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Resenha - Toys In The Attic - Aerosmith

Se há uma banda que soube transpor a linguagem do classic rock para o hard, é justo conceder a honra ao AEROSMITH. Veja bem: não me refiro ao som em si - o CREAM e outros já haviam feito isso antes - mas sim dos estereótipos clássicos do rock n´roll daquela época: o vocalista andrógino, o guitarrista boa pinta fazendo backing no mesmo microfone, o show festeiro e bem produzido. Não vou comparar como muitos já fizeram a dupla de frente do quinteto de Boston com JAGGERS e RICHARDS- prefiro dizer que eles ampliaram o repertório dos bastidores do rock n´roll, fazendo a coisa “certa” de acordo com o manual dos anos setenta.

Nota: 10

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

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Depois de gravar dois tremendos discos - “Aerosmith” (1973) e “Get your Wings” (1974) - no ano seguinte, foi registrado o clássico seminal da banda: “Toys in The Attic” apresentava uma linguagem ampla, recheado de influências de country rock, swing e jump blues, bem dosados e distribuídos em oito cacetadas certeiras.

Produzido por Jack Douglas (o mesmo do disco anterior), o disco foi recepcionado pelo jornalista da AllMusic, Stephen Erlewine - conhecido pela crítica ácida - como “uma mistura de LED ZEPPELIN com ROLLING STONES”. De fato, o que se observa aqui é uma feliz mistura entre o amplo vocabulário de PLANT e companhia com a simplicidade e energia dos registros dos STONES naquela década.

“Toys In The Attic” abre o disco, na melhor linha “quebrando tudo” - explosiva e com uma qualidade de registro de som excelente. A música que já foi regravado por grupos tão distantes quanto REM e METAL CHURCH possui um clima levemente sombrio graças a sua estrutura melódica em tom menor - o que provou ser uma aposta certa da banda para uma pancada como essa. “Uncle Salty” é sensacional e seus versos foram claramente usurpados por SHANIA TWAIN, vinte anos depois para “Man I feel Like a Woman” - escute e confira. Ou melhor ainda, não dê moral- é plágio mesmo.

Na sequência, “Adam´s Apple” vem quebrando tudo, mostrando que JOE PERRY é mesmo o cara quando põe um bottleneck no dedo. “Walk This Way” e “Sweet Emotion” são os exemplo máximos do quanto essa banda consegue atingir uma amplitude musical induvidosa: a primeira - que foi responsável pelo ressurgimento artística da banda em 1986 - é totalmente “para cima” - swingada e com o melhor riff da carreira do AEROSMITH. Já “Sweet”, com seu conceito futurista na introdução, é repleta de dinâmicas de primeira - da calmaria à energia total - e vice versa.

A atmosfera “New Orleans” fica por conta de "Big Ten Inch Record", em clima de jam session total, recheado de solos curtos e eficientes. “No More No More” é boa até o talo, com cara de clássico ao vivo e “You See Me Crying” mostra o quanto a banda era boa em fazer baladas- porque convenhamos as feitas nos últimos anos pelo grupo são de doer.

Conclusão: necessário!!

Track List:

1. "Toys in the Attic"
2. "Uncle Salty"
3. "Adam's Apple"
4. "Walk This Way"
5. "Big Ten Inch Record"

1. "Sweet Emotion"
2. "No More No More"
3. "Round and Round"
4. "You See Me Crying"

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Sobre Paulo Severo da Costa

Paulo Severo da Costa é ensaísta, professor universitário e doente por rock n´roll. Adora críticas, mas não dá a mínima pra elas.

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