Em 7 de maio de 1997 estreou nos cinemas o filme "O Quinto Elemento". Dirigido pelo francês Luc Besson e escrito pelo próprio Besson ao lado de Robert Mark Kamen, o filme é uma ficção científica cheia de efeitos visuais espetaculares estrelada por Bruce Willis, Gary Oldman, Ian Holm, Chris Tucker e Milla Jovovich. Está longe de ser uma obra-prima, mas é muito bem feito e adquiriu status de cult com o passar dos anos.
Nota: 8 







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Prestes a completar 30 anos de carreira, o Testament lança "Dark Roots of Earth", o seu décimo disco de estúdio. Produzido pelo respeitado Andy Sneap, o trabalho é o sucessor de "The Formation of Damnation" (2008), considerado um dos melhores trabalhos do grupo. Para alegria de quem curte som pesado, a qualidade foi mantida.
Há uma mudança de formação no novo play. Sai o competente Paul Bostaph e em seu lugar retorna o monstruoso baterista Gene Hoglan (Dark Angel, Death, Fear Factory), que já havia gravado Demonic (1997) com a banda. Essa alteração deixou o som do Testament ainda mais agressivo, com passagens realmente insanas de bateria, com Hoglan colocando a sua experiência em metal extremo na jogada - ouça os blast beats de "True American Hate", por exemplo.
No entanto, o principal destaque de "Dark Roots of Earth" está na dupla de guitarristas Alex Skolnick e Eric Peterson. Alex, principalmente, está brilhante. Um dos instrumentistas mais completos do heavy metal, com experiências bem sucedidas em outros gêneros como o jazz, por exemplo, Skolnick surge como o maestro do Testament atual. Ele torna as composições criadas pelo parceiro Eric Peterson muito mais fortes, inserindo ideias e virando de cabeça para baixo os arranjos. E é justamente esse modo de entender a música que torna o Testament atual tão bom e mortífero. O grupo toca thrash metal, mas não se prende nem por um segundo somente nele. Há uma amplitude, uma variedade estilística, que faz a música do Testament soar única.
Enquanto bandas novatas olham para o passado buscando influências para criar, em grande parte, músicas que apenas requentam o que de melhor o thrash já produziu em sua história, cabe a um dos grupos mais tradicionais do gênero dizer que o caminho para a renovação do estilo não é esse. Não é ohando para trás que o thrash vai andar para frente, e o Testament demonstra essa mentalidade de forma prática em seu novo álbum. Usando e abusando da melodia, que se equilibra com o lado mais agressivo da sonoridade do grupo - aspecto que ficou, como disse, ainda mais acentuado com a adição de Gene Hoglan -, o Testament mostra que é justamente a adição de novos elementos e influências que faz não somente o thrash, mas qualquer gênero musical, se renovar e ficar mais forte, tornando-se sempre relevante.
As composições de "Dark Roots of Earth" são fortes e, em grande parte, excelentes. Chuck Billy está cantando muito bem, como de costume. Mas o que faz o disco brilhar e voar alto é o trabalho de guitarras. As melodias são onipresentes. As bases e riifs de Peterson despejam peso, enquanto Skolnick soa sempre surpreendente. É impossível prever para onde ele irá a cada intevenção, a cada solo. E tudo isso é ancorado pela fenomenal e sólida cozinha formada por Hoglan e pelo baixista Greg Christian.
Entre as faixas, destaque para "Rise Up", que abre o disco com classe absoluta. "Native Blood" tem o melhor refrão do disco e riffs excelentes, e inscreve-se desde já entre as melhores músicas da carreira do Testament. "True American Hate" é outra pedrada, enquanto a faixa-título retoma a aproximação que o thrash, de uma maneira geral, sempre teve com o rock progressivo, com ricas e complexas passagens instrumentais e um arranjo crescente. "Throne of Thorns" é uma odisséia de mais de sete minutos com riffs animalescos e a melhor performance de Chuck em todo o disco.
E há "Cold Embrace", uma balada que pode dividir opiniões entre os fãs. Alguns irão gostar, enquanto outros poderão julgá-la desnecessária. De fato, "Cold Embrace" destoa totalmente das outras oito faixas de "Dark Roots of Earth". A faixa leva a música do Testament para um terreno até então inédito - no caso, o classic rock. Sem economizar na sacarose nas linhas vocais, a banda usa do clássico expediente "início lento com explosão pesada no final", explorando o contraste entre os momentos distintos da composição. Entretanto, a empreitada não convence e soa cansativa e sem inspiração, sensação totalmente contrária à causada pelas demais músicas do disco. Além de tudo, se estende até quase beirar os oito minutos em uma estrutura repetitiva que não acrescenta nada ao trabalho.
A versão normal de "Dark Roots of Earth" tem 9 faixas, mas a edição especial do disco conta com quatro faixas bônus. Três delas são covers - "Dragon Attack" do Queen, "Animal Magnetism" do Scorpions e "Powerslave" do Iron Maiden -, enquanto a quarta é uma gravação ligeiramente diferente e um pouco mais longa de "Throne of Thorns". "Dragon Attack" é diversão pura, e sua audição deixa isso latente. "Animal Magnetism" ganhou doses cavalares de peso e ficou maravilhosamente sombria. E "Powerslave" parece ter nascido para ser regravada por uma banda de thrash metal, já que a sua estrutura intrincada e cheia de mudanças de andamento casa perfeitamento com o estilo, como demonstra a competente releitura do Testament.
"Dark Roots of Earth" é um ótimo disco. Em se tratando de thrash metal, provavelmente o melhor de 2012. Vale, e muito, o play!
Faixas:
Rise Up
Native Blood
Dark Roots of Earth
True American Hate
A Day in the Death
Cold Embrace
Man Kills Mankind
Throne of Thorns
Last Stand For Independence
Bonus:
Dragon Attack
Animal Magnetism
Powerslave
Throne of Thorns
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Ricardo Seelig é editor do blog Collectors Room - www.collectorsroom.blogspot.com - e colaborador das revistas poeira Zine e Rolling Stone. Escreve para o Whiplash desde 2005.
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