WHIPLASH.NET - Rock e Heavy MetalWHIPLASH.NET - Rock e Heavy Metal

FacebookTwitterGoogle+RSSYouTubeInstagramApp IOSApp Android
MenuBuscaReload

Arctic Monkeys: Não soube utilizar multi-influências e se perdeu

Resenha - AM - Arctic Monkeys

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Por Igor Miranda, Fonte: Revista Cifras
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Imagem
A expectativa por um novo trabalho do Arctic Monkeys é sempre muito grande. Trata-se de uma das bandas que colocaram o rock alternativo de cabeça para baixo nos últimos tempos. O gênero, estagnado pela monotonia dos Strokes, viu esperanças criativas nos Monkeys.
Eliton Tomasi - a coleção do editor da RockHard/Valhalla

"AM", quinto álbum do Arctic Monkeys, foi lançado no início do mês de setembro e parece jogar fora toda a "fome de mundo" que o Arctic Monkeys um dia teve. Logo no momento em que o líder Alex Turner estava, aparentemente, "faminto por mundo", ao dizer em entrevistas que o grupo teve, neste disco, influências variadas de rock psicodélico, blues rock, R&B, soul e hip hop. O músico cita de Black Sabbath até Aaliyah como divisores de água no disco. No entanto, a banda parece se perder ao tentar colocar tantas influências em um mesmo trabalho e acaba soando repetitiva em diversas faixas.

"Do I Wanna Know?" abre o álbum de forma sorrateira. Nessa canção, não há sobra alguma do passado do Arctic Monkeys, representado nos dois primeiros trabalhos. E nem parece que haverá pelo disco. A música tem batida contagiante e é comandada por um bom riff, mas ritmo calmo. Calmo até demais para uma abaertura, mas a música é boa. "R U Mine?" é um pouco mais acelerada. O peso do instrumental destaca a faixa, que parece ter uma proveitosa influência do stoner rock.

Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

"One For The Road", que conta com a participação do excelente Josh Homme (Queens Of The Stone Age) nos vocais de apoio, tem o peso do stoner em sua construção melódica misturado com a orientação pop das linhas vocais. A batida é calma, assim como na faixa de abertura. Mas essa faixa é mais entediante, por falta de mudanças em seu decorrer. Um pouco previsível. "Arabella" começa bem parecida com a anterior, mas tem momentos de guitarra distorcida que a salvam do marasmo. Talvez a única música que lembre o tão citado (em críticas e por Alex Turner) Black Sabbath por aqui, durante meio minuto e olhe lá. O destaque para o baixo de Nick O´Malley também é interessante.

"I Want It All" é bem classic rock - com direito a palminhas. Os vocais agudos em falsete no apoio, misturados com o riff intragável, lembram o Queens Of The Stone Age. Bom solo de guitarra. Falta um refrão marcante. Caso tivesse, seria uma das melhores do álbum. "No. 1 Party Anthem" desacelera o ritmo do trabalho, que já não é lá dos mais animados. Mas é uma balada legalzinha. Tem um "quê" de psicodelia, com bom uso de teclados ao fundo, piano e violões. "Mad Sounds" mantém a mesma proposta da faixa anterior e também é boa.

"Fireside" é mais orientada para o folk, seja pela tonalidade, pelos violões ou pela batida. Os teclados novamente se fazem mais presentes. "Why´d You Only Call Me When You´re High?", de videoclipe interessante, é uma boa música para singles, principalmente pela boa interpretação vocal de Alex Turner. Mas não se destaca do geral.

Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

"Snap Out Of It" tem boa batida, construção rítmica contagiante e refrão bem construído. Mas já perto do final do álbum, o pensamento é: "quando é que vai chegar aquela música explosiva, digna de todo bom trabalho que não seja de música ambiente"? Não chega. Novamente com participação de Josh Homme, "Knee Socks" é boa, mas ainda mantém a calmaria. "I Wanna Be Yours" é dispensável a ponto de ser música para botar bebê para dormir.

O momento mais explosivo de "AM" é a segunda música. Depois disso, o trabalho parece não se desenvolver. Fica preso àquele padrão calmo imposto de início. Mesmo que a proposta seja um disco mais tranquilo: que não soe como repeteco, então. Os críticos, é claro, adoraram, pois supostamente tem influências psicodélicas, progressivas e de Black Sabbath. Mas não há nada disso de verdade, como influência propriamente dita.

Os fãs mais ferrenhos obviamente gostaram de "AM", pois já apreciam a banda e compreendem seu conceito. Mas não é o tipo de álbum recomendado para se começar a ouvir Arctic Monkeys. E nem de longe é o seu trabalho definitivo. A estreia icônica "Whatever People Say I Am, That´s What I´m Not", de 2006, permanece como a referência do quarteto britânico sob meu ponto de vista.

Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

Alex Turner (vocal, guitarra, guitarra de doze cordas em 1)
Jamie Cook (guitarra)
Nick O´Malley (baixo)
Matt Helders (bateria)

Músicos adicionais:
Josh Homme (vocal adicional em 3 e 11)
Bill Ryder-Jones (guitarra adicional em 8)
Pete Thomas (bateria adicional em 7)

Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

1. Do I Wanna Know?
2. R U Mine?
3. One for the Road
4. Arabella
5. I Want It All
6. No. 1 Party Anthem
7. Mad Sounds
8. Fireside
9. Why´d You Only Call Me When You´re High?
10. Snap Out of It
11. Knee Socks
12. I Wanna Be Yours

Quer ficar atualizado? Siga no Facebook, Twitter, G+, Newsletter, etc

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Outras resenhas de AM - Arctic Monkeys

Arctic Monkeys: Uma faceta mais obscura, sombria, quase paranóica

Todas as matérias e notícias sobre "Arctic Monkeys"

NME
Os 50 álbuns com mais vendas na primeira semana

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Arctic Monkeys"

Collectors Room
A coleção de Eliton Tomasi, editor da revista Valhalla

James Hetfield: O equilíbrio entre Metallica e vida familiarEmos: 23 músicas que já estiveram na sua playlistGangnam Wither: Mashup de Psy com Dream TheaterEm 19/02/1980: Bon Scott, vocalista do AC/DC, morre aos 33 anos de idade

Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e apaixonado por rock há mais de uma década. Começou a escrever sobre música em 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Atualmente, é redator-chefe da área editorial do site Cifras e mantém um site próprio (www.IgorMiranda.com.br). Também co-fundou o site Van do Halen, para o qual trabalhou até 2013 – apesar de ainda manter por lá uma coluna semanal, chamada Cabeçote.

Mais informações sobre Igor Miranda

Mais matérias de Igor Miranda no Whiplash.Net.

Link que não funciona para email (ignore)

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em agosto: 1.237.477 visitantes, 2.825.604 visitas, 7.034.755 pageviews.

Usuários online