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Resenha - Unbreakable - Scorpions

Aproveitando que uma das maiores bandas de Rock de todos os tempos está encerrando suas atividades, resolvi escrever sobre o disco que marcou a volta do SCORPIONS ao estilo que sempre o consagrou: Hard Rock de qualidade.

Nota: 8

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

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Desde Crazy World (1990), e seu megahit Wind Of Change, os alemães de Hanover ficaram apagados, devido à moda Grunge, que varreu a cena pesada. Após Eye To Eye (1999), viram que seu veneno não surtia efeito. Foi então que tiveram a idéia de revisitar sua trajetória, ao gravarem, com o auxílio de uma orquestra, o Moment Of Glory (2000) e desplugarem suas guitarras com Acoustica (2002).

Assim como na música que escreveram, Don´t Make no Promisses, do álbum Animal Magnetism (1980), Rudolf Schenker (guitarra) e cia provaram que voltariam a gravar um disco tão pesado e inquebrável. E é com esse título que nomearam seu então novo trabalho. Unbreakable é folheado com o mais puro aço, tanto nas cordas da guitarra quanto nas cordas vocais de Klaus Meine.

New Generation abre o álbum com as guitarras afiadas e aquele marcante refrão de Klaus. Love ´Em Or Leave ´Em tem aquele riff que só o Rudolf sabe fazer, enquanto Dep And Dark começa sombria e com um refrão marcante. Borderline tem uma introdução mecânica, mas possui um refrão de cantar com os punhos levantados. Blood Too Hot nos leva ao túnel do tempo, com os riffs que remetem ao Blackout. Aliás, vale destacar o trabalho da dupla Schenker/Mathias Jabs.

Quando se falam em Scorpions, lembramos das baladas radiofôficas. E Maybe I Maybe You é uma delas, com uma bela melodia, sob a batuta de Koen van Baal. No final dela, a banda desce a lenha. Outros destaques ficam para Can you Feel It (refrão no início e com a voicebox de Mathias Jabs), This Time, Through My Eyes e Remember The Good Times.

Analisando o disco, seria uma mistura de tudo o que o Scorpions produziu com um toque de modernidade. Portanto, não esperem uma segunda de um Blackout (1982), Love At First Sting (1984), ou qualquer um da fase setentista, quando contavam com Uli Jon Roth. Pois os tempos são outros, a técnologia mudou os parâmetros de gravação. Mas, ainda sim, eles se superaram.

Formação:

Klaus Meine - vocal
Rudolf Schenker - guitarra/backing vocals
Mathias Jabs - guitarra
Pawel Maciwoda - baixo
James Kottak - Bateria/backing vocals

Tracklist:

1-New Generation
2-Love ´Em Or Leave ´Em
3-Deep And Dark
4-Borderline
5-Blood Too hot
6-Maybe I Maybe You
7-Someday Is Now
8-My City My Town
9-Through My Eyes
10-Can You Feel It
11-This Time
12-She Said
13-Remember The Good Times

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Sobre Rodrigo Noé de Souza

Nasci em 1984. Esse ano não é só o início de uma nova democracia, mas também é o ano em que vários discos foram lançados, como Powerslave (IRON MAIDEN), Stay Hungry (TWISTED SISTER), W.A.S.P., Don´t Break The Oath (Mercyful Fate), Slide It In (WHITESNAKE), 1984 (VAN HALEN), The Last In Line (DIO) e, o meu favorito de todos, Ride the Lightning (METALLICA). Sou um aficcionado por Metal, desde AC/DC e ZZ Top, até Anaal Nathrakh e Krisiun. Sou Jornalista, blogueiro, facebookeiro, o que for. Quem quiser saber o que eu escrevo, acessem meu blog: www.esporropublico.zip.net.

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