Bom, vou pedir permissão a todos – e principalmente ao Vandroya – para usar estas linhas sobre "One" de forma a também ser o espaço onde me despeço de cada um de vocês, que acompanharam minhas resenhas ao longo de oito anos de colaborações para este site tão legal que é o Whiplash.Net. Foi um bom tempo, escrevendo sobre Rock´n´Roll e Heavy Metal e acompanhando nossas bandas se profissionalizando cada vez mais.
Nota: 8 







O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

Mas e o Vandroya?
O Vandroya é a típica banda que o Brasil vem oferecendo ao longo dos últimos anos – e a nova geração de músicos é esforçada e está detonando. Com origem na pacata cidade de Bariri (SP), o grupo iniciou suas atividades em 2001, para depois de quatro anos lançar o EP "Whitin Shadows" e agora estrear em disco com "One".
O grupo consegue trabalhar muito bem com elementos antigos, buscando recursos lá nos ricos anos 1970, para seguir captando características do metal das décadas seguintes, resultando basicamente no tal Heavy Metal Melódico e Progressivo. Nada é novo, as influências ainda são perceptíveis, mas chega a ser surpreendente que o Vandroya consiga fazer a diferença em meio a essa massa tão repleta de clones que se contentam com um mísero lugar comum.
E essa menina bonita atrás do microfone? Apelando para o cavalheirismo, primeiramente falarei de Daísa Munhoz, vocalista que vai ao oposto das bandas com guturais femininos. "One" é conduzido por uma voz melodiosa e afinadadíssima, que carrega o gene do Heavy Metal clássico e com uma energia que me permite afirmar que esta é a melhor voz feminina que este Brasil já colocou em um álbum de Heavy Metal.
Independente disso, uma boa cantora nunca será a única responsável pelos méritos de um disco. Uma dupla coesa, Giovanni Perlati (baixo) e Otávio Nuñez (bateria) mostram eficiência de sobra, mas é impossível não destacar o desempenho dos guitarristas Marco Lambert e Rodolfo Pagotto, com riffs influenciados pela música clássica e solos de primeira – e vale citar que, assim como da Daísa, ambos estão participando do Soulspell Opera, projeto de Heleno Vale que agora está liberando seu terceiro álbum.
Para engrandecer ainda mais a ocasião, temos como convidado o vocalista Leandro Caçoilo (Eterna, Soulspell, Seventh Seal) cantando em "Change The Tide", e vale ressaltar que o resultado do áudio é fruto de outro importante personagem de nosso underground, na figura do guitarrista Heros Trench (Korzus), e quem o acompanha sabe a fúria que este produtor injeta em seus trabalhos.
Curiosamente, "One" é o nome de batismo do último disco que estou 'resenhando' para vocês. É o derradeiro 1433 review, e uma honra para este headbanger encerrar sua fase de escrevinhador ao lado desta bela obra onde o Vandroya mostra a classe e beleza que um brasileiro pode exteriorizar com o Heavy Metal. Um lançamento Voice Music que merece uma boa conferida, com certeza.
E aqui encerro, definitivamente. Um caloroso abraço em cada um de vocês e fiquem bem!
Formação:
Daísa Munhoz - voz
Marco Lambert - guitarra
Rodolfo Pagotto - guitarra
Giovanni Perlati - baixo
Otávio Nuñez - bateria
Contato:
http://vandroya.com/
Vandroya – One
(2013 / independente – nacional)
01. All Becomes One
02. The Last Free Land
03. No Oblivion For Eternity
04. Within Shadows
05. Anthem (For The Sun)
06. Why Should We Say Goodbye?
07. Change The Tide
08. When Heaven Decides To Call
09. This World Of Yours
10. Solar Night
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Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".
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