Em 1972, o BLACK SABBATH já havia lançado três clássicos absolutos do então recém parido heavy metal: se “Black Sabbath” (o primeiro álbum) havia plantado as sementes do Apocalipse, “Paranoid” e “Masters of Reality” sedimentavam o rumo daquele fantástico e inovador universo de trítonos, afinações baixas, cruzes e letras que tratavam de cutucar os grotões do inconsciente maligno nosso de cada dia.
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O disco abre com "Wheels of Confusion/The Straightener", que certamente influenciou uma porção de guitarristas com suas passagens intricadas, mudanças de ritmo e riffs fantásticos (uma redundância em se tratando de TONY IOMMI). “Supernaut” e “Snowblind” mostram quanto testosterona são fundamentais para uma banda que se preze e “Changes” é, na minha opinião a balada mais legal da banda. Já “Cornucopia”, de BILL WARD, mostra o tamanho do débito que as bandas de doom metal tem com a grupo.
Os pontos fracos do disco estão na tentativa de emular algo de ZEPPELIN (“Laguna Sunrise”) que, honestamente não tem a ver com o conceito do grupo e “FX”, uma “viagem” esquisitíssima (e claro, proposital) de TONY IOMMI. “St. Vitus Dance” se enquadraria melhor em um disco mais “ensolarado”, e não em um combinado sombrio como este.
Saldo final: Nota 8,5.
Track list:
1. "Wheels of Confusion/The Straightener"
2. "Tomorrow's Dream"
3. "Changes"
4. "FX"
5. "Supernaut"
6. "Snowblind"
7. "Cornucopia"
8. "Laguna Sunrise"
9. "St. Vitus Dance"
10. "Under the Sun/Every Day Comes and Goes".
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Paulo Severo da Costa é ensaísta, professor universitário e doente por rock n´roll. Adora críticas, mas não dá a mínima pra elas. Email para contato: [email protected]
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