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Resenha - Holy Diver - Dio

Ian Christie, no livro “Heavy Metal-A História Completa”(ARX) comparando as bandas da NEW WAVE OF BRITISH HEAVY com aquelas que vieram logo em seguida, afirma: “Quando estas bandas começaram a duplicar os atributos do Heavy Metal que anteriormente já entortavam cérebros, adicionando toneladas de esteróides aos momentos mais explosivos, elas criaram o Power Metal”.

Nota: 10

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

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RONNIE JAMES DIO é muito anterior ao Power Metal; aliás é proto-metal, tendo iniciado sua carreira no final dos anos 50(!!). Foi vocalista de sua própria banda(ELF), tendo passagens que construíram a história do metal pelo RAINBOW (1975-78) e pelo BLACK SABBATH pós- OZZY (1980-82/1992) .

Depois de “Mob Rules”(81), RONNIE brigou com os TONY YOMMI e GEZZER BUTLER (em uma bizarra crônica que envolve o aumento dos vocais e bateria, em detrimento da guitarra e do baixo, na mixagem do disco) e, após um álbum ao vivo (“Live Evil”), monta a banda DIO e lança, em maio de 1983, a porrada sonora “Holy Diver”.

Ok, o que isso tudo tem a ver com o papo de Power Metal lá em cima? Divergências a parte, na opinião desse redator, o disco inaugura o estilo que consagraria figurinhas como HELLOWEEN e BLIND GUARDIAN anos depois.” Holy Diver” é forte, melódico, com os vocais épicos do estilo e as guitarras de VIVIAN CAMPBELL, (então um moleque), “pondo quente” nas composições.

“Holy Diver” - a canção - tem uma das melhores pegadas de metal de até então, soando como um RAINBOW revitalizado e brilhante. “Gipsy Kiss” deixa bem claro que DIO escutava muito AC/DC - vide a síncope utilizado pelo mesmo em suas tortas linhas melódicas. "Caught in the Middle" começa com um riff na onda de “Breaking the Law” do JUDAS, desembocando em um heavy dos infernos.

No quesito power ballad, duas canções se sobressaem no disco: enquanto "Don't Talk to Strangers" pegou o que de melhor o SCORPIONS podia oferecer em sua introdução e rapidamente dá uma guinada para a pancadaria, abrilhantada por um solo virtuoso de CAMPBELL (cortesia da escola RANDY RHOADS).Na mesma toada, “Invisible” é outra grande sacada da banda e outro ótimo solo.

Por fim, um comentário a parte: quem discorda do uso do termo Power Metal para esse disco, “Rainbow in the dark” é o quê ?

Track list:

1. "Stand Up and Shout"
2. "Holy Diver"
3. "Gypsy"
4. "Caught in the Middle"
5. "Don't Talk to Strangers"
6. "Straight Through the Heart"
7. "Invisible"
8. "Rainbow in the Dark"
9. "Shame on the Night”

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Sobre Paulo Severo da Costa

Paulo Severo da Costa é ensaísta, professor universitário e doente por rock n´roll. Adora críticas, mas não dá a mínima pra elas.

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