“E agora?”, pergunta, em tradução livre, o título do novo álbum de estúdio do Bon Jovi, “What About Now”. A pergunta, sintomática, parece levar crítica, fãs e a própria banda a refletir sobre o futuro. Para fazer este tipo de análise, é preciso ser coerente: perdoem-me se pareço repetitivo, queridos maníacos das antigas, mas é praticamente impossível que o grupo volte a soar hard rock como nos discos “Slippery When Wet” (1986) e “New Jersey” (1988). Esqueçam. O quarteto parece estar muito mais confortável em sua posição de ícone da música da inspiração muito mais pop – e, sejamos sinceros, eles até que vinham desempenhando este papel de maneira bastante eficaz, com uma sortida coleção de hits empolgantes. Isso, é claro, antes dos pouco inspirados “Lost Highway” e “The Circle”, seus mais recentes registros de inéditas e que não conseguiram funcionar nem como boas máquinas de hinos pop. Infelizmente, senhoras e senhores, “What About Now” se encaixa como sucessor claro desta sequência fracassada.
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“What About Now” é um disco achatado, padrão, que segue igualzinho, produzido praticamente no piloto automático, do início ao fim. Não tem auge, não tem ápice. Não tem aquele grande momento, não tem um grande destaque que possa ser pinçado e realçado. Não tem nada. Lá pelo meio da audição, o máximo de empolgação que eles conseguem atingir é com “Army of One”, cuja letra do tipo autoajuda parece feita na medida certa para que a canção possa ser encaixada como música-tema das próximas Olimpíadas ou algo assim. Coloque a música para rolar, feche os olhos, e imagine um clipe de atletas das mais diferentes modalidades em momentos de superação. Vai funcionar que é uma beleza. Mas ainda é pouco, muito pouco.
A palavra mais certeira para descrever “What About Now”, como um todo, é também a mais simples: chato. Total e absolutamente chato.
“E agora?”, pergunta, em tradução livre, o título do novo álbum de estúdio do Bon Jovi, “What About Now”. Este humilde escriba arrisca tentar responder: se continuar seguindo esta pegada, o futuro parece ser nebuloso. Este tipo de música pop, de um romantismo barato embalado por um som frouxo, sem força, tem dezenas de representantes no atual cenário musical, todos bem mais jovens. Se continuar investindo no óbvio, no padrão, no genérico, o máximo que Jon e sua turma vão conseguir é continuar encantando as agora jovens senhoras que os seguem com fidelidade cega, sempre aos gritos de “lindo!”. E é melhor que se deem por satisfeitos.
Line-Up:
Jon Bon Jovi – Vocal
Richie Sambora – Guitarra
Hugh McDonald – Baixo
Tico Torres – Bateria
David Bryan – Teclado
Tracklist:
Because We Can
I'm With You
What About Now
Pictures of You
Amen
That's What the Water Made Me
What's Left of Me
Army of One
Thick as Thieves
Beautiful World
Room at the End of the World
The Fighter
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Thiago Cardim é publicitário e jornalista. Nerd convicto, louco por cinema e histórias em quadrinhos. Vegetariano por opção, banger de coração. É apaixonado por Queen e Blind Guardian. Mas também adora Aerosmith, Kiss, Anthrax, Stratovarius, Edguy, Manowar, Rhapsody, Mötley Crüe, Europe, Scorpions, Sebastian Bach, Michael Kiske, Jeff Scott Soto, System of a Down, The Darkness e mais uma porrada de coisas. Dentre os nacionais, curte Velhas Virgens, Matanza, Sepultura, Tuatha de Danaan, Tubaína, Ira! e Premê. Escreve seus desatinos sobre música, cinema e quadrinhos no mundodeelcid.blogspot.com.
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