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Blaze Bayley: Os pontos altos e baixos do "Silicon Messiah"

Resenha - Silicon Messiah - Blaze Bayley

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Por Ricardo Mazzo
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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Que foi um erro escalarem o nada melódico Blaze Bayley para o posto de Bruce Dickinson nos vocais do IRON MAIDEN em 1994, isso é um fato. Blaze gravou apenas dois álbuns com a Donzela de Ferro: “The X Factor” de 1995 e “Virtual Xl” de 1998. E foi demitido. Apesar de eu não ser muito fã desses trabalhos, alguns grandes clássicos saíram deles, como “Sign Of The Cross”, do primeiro, e “The Clansman”, do segundo.
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Mas como seria Blaze Bayley compositor? Como seria se o IRON MAIDEN não o tivesse demitido? Dois anos após o lançamento de seu último trabalho no posto de frontman mais famoso do mundo, ele já lançou seu primeiro álbum solo, “Silicon Messiah”. A banda, claro, não poderia ter outro nome: BLAZE BAYLEY. Admito que me assustei quando vi que o CD tinha quase 1h10 de duração e 12 músicas. Imaginei algo menor, mais bem trabalhado, com foco nos detalhes. Ledo engano...

“Ghost In The Machine” faz as honras da casa e abre o trabalho. Bastante pesada, já mostra que o tom do álbum é outro, muito distante do que tínhamos visto nos 5 anos anteriores. O excesso de cadência não me agrada, mas o refrão engrena e fica na cabeça. “Evolution” é horrível! É uma balada sem peso que não quer ser balada. Muito estranha! E o refrão então? Sem dúvida alguma, uma das piores músicas da carreira do Messiah.

A faixa que dá nome ao álbum não é ruim, mas também deixa o ouvinte receoso esperando por alguma pérola de Blaze. Para aqueles que gostam de um Heavy Metal mais carregado e cantado com o estômago, essa é a música. Nesse momento, eu já estava um pouco com o pé atrás. “Será que vai ficar nisso?”, me perguntei algumas vezes.

Mas o trabalho estava só se aquecendo. Um riff a la RUNNING WILD começa indicando que velocidade está a caminho. Tiro certeiro de Blaze! “Born As A Stranger” é diferente do que estamos acostumados a ouvir e a ouvi repetidamente muitas e muitas vezes. A 5ª faixa do CD chama-se “The Hunger” e começa lenta. Cruzei os dedos e torci para que não continuasse assim pelos seus mais de 7 minutos e fui atendido. Com base ao melhor estilo BLACK SABBATH, foi feita para banguearmos e atinge seu objetivo com facilidade.

Fechando a primeira metade de “Silicon Messiah”, uma das melhores músicas da carreira de BLAZE BAYLEY. Tive o prazer de escutá-la ao vivo e conseguiu ser ainda melhor. “The Brave” é a prova de que Blaze aprendeu muito sobre o processo de composição do IRON MAIDEN. Claro, Steve Harris e cia teriam dado uma lapidada na faixa, mas não é isso que a deixa menos espetacular. Vale ressaltar a palhetada cavalgada do refrão.

“Identity” mantém a rotação do álbum, assim como seu peso, apesar de ser menos rápida. O que me agrada muito é a voz carregada de Blaze e a pegada clássica bastante Heavy Metal das guitarras. “Reach For The Horizon” é como BLAZE BAYLEY faz balada. Sim, não faz! A música é lenta, mas longe de ser uma balada. Não sou o maior fã de músicas lentas, mas essa composição não deixa a desejar principalmente pela interessante variedade de distorções apresentadas.

A 9ª do CD se chama “The Launch” e também foi executada ao vivo em São Paulo. Que música! Concordo que faz lembrar bastante “Man On The Edge”, do “The X Factor”, nas partes que levam ao refrão, mas não poderia ser diferente. Refrão mais uma vez pesado e rápido e que prende na cabeça do headbanger. Muito boa e mais uma das ótimas músicas da carreira solo do Messiah!

“Stare At The Sun” é o momento Steve Harris de Blaze. Música começando lenta, 2 minutos de fala mansa até que deslancha. Claro, composição bem mais simples que as famosas do lendário baixista do IRON MAIDEN, mas que mostra ao mundo que BLAZE BAYLEY é mais uma boa banda de Heavy Metal a surgir num cenário nada favorável a nós, metalheads.

“The Day I Fell To Earth” é o tipo de música que me chama a atenção. Menos de 4 minutos de pura porrada, sem enrolação, Blaze mandando a raiva dele pelos ares e os músicos mostrando o porquê foram escolhidos pelo Messiah. Na minha versão do álbum, ainda fui presenteado com “Touch As Steel”, cover da antiga banda do frontman, o WOLFSBANE. Música interessante, mas nada comercial e bastante underground.

E assim fechamos o primeiro trabalho do debutante BLAZE BAYLEY. Na minha concepção, mais da metade do trabalho pode ser considerada muito boa, com destaque especial para “The Brave” e “The Launch” que foram direto para a minha lista de músicas favoritas. Infelizmente, conheci esse CD tarde, 6 ou 7 anos após seu lançamento, mas ao ouvi-lo já fica claro que Blaze Bayley não tinha nada a ver com o IRON MAIDEN mesmo. Se ele poderia ter sido melhor utilizado nas composições? Talvez, mas fico feliz que a história tenha seguido seu rumo dessa maneira. Afinal, é muito louco ir ao Manifesto ou ao Blackmore e gritar: “Olê, olê, olê, olê! Blazê! Blazê!”. E que assim seja por muito tempo...

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Sobre Ricardo Mazzo

Cresci ouvindo muito Punk Rock e Hardcore, mas migrei para o Heavy Metal há alguns anos. No entanto, não abro mão de um bom Bad Religion. Acredito piamente que se Pelé fosse um pouco melhor seria chamado de Kai Hansen ou teria composto a “The Trooper”. Estudei guitarra, tive banda, freqüentei inúmeros shows e criei o blog #dicarock. Up the Irons!

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