento inspirado dos caras.

"Dream Theater" é mais um divisor de águas na carreira de uma banda que já se reinventou diversas vezes, mas caiu em marasmos em inúmeros trabalhos. Se Mike Portnoy está se dando bem em seus novos projetos, é justo que o Dream Theater também recupere as glórias de outros momentos. E que bom que eles trabalharam para tal.

James LaBrie (vocal)
John Petrucci (guitarra)
Jordan Rudess (teclados, sintetizadores)
John Myung (baixo)
Mike Mangini (bateria)

1. False Awakening Suite (Sleep Paralysis; Night Terrors; Lucid Dream)
2. The Enemy Inside
3. The Looking Glass
4. Enigma Machine (instrumental)
5. The Bigger Picture
6. Behind the Veil
7. Surrender to Reason
8. Along for the Ride
9. Illumination Theory (Paradoxe de la Lumière Noire; Live, Die, Kill; The Embracing Circle; The Pursuit Of Truth; Surrender, Truth & Passion)

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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e apaixonado por rock há mais de uma década. Começou a escrever sobre música em 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Atualmente, é redator-chefe da área editorial do site Cifras e mantém um site próprio (www.IgorMiranda.com.br). Também co-fundou o site Van do Halen, para o qual trabalhou até 2013 – apesar de ainda manter por lá uma coluna semanal, chamada Cabeçote.

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