Resenha - Last of a Dying Breed - Lynyrd Skynyrd

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Resenha - Last of a Dying Breed - Lynyrd Skynyrd

Por Felipe Ribeiro

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O sucessor de God & Guns (2009) da uma aula de Southern Rock, com muito peso, sentimento e tradição. Last of a Dyin' Breed ficará marcado como um dos melhores trabalhos já feitos pela banda da Flórida, que está prestes a completar 50 anos de estrada.

O texto representa a opinião do autor, não do Whiplash.Net ou de seus editores.

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Um disco comum de 15 faixas pode espantar até o mais paciente ouvinte. Mas, no caso do Lynyrd Skynyrd, talvez, 15 faixas não fossem suficientes. A banda consegue arrebentar em quase todas as canções, sejam elas pauladas de hard rock ou baladas melancólicas do Southern Rock, porém, analisando friamente, algumas canções poderiam ter sido, digamos, "poupadas", mesmo as faixas sendo relativamente mais curtas em comparação com o histórico da banda.

Para resumir e comparar, Last of a Dyin' Breed está mais para Vicious Cycle (2003) do que para God & Guns. É um álbum mais completo do que o seu antecessor, porém, com músicas que não deveriam estar ali, o que deixa o "confronto" equilibrado.

Destaque positivo

O entrosamento dos guitarristas é algo espantoso. Gary Rossington conseguiu manter a banda viva e trazer pra junto dele excelentes músicos, principalmente Rickey Medlocke, que foi capaz de reviver Free Bird.

Destaque negativo

O baixista Johnny Colt e o tecladista Peter Keys têm participação discreta. Pelo lado do baixo, até entendemos, porque é uma característica das bandas de rock mais pesado, mas nada justifica o pouco uso das habilidades de Keys que, como Medlocke, conseguiu reviver músicas como Call me the Breeze e I Know a Little.

Confiram abaixo a nossa análise faixa-a-faixa sobre Last of a Dyin' Breed:

1 – Last of a Dyin'Breed (3:52)
A faixa-título foi perfeita para dar início ao álbum. Ela começa com a cara do country, com Gary Rossington dando o tom com a guitarra havaiana, seguida de perto por um estrondoso riff despejado por Rickey Medlocke e Mark Matejka. Essa música se parece muito com a primeira faixa do disco Twenty, de 1996, chamada We Ain't Much Different. Rápida, potente, cheia de energia e com refrão pegajoso.

2 – One Day At The Time (3:46)
Depois de acelerar logo de cara, essa música vem para trazer mais cadência. É uma baita música, sobretudo porque vemos solos de guitarra muito bem elaborados pela dupla de guitarristas solo. Johnny Van Zant está muito bem nessa, também. É uma das melhores do disco, sem dúvida. Tanto em peso, quando na letra, que fala em viver cada momento da vida com uma analogia perfeita: "smell the roses, taste the wine".

3 – Homegrown (3:41)
Que paulada! Homegrown aparece para manter o alto nível do disco e mudar um pouco a cara do mesmo, dando uma pegada mais hard rock, quase chegando ao metal. Os riffs estão poderosos e os solos, apesar de curtos, encaixaram bem. O problema desta faixa, ao meu ver, é a pegada meio pop. No mais, uma baita música.

4 – Ready to Fly (5:26)
Mesmo longe de ser uma das melhores baladas da banda, Ready to Fly é uma excelente música e útil no contexto do álbum, a letra é sensacional e a qualidade instrumental é muito boa, característica das baladas da banda.

5 – Mississipi Blood (2:58)
Não há como ver o nome dessa música e não pensar na já consagrada moda de southern Mississipi Kid, do próprio Lynyrd, que fez sucesso nos anos 70. O começo até da essa ideia, mas, quando começam os riffs sincopados e o vocal rouco e pesado de Van Zant, a memória e semelhança se vão e aparece uma das melhores músicas desse disco. Ah, ela lembra muito a música Floyd, de God & Guns.

6 – Good Teacher (3:07)
De longe, a música mais pesada do álbum. Good Teacher é uma pancadaria sem fim que tem muito pouco de southern rock, a não ser pela letra. O começo até pode lembrar – a fãs, claro – o wah-wah de Kirk Hammett, do Metallica. É uma canção divertida, vale a pena ouvir, mas não a coloco como uma das melhores do disco.

7 – Something to Live For (4:27)
Creio que essa vai ser uma boa polêmica, mas, eu não achei essa música muito boa. Tem qualidade, é verdade, mas creio que vai levar um tempo pra eu gostar dela. É uma faixa que não deixa claro a que veio. A letra é boa, verdade, mas, pra uma baladinha, está um tanto quanto desorganizada.

8 – Life's Twisted (4:34)
Pra mim, a melhor música do disco. Life's Twisted é uma música especial, sem exageros, mas que cativa. Confesso que já a escutei umas 100 vezes. É espetacular em todos os aspectos. Os melhores solos, riffs e vocais do disco estão aqui. Quisera eu que ela virasse um clássico da banda. Tomara!

9 – Nothing Comes Easy (4:14)
Essa durona aqui, com cara de velho oeste, é uma música que está mais por obrigação do que por ser uma boa canção, na acepção da palavra. Os sulistas têm essa mania de falar que nada vem fácil e blá, blá, blá, da mesma forma que são altamente patriotas. Enfim, essa música não precisava estar aqui, mas, já que está, vale a pena.

10 – Honey Hole (4:35)
Depois da faixa 8, esta é a melhor disparado. Honey Hole representa a fase moderna do Lynyrd Skynyrd, unindo todos os elementos que tornaram a banda famosa, somada à pegada moderna e pesada dos anos 2000 e 90. O vocal de Johnny Van Zant é o destaque desta música. Ele, aliás, está em melhor forma do que em God & Guns, há quem discorde, claro.

11 – Start Livin' Life Again (4:27)
Típica balada sulista, totalmente country. Música para ouvir enquanto se está tirando um bom cochilo na rede. Faixa que se encaixaria perfeitamente nos discos antigos, um primor.

12 – Poor Man's Dream (4:08)
Embora a terceira parte do álbum não acompanhe o nível da primeira parte (por mim, o disco poderia ter acabado em Honey Hole), Poor Mans' Dream é uma boa música, no estilo Sweet Home Alabama, Southern Ways e por aí vai...

13 – Do It Up Right (3:57)
A pior do disco, infelizmente. Não que seja uma música ruim, não é isso. Mas é completamente desnecessária. Não acompanha o nível de boa parte do disco. Mas, para ser justo, tem bastante a ver com o que a banda sempre fez. Porém, com essa, não acertaram a mão. Detalhe importante e que merece destaque: o tecladista Peter Keys tem participação discreta no disco, mas nessa faixa ele pode mostrar um pouco do que é capaz. Foi bem!

14 – Sad Song (4:01)
Talvez como preparação para a última música, Sad Song funciona bem aqui. É uma música pausada e com tom melancólico, meio que dizendo: Calma, que a última vai ser das boas.

15 – Low Down Dirty (3:15)
Seguindo a linha de Good Teacher e Homegrown, Low Down Dirty fecha com chave de ouro um baita disco do Lynyrd Skynyrd. Tal como o álbum, não é perfeita, mas cumpre o que promete durante a introdução. Riffs ousados e bem despejados, solos sulistas encaixados de forma magistral e vocal pesante, meio que resumindo o que foi Last of a Dyin' Breed.

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