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Resenha - Strangers In The Night - UFO

É aquela tal história: ganha-se de um lado, perde-se do outro. Se a Inglaterra inventou o futebol e nós tomamos deles, o mesmo vale para a Invasão britânica no território ianque no terreno do rock n´roll. Dos primórdios, passando pelo hard e chegando no metal, não dá para negar que os saxões fizeram a barba, cabelo e bigode.

Nota: 10

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

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Entre os pioneiros do hard metal, sem dúvida, os caras do UFO fizeram a grande diferença: capitaneados pelo encrenqueiro (e genial) PHIL MOOG, O UFO foi fundado em 1969, e sua chamada formação clássica contou com PETE WAY (baixo - que mais tarde formaria o FASTWAY com EDDIE ”FAST” CLARKE - ex-MOTORHEAD), ANDY PARKER (bateria), PAUL RAYMOND (teclados) e , claro, o monstruoso alemão de Sarstedt, MICHAEL SCHENKER (guitarra) que influenciou desde KIRK HAMMETT até o guitarrista da esquina da minha casa.

Depois de idas e vindas, vários álbuns e muito quebra pau (principalmente entre SCHENKER, que saiu e só voltou à banda para a reunião de 1993, e MOOG), em 1979 é lançado ‘Strangers in the night”, um tratado de rock n´roll ao vivo.

Lançado originalmente como álbum duplo, “Strangers” capta a essência da banda que funcionava bem em estúdio, e bem demais ao vivo. Controvérsias a parte (segundo consta algumas partes foram recriadas em overdub posterior - coisa que TODO MUNDO faz), o que se percebe é uma banda coesa, preenchendo os espaços de forma brilhante.

“Doctor Doctor’, “Let it Roll”, “Lights Out" (minha preferida)”, “Rock Bottom”, são exemplos dignos da influência decisiva do UFO na NWOBHM - que estava se iniciando - mostrando como SAXON e IRON beberam dessa fonte. Nas baladas tudo certo - “Love to Love” e “Out in the Street” passam a quilômetros das porcarias melosas feitas nos anos seguintes (sem falar de hoje em dia!)

A porrada ainda come solta em clássico indiscutíveis como “Mother Mary”, “Shoot Shoot” e “Too hot to handle”, com SCHENKER “abrindo a caixa de ferramentas” e descendo o pau. Para quem gosta (eu não me incluo) ”Out in the street” tem uma levada mais pop, levemente progressiva.

Se uma obra tem de ser analisada em seu conjunto, em seu contexto, esse disco não pode receber menos que 10!

Track List:
1. "Natural Thing"
2. "Out in the Street"
3. "Only You Can Rock Me"
4. "Doctor Doctor"
1. "Mother Mary"
2. "This Kid's"
3. "Love to Love"
1. "Lights Out"
2. "Rock Bottom"
1. "Too Hot to Handle"
2. "I'm a Loser"
3. "Let It Roll"
4. "Shoot Shoot"

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Sobre Paulo Severo da Costa

Paulo Severo da Costa é ensaísta, professor universitário e doente por rock n´roll. Adora críticas, mas não dá a mínima pra elas.

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